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Altair Domingos será uma das estrelas do Grande Prêmio “Batalha de Tucumán”, tradicional no Hipódromo de Tucumán, alusiva ao aniversário da histórica Batalla de Tucumán de 1812. A prova magna é disputada na distância de 2.200 metros. O jóquei que já correu em várias pistas do mundo, ficou impressionado com o Hipódromo de Tucumán. "A pista é excelente. Tudo parece perfeito", disse o jóquei, que também descreveu o turfe argentino como "o melhor do mundo".
Altair Domingos retorna à Argentina após vários anos, e o faz com um sorriso que diz muito sobre sua expectativa para uma nova corrida. Ele retorna depois de anunciar sua aposentadoria, após passar quatro anos e meio longe das pistas, após se submeter a inúmeros exames médicos e após encontrar, quando tudo indicava que sua carreira havia chegado ao fim, um motivo para voltar a pilotar. Nesta quinta–feira, ele estará no Hipódromo de Tucumán, um dos maiores palcos do evento internacional, e terá a oportunidade de reviver uma paixão que, como ele mesmo reconhece, não se experimenta em nenhum outro lugar do mundo como na Argentina.
“As corridas de cavalos argentinas são as melhores do mundo”, afirma Domingos enfaticamente. E não é alguém que só correu em pistas do seu próprio país. O jóquei já competiu em Dubai, Estados Unidos, Chile, Peru, Paraguai e Brasil. Ele conhece bem diferentes locais, públicos e maneiras de vivenciar as corridas. No entanto, quando fala da Argentina, seu entusiasmo atinge uma nova dimensão.
“Tive a oportunidade de correr em vários lugares, como Dubai, Estados Unidos, Chile, Peru, Paraguai e Brasil, mas em nenhum outro lugar as corridas de cavalos são vivenciadas com tanta paixão quanto na Argentina. Não conheço nenhum outro país no mundo que ame tanto as corridas de cavalos quanto os argentinos. Além disso, deve ser o único país onde há corridas todos os dias”, afirma.
Desta vez, seu destino é Tucumán. É sua primeira visita ao “Jardim da República”, e sua chegada faz parte de uma celebração que reunirá alguns dos maiores nomes das corridas de cavalos sul–americanas. Domingos chegou acompanhado de sua esposa, Danielle, e da filha de quatro anos, Valentina. Mateus, de 26 anos, e Nicoly, de 23, ficaram no Brasil. “É a minha primeira vez no Hipódromo de Tucumán e, pelo que estou vendo, é muito bonito. A pista está em ótimas condições. Tudo parece perfeito”, disse ele após visitar o autódromo.
Mas suas palavras vão além de uma simples boa impressão. Domingos entende que a importância da "Batalla" não se explica apenas pelos cavalos que chegam, pelos jóqueis que participam ou pela importância dos prêmios. Tem a ver também com a maneira como uma província do interior do país se prepara para um dia de corridas dessa magnitude. "Chegar a uma província do interior do país, como Tucumán, e ver como eles se preparam para um dia de corridas de cavalos é algo único. Isso só acontece assim na Argentina", enfatizou.
Domingos, conhece bem os grandes palcos. Ao longo de sua carreira, ultrapassou 50 vitórias em provas do Grupo 1 e escreveu um dos capítulos mais importantes de sua trajetória na Argentina. Em 2015, conduziu Hi Happy à vitória em três das corridas mais prestigiosas do país: o Grande Prêmio Carlos Pellegrini, o Grande Prêmio Nacional e o Grande Prêmio Jockey Club.
Por isso, seu retorno tem um significado especial. Ele havia anunciado sua aposentadoria no final de 2021 devido a uma lesão no nervo óptico do olho esquerdo. Por quatro anos e meio, ficou afastado das pistas. Realizou exames médicos regulares no Brasil e, quando os especialistas determinaram que ele estava apto a competir, decidiu dar mais uma chance à sua carreira.

Próximo ao Disco, Altair Domingos chegou a Tucumán acompanhado de sua esposa, Danielle, e sua filha, Valentina.
“Eu havia pensado em parar de correr. Fiquei quatro anos e meio fora das competições e, durante esse período, fiz todos os tipos de exames no Brasil. Os exames eram feitos a cada três meses e os médicos me disseram que eu estava apto a competir sem nenhum problema. E foi aí que decidi voltar”, explicou.
A decisão teve inicialmente uma motivação pessoal. Ele queria voltar a correr para tirar uma foto com sua filha, Valentina. Mas esse retorno acabou se tornando muito mais do que um retorno simbólico. Em apenas um ano, ele se restabeleceu entre as principais figuras do turfe brasileiro.
“Eu queria correr para tirar uma foto com minha filha Valentina, e em um ano já venci sete provas de Grupo 1. Tenho que agradecer a Deus por me dar outra chance. Nem mesmo quando estava no auge na Argentina venci tantas provas importantes como agora”, reconheceu.
