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Ronigol - Stud Verde

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Coluna Páreo Corrido, por Paulo Gama [15/07/2026]

Semana turfística tem início amanhã à tarde no Hipódromo do Cristal

A diretoria do Jockey Club do Rio Grande do Sul, através da sua Comissão de Corridas, vai promover, programação de 8 páreos, das 16h07, até às 20h05, amanhã à tarde, no Hipódromo do Cristal, em Porto Alegre. Os dirigentes gaúchos estão preocupados com a previsão de chuva forte, e de ventania, na previsão do serviço de meteorologia. A prova central, o Clássico Imprensa, Luiz Carlos Vergara Marques, em 1380 metros, na areia, será realizado no segundo páreo, e foram inscritos sete competidores. Olympic Lawyer, Donington Park, L’ Amico Mio, Núcleo Terrestre, Big River, Kempes Love e Karim D’ Anafer, Todos os demais páreos serão em homenagem a órgãos da imprensa especializada.

No Tarumã, Oregon Moon bateu recorde


Oregon Moon

Depois de atuar cinco vezes na raia de grama, e obter três vitórias, Oregon Moon, de criação do Haras Anderson, e propriedade do Haras Rio Iguassu, foi inscrito diretor na pista de areia pelo treinador, Antônio Oldoni, onde sempre produziu bons exercícios matinais. Conduzido por Altair Domingos, o filho de Verrazano e Beauty Harlan deu vareio nos rivais em tempo recorde de 1m19s13, no percurso de 1300 metros, na areia, novo recorde do Hipódromo do Tarumã.

Em Cidade Jardim, Hall da Fama derrota os machos na PE Cacique Negro


Hall da Fama

Apresentada em estado atlético exuberante por Vitório Fornasaro, e conduzida com maestria pela joqueta, Jeane Alves, Hall da Fama derrotou os cavalos na Prova Especial Cacique Negro, em 3000 metros na grama do hipódromo paulistano. A filha de Sangarius e Nogueirinha, por Soldier of Fortune, única égua inscrita na prova, criação do Haras Old Friends, e propriedade de João Boyadjian, deu um passeio nos rivais do sexo oposto.

Na Gávea, Gervrei-Chambertain confirmou o favoritismo

Apresentada em perfeito estado atlético por Luiz Esteves, Gervrei-Chambertain, do Haras Legacy, derrotou as duas companheiras de cocheira, Oceânica e Like It Hot, no Grande Prêmio Onze de Julho, Grupo 2, na raia de grama pesada do Hipódromo da Gávea. Foi sua quinta vitória, em 15 saídas, com 10 segundos lugares, e duas terceiras colocações. Sem dúvida, campanha espetacular da filha de DRoselmeyre e Vega Cecília, por Vettori.

Puro-sangue melhor apresentado


Riesling

Brilhou o treinador Carlos André, exclusivo do Stud Best Friends, na apresentação de Riesling, de criação do Haras Figueira do Lago. O filho de Agnes Gold e Honra ao Mérito, por Refuse to Bend, chegou a sua sexta vitória, com direção precisa de Wesley Silva Cardoso.

Joqueada da semana

José Aparecido deu ótima direção em Endless Love, propriedade da parceria entre o Stud Hulk/Oitavo, criação da Fazenda Mondesir, numa prova misturada com os machos, em que desacatou a companhia masculina. Preparo impecável de Jaime Muniz Aragão, para a direção arrojada e precisa do excelente bridão.


Treinados Jaime Aragão, cavalariço e J. Aparecido em Endless Love

Personagem

Luiz Esteves voltou a brilhar neste início de temporada. Fez trifeta na prova de Grupo 2, através de Gervrei-Chambertain, Oceânica e Like Ir Hot. E no domingo levou a melhor no páreo de potrancas, com Vera Lúcia, do Haras Fronteira, e, o de produtos, com Riversides, do Haras Legacy, ambos triunfos de rateios elevados. Entrevista proveitosa ao site Raia Leve.
 

