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Neste espaço são publicadas as manifestações dos nossos leitores.

O RAIA LEVE acolhe opiniões sobre todos os temas ligados ao turfe.

Reserva–se, no entanto, o direito de rejeitar ofensas, palavrões e xingamentos. O site não tem o compromisso de publicar todas as mensagens recebidas. A publicação, quando ocorrer, se dará na íntegra ou parcialmente, privilegiando–se os trechos mais relevantes.

O Raia Leve, depois de pedidos de leitores e deliberação da diretoria da ACPCPSI decide que realizará a checagem dos CPFs enviados com os nomes das pessoas que enviem opiniões. A identidade virtual ficará linkada ao nome e CPF da pessoa. Eventualmente, os e–mails poderão ser checados. Desta forma, a editoria do site pede aos internautas que respondam e–mail da associação com a máxima rapidez possível quando solicitados a fim de ter a liberação de seu comentário, bem como assegurem–se que o e–mail raialeve@raialeve.com.br esteja definido como um endereço que não seja encaminhado para a caixa de Spam.





Setembro | 2026

Honório da Silva (06/09/2026) - Rio de Janeiro – RJ

A queda do MGA deveria servir como um alerta inequívoco para o turfe brasileiro. Mais do que um problema pontual de arrecadação, ela expõe a incapacidade da atual diretoria de criar estratégias para captar novos apostadores e renovar o público.

Nos últimos anos, o Brasil assistiu à explosão das plataformas de apostas. Milhões de brasileiros passaram a apostar diariamente em futebol, cassino, roleta, “tigrinho”, “aviãozinho” e inúmeras outras modalidades.

E o turfe?

Praticamente ficou olhando de fora.

A oportunidade que a regulamentação das bets criou — e o turfe perdeu

A regulamentação das bets deixou dúvidas sobre a possibilidade de essas plataformas explorarem apostas em corridas de cavalos no Brasil. Diante dessa ambiguidade, as plataformas deixaram de comercializar o produto.

Era justamente o momento para o turfe buscar uma solução institucional, jurídica e comercial que garantisse sua permanência nesses canais, criando uma porta de entrada para milhões de novos apostadores.

Mas a atual gestão não tratou o tema como uma ameaça estratégica ao futuro do esporte. Ao contrário, o que se viu foi uma postura de conformismo — e até de comemoração diante do fim do turfe nas bets.

O resultado foi previsível: o apostador antigo, acostumado a plataformas modernas, intuitivas e ágeis, perdeu o interesse em retornar aos sistemas tradicionais do turfe.

Mais grave ainda: não perdemos apenas quem já conhecia as corridas. Perdemos a oportunidade de apresentar o turfe a uma multidão que jamais havia tido contato com ele.

Enquanto milhões de brasileiros eram captados diariamente pelas bets, o turfe ficou à margem desse movimento. E, a cada dia, o MGA piora.

Onde estão as informações?

Alguém ainda se lembra das parciais da Longines?

Duraram poucos meses.

Também faltam entrevistas regulares com profissionais, estudos estatísticos e ferramentas que permitam comparar treinadores, jóqueis, proprietários, pedigrees, pistas, distâncias e condições de corrida.

Enquanto isso, nos principais mercados internacionais, o apostador encontra informações detalhadas: trabalhos matinais, estatísticas específicas e análises capazes de orientar sua decisão.

Comentários como:

“Este treinador tem X% de aproveitamento com animais em sua segunda apresentação.”

Ou:

“Este treinador apresenta determinado aproveitamento quando o animal desce de enturmação para o claiming.”

Ou ainda:

“A mãe deste animal produziu seis produtos, três deles vencedores logo na primeira apresentação.”

Isso é munição para o apostador. Cria raciocínio, interesse e vontade de estudar a corrida.

Não se trata de oferecer uma fórmula mágica para ganhar dinheiro, mas de dar ao apostador ferramentas para formar sua própria opinião.

O turfe precisa vender o próprio produto

O turfe tem história, tradição, criação, genética, competição, profissionais e um espetáculo esportivo de grande beleza. O problema é transformar tudo isso em um produto atraente um e compreensível.

Aqui, muitas vezes, o YouTube é ligado minutos antes do primeiro páreo para um programa de menos de meia hora, com informações superficiais e, não raramente, erros básicos. Não é incomum ouvir comentaristas confundindo cavalo com égua ou apresentando dados equivocados sobre animais e campanhas.

O problema não está necessariamente nos profissionais diante das câmeras, mas em uma estrutura que os coloca ali sem oferecer condições adequadas e, depois, cobra excelência de quem nem sempre possui o conhecimento necessário.

A transmissão deveria informar, entreter e formar novos apostadores. Deveria despertar o interesse por animais, profissionais, estatísticas e estratégias. Em vez disso, muitas vezes parece feita apenas para cumprir tabela.

