Normal 0 21 false false false PT–BR X–NONE X–NONE
Depois de dois dias consecutivos, sexta–feira e sábado, com a realização de 18 páreos eletrizantes, no Hipódromo de Cidade Jardim, com as raias de grama, e, de areia, em excelentes condições, hoje é o dia do público turfista nacional desfrutar da cereja do bolo.
Hoje é dia da realização do 103º Grande Prêmio São Paulo. Da seta dos 2.400 metros na grama do hipódromo paulistano, às 16h15, vão largar os 17 excelentes puros–sangues de corrida do Brasil. E, só um deles, vai comemorar o acesso a galeria de ganhadores da prova mais importante do turfe paulista.
O turfe paulistano passou passou por crise política e passa por crise financeira sem precedentes. Mas todos os criadores, proprietários, dirigentes, aficionados se uniram para buscar o ressurgimento imediato e incondicional do chamado "esporte dos reis". Patrocinador master, ousadia e desprendimento são fatores fundamentais para uma aura de confiança e otimismo em busca da volta por cima. Foi dada a partida!
Páreo Equilibrado e de resultado imprevisível
O campo do Grande Prêmio São Paulo possui equilíbrio de forças. E, por mais que os estudiosos e especialistas analisem as circunstâncias técnicas do provável ritmo da corrida esbarram em pequenos detalhes que podem inclinar a balança em direções diversas.
Vero Luz, do Haras Fazenda Boa Vista, com a joqueta Jeane Alves, líder da estatística, tem chance. Summer do Iguassu, montada pelo fantástico, João Moreira, pode desacatar os machos. Trinca Ferro, do Stud J.C.R., e, Que Emoção, do Stud My Hero Dad, são visitantes do Paraná, indesejáveis para os rivais.
E ainda têm os azarões. As surpresas fazem parte do cardápio na história da mais importante prova do turfe bandeirante. Uma delas, pode estar por vir. O turfe brasileiro possui o jóquei mais ganhador do mundo. Jorge Ricardo, recordista mundial com 13.371 vitórias. Ele ficou a pé na prova central. Ontem à tarde, no primeiro páreo da jornada, no dorso de Maitre D, do Stud DVC, azarão com retrospecto de dois últimos lugares a mais de 30 corpos, ele colocou no colo e o levou ao triunfo no Clássico Delegações Turfísticas. Era preciso arranjar uma dor de barriga para algum piloto e colocar o Ricardinho no dorso de qualquer concorrente. Não se promove espetáculo sem a sua maior estrela. Ninguém ganhou mais corridas no mundo do que ele.
Da Redação