Fotos: Sylvio Rondinelli

Da Redação

 



Está chegando o leilão do Haras Uberlândia. Será no dia 22 de julho, 4ª feira [14/07/2026]

APPS

Dia 22 está chegando. Leilão do Haras Uberlândia


Há 50 anos criando, e produzindo ótimos animais vitoriosos nos hipódromos de Cidade Jardim, Gávea, Cristal e Maroñas, o Haras Uberlândia está reformulando sua criação, ofertará em leilão um seleto plantel, composto de reprodutoras, animais em treinamento e produtos das gerações 2024 e 2025.

Não é uma liquidação de plantel, pois o haras ficará com os produtos das gerações 2024 e 2025, filhos dos garanhões SPLENDID PRIZE (por NEW YEARS DAY) e LORD OF WESTBURY ( 20 vitórias, 17 no Cristal, sendo 13 provas clássicas, 2 Cidade Jardim e Gávea) além das éguas com prenhez dos garanhões mencionados, por se tratar de reprodutores iniciando suas atividades e são depositários de enormes expectativas de seu proprietário.

Como poderão observar, os produtos que serão ofertados, das gerações 2024 e 2025, são filhos de garanhões conceituados, à exemplo de CAMELOT KITTEN, GOLDIKOVIC, HELIOSTATIC, OLYMPIC JHONSNOW, OUTSTRIP, VERRAZANO, WEST BY EAST e JASPION SILENT.

Serão leiloadas 11 reprodutoras com prenhez de LONDON MOON, GOLDIKOVIC, CHRONNOS, VERRAZANO e BIEN SUREÑO.

Recentemente, no final de junho, Expert de La Côte, a nº 5 do catálogo, 4 anos, uma filha de Catch In The Sky, e Batuta, por Oficcer, de criação e propriedade do Haras Uberlândia, confirmou o favoritismo e conquistou o Clássico Duque de Caxias, prova central o Hipódromo do cristal, somando mais um ponto clássico.  


Expert de la Cote vencendo o Clássico Duque de Caxias

E a sua companha clássica foi a seguinte :

1 CLÁSSICO PRESIDENTE NAIO LOPES DE ALMEIDA,
1 CLÁSSICO DIANA (LR-R),
1 CLÁSSICO DUQUE DE CAXIAS,
2 SELETIVA IV COPA PRECOCIDADE E VELOCIDADE A.B.C.P.C.C., Cidade Jardim,

Os animais em treinamento, todos em campanha, estão alojados em Cidade Jardim, Cristal e Gávea, portanto representam excelentes oportunidade para proprietários de todos os hipódromos do Brasil.

Indian Stripes, a número 45, é tríplice coroada no Cristal, encaminhada recentemente para a reprodução, agora é uma jovem reprodutora. A campanha da neta de First American foi excelente no cristal, conquistando:


Indian Stripes

1º GP ESTUPENDA - 1ª PROVA DA TRÍPLICE COROA DE POTRANCAS,
1º GP FERNANDO JORGE SCHNEIDER - 2ª PROVA DA TRÍPLICE COROA DE POTRANCAS,
1º GP HIPÓDROMO DOS MOINHOS DE VENTO - 3ª PROVA DA TRÍPLICE COROA DE POTRANCAS
1º CLÁSSICO DIANA
1º CLÁSSICO PRESIDENTE NAIO LOPES DE ALMEIDA,
1º CLÁSSICO PRESIDENTE OLINTO BORBA STREB,
3º GP TAÇA DE CRISTAL - 3ª PROVA DA TRÍPLICE COROA JUVENIL -
3º CLÁSSICO PRESIDENTE GILBERTO DIOGO SANT’ANNA DA CUNHA,

Para melhor orientação dos interessados, informamos que as reprodutoras e os produtos das gerações 2024 e 2025, estão alojados em Bagé nos Haras Anderson e Di Cellius, e no Paraná no Haras dos Girassóis, bastando consultar o catálogo, que informa a localização.

O leilão acontecerá no dia 22 de julho, às 20h, com transmissão pela TV Turfe Rio, TV Jockey São Paulo e internet.