Também é preciso mudar o foco da comunicação. Parte dela parece mais preocupada em agradar proprietários e pessoas influentes do que em conversar com quem movimenta o jogo.

“Olha o cavalo do Haras Legacy, do Aloísio. Um abraço para o Aloísio, que está acompanhando a gente.”

Com todo respeito, isso pode agradar ao homenageado, mas o apostador quer saber por que aquele cavalo merece ser apostado: seu histórico, suas estatísticas, o desempenho do treinador naquele tipo de prova, a influência do jóquei, a adaptação à distância e os efeitos da mudança de categoria.

É isso que interessa.

O apostador precisa ser tratado como cliente

O apostador não é um espectador secundário. É um dos principais clientes do produto.

Por isso, precisa ser respeitado, informado e estimulado. Quem chega ao turfe vindo do futebol ou de outras modalidades não pode ser obrigado a descobrir sozinho como interpretar uma retrospectiva ou uma programação.

É preciso ensinar, produzir conteúdo, criar estatísticas, explicar conceitos, comparar desempenhos e mostrar os bastidores. É preciso filmar os trabalhos matinais, entrevistar treinadores e jóqueis e manter uma comunicação ativa durante toda a semana — não apenas meia hora antes do primeiro páreo.

Outro problema é a percepção de falta de uniformidade nas decisões da Comissão de Corridas.

Quando julgamentos semelhantes recebem punições diferentes, cria-se a sensação de que o peso da decisão pode variar conforme a farda envolvida. Independentemente de haver ou não favorecimento deliberado, a percepção de parcialidade já é extremamente prejudicial.

As decisões precisam ser técnicas, transparentes, coerentes e previsíveis — e, principalmente, explicadas.

O público apostador muitas vezes sequer conhece os comissários e não recebe informações claras sobre os fundamentos dos julgamentos. Por que não apresentar publicamente os critérios utilizados? Por que não tornar as decisões compreensíveis para quem aposta?

O profissional precisa saber que determinada infração terá tratamento semelhante, independentemente de quem esteja envolvido.

Sem coerência, perde-se confiança. E confiança é essencial em qualquer atividade que envolva apostas.

Sanear as contas é importante. Mas não é suficiente.

Já estamos no meio do segundo mandato da atual presidência, e certamente haverá quem destaque como realizações a utilização do espaço imobiliário do Jockey para festas e eventos, o saneamento das contas e o uso desses recursos para incrementar premiações.

Tudo isso pode ter mérito. Mas a pergunta central permanece:

o que foi feito, ao longo desses dois mandatos, para renovar o público do turfe?

Esse é, na minha opinião, o verdadeiro câncer do esporte.

Pode-se aumentar a premiação, equilibrar o caixa, alugar espaços e organizar eventos. Mas, se não cresce o número de pessoas interessadas em acompanhar e apostar nas corridas, estaremos apenas administrando o presente enquanto o futuro encolhe.

Além disso, aumentar prêmios com recursos de locação do espaço não transforma automaticamente o turfe em uma atividade autossustentável. É preciso olhar também para o pequeno proprietário, o criador, o treinador, o jóquei, o cavalariço e todos os que vivem diretamente das corridas.

Não adianta criar uma aparência de prosperidade no topo enquanto a base continua lutando para sobreviver.

Lembro de uma declaração recente do presidente, dia 01/02 desse ano, anunciando que a partir de então haveria corridas todos os domingos no Jockey. A promessa, feita diante das câmeras, incluía a incorporação definitiva dos domingos à programação e até a criação do slogan “Domingo no Jockey”.

Pouco tempo depois, porém, os domingos voltaram a ser sacrificados.

No último domingo, por exemplo, as corridas começaram depois das 17 horas e o Pick 7 sequer conseguiu vender a garantia.

Então fica a pergunta:

onde está a palavra empenhada pelo presidente? Quantas anúncios publicos dele voltaram atrás em pouco tempo. Se foi anunciado que haveria corridas todos os domingos, como chegamos novamente a uma situação em que o domingo pode ser abandonado ou alterado a qualquer momento?

Não se trata apenas de um domingo, mas da dificuldade de transformar uma decisão administrativa em um projeto consistente de longo prazo.

O turfe precisa de previsibilidade, planejamento e estratégia. Precisa saber onde quer estar daqui a cinco, dez ou vinte anos.

O problema é tratar uma doença estrutural com paliativos

O turfe e as apostas em corridas de cavalos vêm sendo tratados como um doente terminal. Em vez de atacar a doença, procuram-se paliativos para prolongar a sobrevivência: aumenta-se o caixa, aluga-se o espaço, fazem-se eventos, elevam-se premiações e comemoram-se resultados financeiros de curto prazo.

