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Com a realização dos minguados 7 páreos, e com o JCB quebrando uma tradição histórica, que é de divulgar o MGA ao final do dia, uma simples conta de apenas 7 linhas que fornece o resultado: R$ 322.947,28 para este domingo passado, 5. Pior do que os menos de R$ 380.000,00 do domingo, 22/03, quando começou esta confusão toda.
Será que é difícil ou de uma complexidade gigante os funcionários do JCB somem o MGA e divulgar ?
A resposta vem rápida, não. O fato é que foi literalmente proibido sua divulgação.
Qual a razão ? Resposta que somente o presidente do clube sabe.
Em seu programa “Turfe Em Alto Estilo” nesta última sexta–feira, o jornalista Marcos Rizzon, conversou com alguém do JCB, que não identificou, e recebeu a informação de que é uma determinação da diretoria do JCB em não publicar mais, e “vai lá na resenha e soma páreo a páreo, e aí vai ter o MGA de aposta”, dito pela fonte, conforme o surpreso Rizzon. Tão surpreso que a solução saiu na hora, de que o Jornal do Turfe, daqui para frente, irá colocar o MGA não fornecido. E ponto. Questão de Gestão profissional de turfe.
Como não foi explicitada no programa a pessoa com quem Rizzon falou, para que possamos saber o cargo da pessoa, e muito menos o JCB divulgou nota oficial, me parece uma ideia vindo do um cérebro que não tem respeito pelos apostadores, base da cadeia dos jogos do turfe, só pode ser! Até porque ele não deve ter pensado muito, porque, por bem ou por mal, o JCB, deverá em breve, por força de todo o envolvido, divulgar o MGA diário das reuniões da Gávea. Parece pirraça.
“Pirraça na língua portuguesa, é um substantivo feminino que define um ato de teimosia, perraria ou uma ação feita de propósito para contrariar, ofender ou causar aborrecimento a alguém. É frequentemente usada para descrever o comportamento de crianças que fazem manha, choram ou gritam para conseguir o que desejam (birra)”.
Voltando ao histórico da divulgação do MGA no turfe, quem tomou a decisão, deveria saber que desde a época das corridas no Império, cujo S.M. Imperador D. Pedro II, que não era um pirracento, mas sim muito preocupado com o desenvolvimento da raça cavalar no Brasil e portanto das corridas de cavalo – era um assíduo frequentador das corridas –, tanto no Derby Club quanto no Jockey Club, que era no subúrbio, no bairro do Rocha e também no Hippódromo Nacional na Tijuca e no Prado de Villa Isabel em frente ao antigo e primeiro Zoológico da Cidade, e no Turf Club (onde hoje é a UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
Medalha de ouro do extinto Turf Club

Medalha de ouro do Turf Club, que faz parte do acervo do JCB, ainda não encontrada
Falando em Turf Club, está sumida do acervo do JCB, uma histórica e valiosa medalha de ouro referente a comemoração da inauguração do Turf Club em 21 de dezembro de 1890. Talvez uma das últimas medalhas existentes no Brasil. Imaginem o valor histórico, e de ouro ainda. Uma vez solicitado na frente de diversas pessoas ao JCB para informar onde a medalha se encontrava, reinou um silencio total no ambiente. Mas vamos aguardar e torcer que a encontrem, senão o próprio JCB deverá fazer um Boletim de Ocorrência na Polícia pelo furto da Medalha, já que a responsabilidade da guarda do patrimônio do Club compete a seu ente responsável, que não irá querer levar a pecha de mal administrador.
Nesta época do Império e também logo após sua queda, o resultado do MGA era publicado em jornal impresso, no máximo no dia seguinte o MGA estava disponível, ou na pior das condições, quando tivéssemos uma outra edição do jornal.
Quebrar uma tradição, não é honroso. É feio, significa desprezo pelos homens que, desde 1847, trouxeram o turfe até os nossos dias atuais. Todos eles, desde o Conde de Caxias, que foi o presidente do primeiro “Club de Corridas” cuja primeira notícia foi em um sábado, no Jornal do Commercio, no longínquo dia 6 de março de 1847, com a publicação de um anúncio para convocação dos subscritores da atividade turfística no Brasil, origem da fundação do Club de Corridas, uma sociedade anônima. Os subscritores da iniciativa foram convidados para uma reunião no dia 15 de julho do mesmo ano, em uma sala da assembleia do Cassino, defronte do Passeio Público, quando foi instalada a associação, discutido seus estatutos e eleita sua diretoria. O grupo do Club de Corridas era formado por Luis Alves de Lima e Silva (1803 – 1880), futuro Duque de Caxias, o coronel Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão (1802 – 1879), o cirurgião Antonio da Costa, o corretor de fundos Henry Harper, o agricultor e capitalista comendador Teles, o major João Guilherme Suckow, Alexander Reed e o Barão do Rio Bonito. O secretário da nova sociedade, João Pereira Darrigue Faro (1803 – 1856), segundo barão e primeiro visconde do Rio Bonito, em nome de seu primeiro presidente, Luís Alves de Lima e Silva (1803 – 1880), futuro Duque de Caxias, convocou os diretores do Club de Corridas à uma reunião, no dia 6 de dezembro, para tratar–se da compra de um terreno (Jornal do Commercio, 5 de dezembro de 1847, primeira coluna). Foi o início de tudo.
A envergadura das pessoas era outra.
Da Redação