Veja o catálogo do Leilão do Haras Uberlândia:
http://www.raialeve.com.br/pdf/15_A_6a400c279a71f.pdf

 



Omaha Beach, do Haras do Morro, vence Handicap Antônio Ricardo na Gávea [13/07/2026]

Internet

Omaha Beach por dentro com R. Viana, apara a atropelada de Bilionaire com L. Henrique


Omaha Beach, uma filha de Put It Back e Livre Estou, por Adriano, de criação do Haras Santa Maria de Araras, e propriedade do Haras do Morro, bem apresentada por Nilson Lima, e conduzida com perfeição por Ruberlei Viana, conquistou por pequena diferença sobre Billionaire, do Stud San Duda, o Handicap Antônio Ricardo, corrido no 3º páreo, em homenagem a um dos melhores freios do turfe nacional de todos os tempos, e pai, do recordista mundial, Jorge Ricardo, o Ricardinho, com 13.376 vitórias.

Na terceira colocação finalizou Jotagê, de Luiz Henrique Flores dos Santos, que ponteou a prova, mas de 59 quilos, diminuiu sua ação nos metros finais.

Out Distance, que largou atrasado, se recuperou e foi o quarto colocado, com Oteque, no complemento do marcador, no tempo de 57s86, em pista de grama pesada.

Não correram Noppo e Nobre Guapo. Omaha Beach, única fêmea da prova, obteve a quarta vitória de sua campanha, em 11 saídas.

Veja o replay do Handicap:
https://www.youtube.com/watch?v=QlnczDDCJLA

Da Redação

 



Como um potro vendido por U$$ 1.200 dólares quase foi Tríplice Coroado Americano em 1971 [13/07/2026]

Internet

Canonero II e o Venezuelano Pedro Batista, seu dono


A história de Canonero II (frequentemente chamado apenas de Canonero) é uma das maiores e mais improváveis sagas de azarões da história do turfe mundial. Em 1971, ele saiu da Venezuela como um completo desconhecido para chocar o mundo e vencer o prestigiado Kentucky Derby e o Preakness Stakes.

Nascido em 24 de abril de 1968 nos Estados Unidos, Canonero II era filho de Pretendre (GB) e Dixieland II (USA), por Nantallah (USA). Seu pai, Pretende, nascido em 1963, foi um excelente e precoce potro. Aos 2 anos venceu o Observer Gold Cup, G1, o Doncaster, G1, e o Dewhurst Stakes, G1, em Newmarket. Aos 3 anos, venceu o Blue Riband Trial Stakes, G3 em Epsom, foi 2º lugar no Epsom Derby, G1.

Dixieland II (USA), sua mãe, correu apenas 12 vezes, obtendo uma vitória e 3 shows, em páreos comuns.

Pretendre, ingressou na reprodução no Kentucky entre 1967 e 1969, (e foi nesta época em que Canonero II nasceu). Após as 3 temporadas em Kentucky, Pretendre mudou-se para a Inglaterra, onde ficou entre 1970 e 1972. Também esteve no Haras Waikato, em nova Zelândia entre 1969 e 1971, em Shuttling.

Uma vez, conhecidas sua linha paterna e materna, Canonero não tinha um físico impressionante e sofria de um defeito de conformação em uma das pernas traseiras. Por conta disso, foi vendido em um leilão de potros por míseros 1.200 dólares (o menor valor já pago por um vencedor do Kentucky Derby) para o proprietário venezuelano Pedro Baptista, que o levou para correr em Caracas, no Hipódromo de La Rinconada.

Sob o treinamento de Juan Arias (um treinador negro que enfrentava imenso preconceito na época) e pilotado pelo jóquei Gustavo Ávila (apelidado de "El Monstruo"), o cavalo começou a mostrar alguma qualidade na Venezuela, obtendo 6 vitórias aos 2 e 3 anos, inclusive uma vitória na distância de 2.000 metros, mas nada que previsse o que estava por vir.