Mas o problema central permanece:

o público não se renova;
o apostador não é captado;
o MGA cai;
os jovens não chegam;
o produto não é modernizado;
a comunicação não evolui;
e as oportunidades de expansão são desperdiçadas.

O dinheiro imobiliário pode prolongar a vida do turfe, mas não pode ser confundido com crescimento.

Ainda dá tempo

Apesar das críticas, continuo torcendo pelo turfe. Justamente por isso, acredito que seja necessária uma autocrítica profunda.

O próximo presidente, seja quem for, deveria começar com uma pergunta simples:

como vamos colocar milhares — ou milhões — de novos brasileiros em contato com o turfe?

A resposta não virá apenas do aumento de prêmios, da locação de espaços ou da expectativa de que o público antigo se renove sozinho.

Será necessário buscar as pessoas onde elas estão: nas bets, nas redes sociais, no YouTube e entre os jovens e apostadores esportivos. Os dados e as ferramentas tecnológicas já existem. Falta transformá-los em uma estratégia profissional de captação, educação e retenção de público.

O turfe brasileiro tem produto, história, beleza, competição, profissionais, animais extraordinários e uma cadeia econômica inteira por trás.

O que não pode continuar faltando é visão de futuro.

O turfe já foi chamado de esporte dos reis. Não pode terminar sua história sendo administrado como uma atividade que apenas precisa sobreviver até o próximo balanço.

O objetivo deve ser recuperar relevância, conquistar uma nova geração e voltar a crescer.

Porque o aumento do caixa pode adiar o fim.

Mas somente novos turfistas e novos apostadores podem garantir o futuro.

João Pedro Busch (06/09/2026) - Rio de Janeiro – RJ

Boa Tarde!
E se passaram 2 semanas....

Confesso que perdi um pouco o prazer de acompanhar as corridas de cavalos.
Foi assim para mim e muitos brasileiros depois da morte trágica de Ayrton Senna. A Fórmula 1 nunca mais teve o mesmo significado. As manhãs de domingo nunca mais foram as mesmas.
Até hoje, não assisto mais corridas de automóveis!
No turfe, a dor pode ser parecida quando um talento como Leandro Henrique sofre um acidente tão trágico. Para quem acompanhava suas corridas, é impossível não sentir que algo mudou.
Porque quando um atleta que você admira, torce, vibra com suas conquistas e de repente "se vai", não é apenas o esporte que fica diferente. Fica diferente o nosso olhar para ele.
O meu sentimento é que o turfe tem um vazio.
Tenho hoje um coração com pouco interesse por aquilo que antes me fazia sorrir.
Peço desculpas aos leitores pelo texto triste!

Claudio Pragana (03/09/2026) - Recife – PE

Bom Dia Sr.. José Tito , parabéns disse tudo, , o pior cego é que não quer ver !!!!!
" Boa noite, vamos aos factos, final de semana no Brasil, tivemos 51 páreos corridos nos 4 hipódromos, ou seja, RJ, SP, Curitiba e Porto Alegre, total de jogado, 2.389 milhões de reais,o average,= 47 000 reais, não existe milagre, quem faça per se em cada um deles, os apostadores são os mesmos, a variação é mínima, pode colocar um pick de 200.000 de garantia, não vai aumentar nada, tenho dito.

Claudio Pragana (03/09/2026) - Recife – PE

Bom dia a todos os turfistas do Brasil, como JCB ainda posta informações não verdadeiras , sobre as corridas no exterior , vou repetir a pessoa mais importante no Turfe é o apostador , não é o show de Rock , divulga agora que amanhã vamos ter 2 páreos de G1 em Longchamp em Paris , não é verdade , sugiro que as pessoas que postam as corridas que vejam os sites oficiais , no caso France Galope , serão 2 páreos de G3, um as 10:40 e o outro as 13:00 horas de Brasília , vou repetir o apostador tem que ter certeza no que estar jogando , o turfe no no Brasil trata o apostador como se fosse ninguém , sem eles não vai ter mais turf , tenho dito , o importante é show de rock .KKKKKKK

Jose Tito de Aguiar (02/09/2026) - São Bernardo do Campo – SP

Boa tarde a todos,

O Tarumã está programando corrida para o dia 20 (domingo). Cidade Jardim NÃO esta programando para dia 26 (sábado) e se a Gávea programar para o dia 20 teremos novamente a divisão de miséria. Vamos aguardar que a coerência prevaleça.