Uma Tarde de Sonho
Em maio deste ano, ele teve um desempenho extraordinário, conquistando três vitórias em provas de Grupo 1 em uma única reunião. Venceu o Grande Prêmio “OSAF” com Veil, o “ABCPCC” com Eletrizante Dollar e o “Juliano Martins” com Twist do Iguassu. Em outro dia no Brasil, garantiu cinco vitórias em sete corridas. Sua situação atual, portanto, tem pouco a ver com um simples retorno às pistas: Domingos voltou a competir no mais alto nível.
“Sou muito competitivo. Gosto de vencer em tudo e levo cada compromisso que assumo muito a sério. Cada corrida que venço, mesmo que seja com um cavalo que nunca venceu, eu a aproveito como se fosse um Grande Prêmio”, afirmou.
E é com essa mentalidade que ele chegará ao Hipódromo de Tucumán nesta quinta–feira. Domingos montará vários cavalos ao longo do dia, sendo seu principal desafio o Grande Prêmio “Batalha de Tucumán”, onde montará Travel Pass, um cavalo de Buenos Aires adquirido por proprietários de Santiago del Estero.
Ele já estudou seus rivais e sabe que não terá uma tarefa fácil. “Tenho analisado a corrida e ela é muito competitiva. Há alguns cavalos de altíssima qualidade, incluindo Thor Medina, que correu no Grande Prêmio Latino–Americano no Peru este ano, onde eu também montei outro cavalo. Há muitos cavalos com chances de vencer. Será uma corrida muito difícil”, previu.
Domingos mora em Curitiba e atualmente compete no Rio de Janeiro e em São Paulo. Após seu retorno, encontrou um lugar onde pode se sentir novamente como jóquei. Mas a Argentina continua a ocupar um lugar especial em seu coração. Não apenas pelas lembranças daquela temporada inesquecível com Hi Happy, mas também porque ele ainda mantém uma ligação pessoal com o país.
“Tenho muitos amigos de Tucumán, e um deles é o Luis Vai, que está competindo em Buenos Aires”, observou.
Ele quer voltar a morar na Argentina
E há também um desejo que permanece intacto: voltar a morar na Argentina. Domingos reconhece que está vivendo um ótimo momento no Brasil, mas admite que gostaria de voltar a Buenos Aires. No ano que vem, o Hipódromo de Palermo sediará o Latinoamericano, e o jóquei brasileiro pretende estar presente.
“Estou muito bem no Brasil, mas a verdade é que gostaria de voltar à Argentina. No ano que vem, o Latinoamericano será disputado no Hipódromo de Palermo, e com certeza terei um cavalo para montar, então vou me organizar para estar lá”, disse ele.
É então que surge um dos capítulos mais delicados de sua relação com o turfe argentino. Domingos afirma que atualmente não pode competir em Palermo ou San Isidro devido a uma decisão médica tomada anos atrás. Ele explicou que outros especialistas posteriormente determinaram que ele está apto a correr. O jóquei também ressalta que ainda há uma pendência financeira. “Temos que analisar os aspectos legais, porque não me deixam correr em Palermo com base na decisão de um médico, mesmo que muitos outros médicos me tenham examinado e confirmado que estou apto para competir. Não me deixam correr em Palermo, mas também não me pagaram a indemnização, e já passaram seis anos”, afirmou.
Mas, segundo ele, sua reivindicação não se baseia principalmente em compensação financeira. O que ele quer é voltar a fazer o que sabe fazer. “Não quero ser pago, só quero poder trabalhar. Quero poder correr”, afirmou.
Por isso, ele também não descartou a possibilidade de voltar a morar em Buenos Aires. “Adoraria me estabelecer em Buenos Aires novamente, e é por isso que não vendemos as propriedades que temos em San Isidro”, disse.
Antes de pensar no futuro, porém, Domingos tem um compromisso com Tucumán. Nesta quinta–feira, ele retorna às competições na Argentina, após uma espera de vários anos, em um evento que reúne grandes nomes e cavalos de diferentes partes do país.
Ele começou a correr com cavalos quarto de milha aos nove anos de idade. Desde então, construiu uma carreira que o levou a importantes palcos internacionais. Ele venceu mais de 50 corridas do Grupo 1, alcançou sucesso nas principais pistas da Argentina e do Brasil e, quando uma lesão parecia ter posto fim à sua carreira, encontrou uma nova oportunidade.
Agora, ele chega à "Batalla" com a mesma ambição que o impulsionou ao longo de sua trajetória: competir, vencer e se divertir. Porque para Altair Domingos, as corridas não perdem sua importância com base no prêmio ou na categoria do cavalo. Cada vez que monta, ele se sente como aquele jovem que começou a correr em provas locais.
E desta vez, ele fará isso em Tucumán, uma província que acaba de visitar e que já lhe deu uma certeza: para vivenciar o turfe com paixão, a Argentina continua sendo um lugar único.
A cobertura poderá ser acompanhada das 16h30 às 19h30 pelo site www.lagaceta.com.ar e pelo LA GACETA PLAY do nosso jornal, que combinará a transmissão das corridas, a análise do dia e o contato com seus principais protagonistas.
Transcrito do jornal digital Lagacerta, da Argentina