Treinador Juan Arias, radicado no Hipódromo La Rinconada em Caracas

Baptista decidiu inscrever Canonero II no Kentucky Derby de 1971. Nesta época não existia o sistema de pontuação "Road to the Kentucky Derby", onde os cavalos precisam acumular pontos em provas preparatórias específicas para conseguir uma das 20 vagas. O processo de inscrição e qualificação para o Kentucky Derby era completamente diferente e muito mais simples — o que permitiu que um azarão vindo da Venezuela alinhasse no partidor. Para um cavalo correr o Kentucky Derby naquela época, o requisito básico era que ele fosse um Thoroughbred (Puro Sangue de Corrida) de 3 anos de idade e que seus proprietários tivessem feito a inscrição inicial (nomination) meses antes, pagando as taxas obrigatórias dentro dos prazos estipulados pela administração de Churchill Downs.

Pedro Baptista (proprietário de Canonero II) pagou essas taxas sistematicamente. Como o cavalo era nascido nos Estados Unidos, ele tinha toda a documentação regularizada no stud book americano, facilitando o processo burocrático.

Não havia um comitê selecionando quem era "bom o suficiente" para correr, nem a exigência de vitória em grandes prêmios americanos anteriores. Se o proprietário pagasse as taxas de inscrição e o cavalo estivesse saudável na semana da corrida, ele estava dentro.

O único limitador histórico era a capacidade física do partidor de Churchill Downs. Quando havia excesso de cavalos inscritos, a regra de desempate para cortar os excedentes baseava-se nos ganhos financeiros históricos dos cavalos. Como Canonero II tinha um retrospecto razoável na Venezuela, ele tinha prêmios acumulados suficientes para garantir sua vaga caso houvesse um corte por dinheiro, embora pelo número de cavalos inscritos não foi preciso excluir cavalos por esse critério.

A viagem de Caracas até o Hipódromo de Churchill Downs, no Kentucky, foi um verdadeiro pesadelo logístico. Foi uma verdadeira odisseia cheia de contratempos que quase custou a participação do cavalo na corrida.

Os fatos da viagem de Canonero II estão documentados na história do turfe. Embora pareça o roteiro de um filme de comédia dramática, a odisseia de Canonero II de Caracas até Louisville, cidade do Hipódromo de Churchill Downs é absolutamente verídica. O historiador de turfe Steve Haskin e o escritor Milton C. Toby (autor do livro definitivo sobre o cavalo) detalham cada um desses percalços. A verificação ponto a ponto confirma o tamanho do milagre.


Livro de Milton C. Toby sobre a história de Canonero II

A viagem foi marcada por problemas mecânicos nos aviões, burocracia e falta de verbas. De Caracas a Miami, o primeiro avião de carga em que o cavalo foi embarcado sofreu uma pane mecânica logo após a decolagem e precisou retornar a Caracas. Na segunda tentativa, a situação foi ainda pior, um dos motores do avião pegou fogo no ar, forçando mais um pouso de emergência em Caracas. Sem outras opções rápidas de voo de carga para Miami, o cavalariço Juan Quintero e o treinador Juan Arias conseguiram embarcar o cavalo em um avião cargueiro de pequeno porte que estava transportando galinhas. Canonero fez a viagem inteira dividindo o espaço centenas de galinhas barulhentas.

Quando finalmente pousou em Miami, descobriu-se que a documentação alfandegária (papéis de importação) e sanitária (exames de sangue) de Canonero não haviam chegado aos oficiais americanos. Por conta disso, as autoridades não permitiram que Canonero descesse do avião. Ele ficou confinado dentro da aeronave abafada por cerca de 12 horas no calor da Flórida. Quando finalmente desceu, ele ficou retido na alfândega em Miami e teve de passar 4 dias em quarentena obrigatória até que os resultados dos exames de sangue fossem processados pelo laboratório do Departamento dos EUA.

Após ser liberado da quarentena em Miami, o plano original de voar até Louisville foi cancelado por razões financeiras. O proprietário, Pedro Baptista, não havia enviado dinheiro suficiente para cobrir os custos de um novo trecho de voo de Miami para o Kentucky. A solução foi enfrentar a longa viagem de estrada. E assim foi Canonero. Em um caminhão de transporte para enfrentar uma viagem rodoviária de 1.690 quilômetros. Para completar o calvário, o caminhão que transportava o animal quebrou no meio do caminho. A viagem de caminhão durou quase 30 horas.