Ulisses Benedito Chiaradia (02/09/2026) - Belo Horizonte – MG

Não é de hoje q o jcb erra constantemente em minha conta, se eu jogo couper oudre e escolho X para primeiro e y para segundo, fica evidente qual a ordem, não é necessário nenhuma mudança nas chaves abaixo. Muito pior é o que aconteceu por várias vezes a retirada de um animal e não ter o dinheiro devolvido. Hoje no oitavo parto de Lyon-Parilly mais uma vez fui lesado. O número 7 foi retirado. Tinha a "dupla" 17 a 10,00 reais e aparece mais uma vez como não ganhadora. Se eu fosse somar o que essas duas coisas já aconteceram, certamente eu já teria um excelente poupança.

Antonio Sergio dos Santos (02/09/2026) - Niterói – RJ

Apenas para reforçar o que disse o Sr. Jorge Humberto, fez parte de meu comentrio logo apos a confirmação do falecimento do L Henrique, sua maneira impar de chegar para repesagem sua figura sempre alegre , evidente que existe a felicidade pela vitória mas sua entrada era sempre com sorrisos e comunicando com colegas ou funcionarios.
Alem de uma dos maiores jóqueis que vi atuar nos meus pelo menos 60 anos de turfe, era uma pessoa humana singular.

Julio Cesar Pereira Garcia (02/09/2026) - Rio de Janeiro – RJ

Está difícil estudar as corridas depois disso que aconteceu com o L.Henrique ver a revista e olhar o nome dele e ver os cavalos que era montaria dele ganhando está difícil de acreditar que ele não está entre nós

Não sei se isso está acontecendo só comigo

Estou pensando em dar um tempo das corridas

Gabriel Moraes (02/09/2026) - Juiz de Fora – MG

SUGESTÃO PARA A COMISSÃO DE CORRIDAS DA GÁVEA:

Andrea Bocelli
Stevie Wonder
Geraldo Magela

Garanto que vão errar menos que a comissão atual.

E, se errarem, pelo menos terão uma justificativa:

“Não vimos.”

O problema é que a comissão atual viu, reviu, teve replay e ainda assim não viu.

Alexandre Souza (02/09/2026) - Rio de Janeiro – RJ

Art. 136 – Todo o cavalo que obtiver colocação embaraçando a livre ação de qualquer dos competidores na reta de chegada, seja por movimento espontâneo, por partido ilícito do jóquei ou ainda por imperícia deste, será desclassificado da colocação obtida para a imediatamente posterior à do cavalo prejudicado, desde que do embaraço, direta ou indiretamente, advenha alteração ao resultado do páreo.

Diante disso, gostaria de saber qual foi a justificativa da Comissão de Corridas para não desclassificar o Hora Crop no último páreo de ontem.

Nos 100 metros finais, o animal vai de encontro ao Uddish, há choque entre os dois e, nitidamente, a ação do Uddish é prejudicada. O favorito acaba perdendo a dupla por uma diferença mínima.

A pergunta é simples: qual foi o critério utilizado pelos comissários para entender que o incidente não alterou o resultado do páreo?

Pela própria redação do Art. 136, não basta analisar se houve apenas contato entre os animais. É preciso avaliar se houve embaraço e, principalmente, se desse embaraço decorreu alteração no resultado. E, no caso de ontem, a diferença mínima na chegada torna essa análise ainda mais relevante.

Infelizmente, não é de hoje que a Comissão de Corridas vem tomando decisões que causam estranheza e revolta entre os apostadores. O episódio de ontem é apenas mais um para a conta.

Seria muito importante que os comissários viessem a público explicar seus critérios de julgamento. Não para questionar uma decisão simplesmente porque ela contrariou determinado apostador, mas para que exista transparência e coerência nas decisões.

Fala-se muito sobre a queda do MGA e sobre as dificuldades enfrentadas pelo turfe. Mas fica a pergunta: como esperar que o apostador coloque seu dinheiro em um produto no qual decisões que podem interferir diretamente no resultado são tomadas por amadores, sem que os critérios sejam devidamente esclarecidos?

Na minha avaliação, a desclassificação de ontem deveria ser primária: houve prejuízo claro nos metros finais, justamente quando a disputa pela colocação estava sendo definida, e a diferença entre os competidores foi mínima.

Se a Comissão entende que não houve alteração do resultado, que explique tecnicamente o motivo.

O mínimo que se espera, pela credibilidade do turfe e pelo respeito ao apostador, é transparência.

Os comissários não podem permanecer permanentemente nas sombras. Precisam explicar suas decisões, demonstrar quais critérios utilizam se é que eles existem e, principalmente, mostrar que esses critérios são aplicados de maneira coerente e uniforme em todos os páreos.

Que a comissão de corridas é amadora todos sabemos, mas amadora e omissa já é demais.

 

N.R. Veja o páreo e tire suas próprias conclusões:
https://www.youtube.com/watch?v=UIhVXRpQsRI 








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12.844















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