Quando o caminhão finalmente estacionou nos portões de Churchill Downs, a sequência de absurdos continuava. Os seguranças do hipódromo não sabiam quem era aquele cavalo Venezuelano e o treinador Juan Arias não falava inglês. Eles foram barrados na entrada e só conseguiram entrar nas cocheiras horas depois, após telefonemas e muita insistência.

Ao desembarcar, em uma segunda-feira, 26 de abril de 1971, exatamente 5 dias antes do Kentucky Derby (que aconteceu no sábado, 1º de maio), ele havia perdido muito peso, estava visivelmente desidratado, cansado e tão magro que era possível contar as suas costelas.

E foi esse estado deplorável após a viagem que fez a imprensa americana tratá-lo como um "azarão sem chances" nos dias que antecederam a sua histórica vitória. Alguns jornalistas o tratavam como uma "piada" ou uma inscrição meramente exótica.

Essa sucessão de absurdos é o que torna a vitória de Canonero II no Kentucky Derby uma das histórias mais bonitas e humanas do esporte. Ele superou o fogo, as galinhas, a burocracia e a estrada para se tornar um campeão eterno.

O Choque no Kentucky Derby (1971)

No dia 1º de maio de 1971, Canonero II alinhou no partidor com um rateio na modalidade de vencedor de U$$ 19,40 por 2 dólares nas apostas (ele fazia parte do "Mutuel Field", um grupo de cavalos considerados sem chances individuais). Como Canonero II era considerado um azarão extremo (historiadores estimam que, se ele corresse sozinho nas poules, suas cotações reais seriam de 91 por 1 a até 100 por 1), a organização do hipódromo o colocou no chamado "Mutuel Field" junto com outros 5 cavalos azarões.

Como as apostas em qualquer um desses 6 cavalos eram agrupadas em um único bilhete, o volume de apostas somado do grupo inflou o rateio para baixo. Quem apostou no "Field" levou os U$$ 9,70 por $1, graças à vitória monumental do azarão venezuelano.

O plano de Juan Arias e Gustavo Ávila era cirúrgico. Porém o imprevisto começou logo na largada. Canonero pulou mal e ficou na penúltima posição em um lote de 20 cavalos.

Na reta oposta, Ávila começou a exigir o cavalo, que iniciou uma progressão monumental por fora da pista, passando os adversários um a um.

Na reta final, Canonero II por fora de todos, assumiu a ponta com uma força avassaladora, cruzando a linha de chegada com quase 4 corpos de vantagem sobre Jim French.


Canonero II vencendo o Kentucky Derby

O silêncio atônito em Churchill Downs logo deu lugar à festa da colônia venezuelana e latina presente.

Veja a vitória de Canonero II no Kentucky Derby:
https://www.youtube.com/watch?v=n6sSb3LkEmQ

A Confirmação no Preakness Stakes

Desde antes de correr o Preakness Stakes, Canonero II já vinha sofrendo de uma infecção bacteriana no casco conhecida em inglês como thrush (uma infecção fétida que atinge a ranilha do casco). Essa infecção no pé incomodava muito o cavalo e exigia tratamentos constantes, o que chegou a fazê-lo perder dias de treino. A imprensa da época frequentemente noticiava essa lesão como uma "foot infection" (infecção no pé/casco).

Muitos analistas americanos creditaram a vitória no Derby era uma mera casualidade ("um fluke"). Duas semanas depois, no Preakness Stakes, em Pimlico, Canonero II provou que era um craque legítimo.

Dessa vez, Ávila mudou a tática, correu mais perto do pelotão da frente e, na curva, assumiu a liderança, brigando com Eastern Fleet. Os dois protagonizaram um duelo eletrizante na reta toda, mas Canonero II acabou cruzando o espelho com uma vantagem de 1 corpo e meio, cravando o recorde da pista para a distância na época, 1min54s. A "Canonero-mania" explodiu nos Estados Unidos e na Venezuela.


Canonero II vencendo o Preakness Stakes

Veja a vitória no Preakness Stakes:
https://www.youtube.com/watch?v=QsQFhNzeu-4

O Sonho Desfeito da Tríplice Coroa

Ao chegar a Belmont Park para a última etapa da Tríplice Coroa, a situação física dele se agravou drasticamente. Além da infecção persistente no casco, Canonero II desenvolveu uma infecção dolorosa em um dos cascos (uma broca) nos dias que antecederam a prova, e o seu jarrete direito ficou severamente inchado após o Preakness.  Como Canonero II já tinha um defeito natural de conformação justamente nas pernas traseiras (um aprumo deficiente e jarretes menos alinhados do que o ideal), a sobrecarga física e o desgaste das corridas anteriores cobraram o preço nessa articulação.

A pressão sobre a equipe era imensa.

Mesmo no sacrifício e claramente sem suas melhores condições físicas, o treinador Juan Arias sabia que o cavalo não estava em condições ideais de correr. O proprietário Pedro Baptista decidiu insistir na inscrição devido à imensa pressão do público e da mídia. Canonero II correu no sacrifício com o jarrete inflamado e o casco infeccionado, o que explica por que ele cansou na reta de Belmont, diante de um público recorde de mais de 80 mil pessoas em Belmont. Ele liderou até o trecho final da curva, entrou na reta em segundo, e perdeu o tereiro em cima do disco, e terminou em um heroico 4º lugar, na prova vencida por Pass Catcher.

Veja a corrida do Belmont Stakes:
https://www.youtube.com/watch?v=w-4a18VQC4M

Mais tarde, Canonero II foi vendido para o tradicional Haras King Ranch nos EUA, por U$$ 1.500.000 , onde ainda chegou ainda a vencer o Stymie Handicap em 1972 (derrotando o campeão Riva Ridge) antes de ser aposentado para a reprodução.

Em 1973, iniciou sua carreira como reprodutor no King Ranch. Em 1981 foi transferido para o Haras Tamanaco, na Venezuela.


Canonero II no Haras

Morreu em 11 de novembro de 1981, aparentemente de insuficiência cardíaca

A façanha de Canonero II permanece viva como a maior prova de que, no turfe, o coração e a resiliência de um cavalo e sua equipe podem superar qualquer barreira econômica, geográfica e de preconceito.

Da Redação

 



Padoca, da Coudelaria Atafona, surpreende favoritos no Clássico Sabinus, Listed, na Gávea [12/07/2026]

Internet

Ostentando excelente preparo e ótima direção, Padoca leva o Clássico Sabinus


Padoca, filha de Chronnos e Garota Carioca, por Mineshaft, de criação do Haras Anderson, e propriedade da Coudelaria Atafona, impecavelmente apresentada por Jaime Muniz Aragão, e com excelente direção de Waldomiro Blandi, que procurou a pista de fora da grama que estava dando vantagem, dominou de ponta a ponta o Clássico Sabinus, realizado hoje à tarde na Gávea.

Para os 1000 metros, o tempo foi de 57s80 na grama pesada

Na segunda posição finalizou Ungaré, do Haras Chello, que largou atrasado, recuperou-se durante o percurso, e formou a dupla em promissora apresentação.

Outros concorrentes que procuraram o externo da pista obtiveram as demais colocações. Foi o caso de Urgent Matter, do Stud Red Rafa, terceiro colocado nos metros finais, Velvet Revolver, do Stud Sampaio, quarto colocado, e, Colina Histórica, de João Baptista Medeiros Vargens, no quinto posto.

Ultra show, favorito do páreo, que corria em segundo até os 200 metros finais, esmoreceu e terminou em sexto.

Veja o replay do Clássico:
https://www.youtube.com/watch?v=bMjn0oq1N8w

Da Redação

 






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Remy Martin







13.376

12.844















Coudelaria Atafona

Coudelaria FBL

Coudelaria Intimate Friends

Coudelaria Jessica

Coudelaria Pelotense

Haras Clark Leite

Haras Iposeiras

Haras Depigua

Haras Figueira do Lago

Haras do Morro

Haras Old Friends

Haras Planície
(In memoriam)

Haras Vale do Stucky
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