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A CRIAÇÃO NO BRASIL EM 2013, PERSPECTIVAS 25/02/2013 - 11h19min
A CRIAÇÃO NO BRASIL EM 2013
PERSPECTIVAS
Observação: Inicialmente, venho explicar aos Leitores do RAIA LEVE a prolongada ausência de meus Artigos neste site que se tornou e firmou como uma autêntica Central de Informações sobre o Turfe, a nível nacional e, também, a nível internacional.
Nesse período de pouco mais de 3 meses, procurei me reciclar sobre a evolução da Genética Molecular cujos conceitos básicos já se estendem à Criação do Puro Sangue Inglês (PSI).
Dei partida a uma Pesquisa sobre a qualificação das Famílias Maternas que, gradativamente, vêm recebendo a devida importância no âmbito da Criação mundial do PSI.
Trabalhos acumulados de Planejamento Genético nestes últimos três meses.
ARTIGO
Até pouco tempo atrás toda a atenção refletida em Pesquisas, Estudos e Análises envolvendo a Criação do PSI, estavam centradas e referenciadas aos Alinhamentos Masculinos que delineiam a “high line” (HL) dos Pedigrees do PSI, deixando em plano secundário, no papel de meras coadjuvantes, as Matrizes e suas respectivas Famílias Maternas e sua importante influência na qualidade dos Produtos gerados.
Esta situação era de tal ordem marcante que Bruce Lowe, no final do século 19, ao elaborar uma Pesquisa voltada para a definição das Famílias Maternas referenciadas às “tap–root mares” (Matrizes originais do PSI), foi considerado um Visionário e seu Trabalho (“Breeding On The Figure System”), basicamente criticado e desprezado.
Posteriormente, em 1958, Capitão Bobinski em seu Trabalho (“Family Tables Of The Race Horses”), ramificou, atualizou e complementou o Trabalho de Lowe, concedendo maior importância às Famílias Maternas, mas permanecendo num plano secundário na atenção dispensada pelos “experts” e como referência básica para a elaboração do Planejamento Genético àquela época.
A atenção dos Hipólogos, como seria natural, estava sempre voltada e centrada para os Reprodutores, fonte de todas as referências, não só por uma questão prática, mas também quantitativa, pois enquanto um Reprodutor bem sucedido chega a produzir, atualmente, até 100 Produtos numa única Temporada, a Matriz fica restrita à produção de um único Produto a cada Geração.
Assim sendo, a probabilidade do Reprodutor produzir um número expressivo de vencedores de Provas Clássicas e de Grupo é, pela Lei da Probabilidade Estatística, flagrantemente superior às chances da Matriz que, na melhor das hipóteses, só poderá gerar um único vencedor Clássico e / ou de Grupo numa mesma Temporada.
A medida que é concedida à Matriz sua real importância para o nível de qualidade de um Produto, fica patente que a realidade do Cruzamento entre Reprodutor e Matriz, depende diretamente do “encaixe” genético entre seus respectivos Genótipos e do “encaixe” físico entre seus respectivos Fenótipos.
Como “encaixe” interpretamos o conceito de Complemento, ou seja, que as características genéticas e físicas contempladas no Genótipo e Fenótipo do Reprodutor e da Matriz, se ajustem entre si de forma adequada, equilibrada e harmoniosa, contribuindo, cada um, de forma expressivamente Positiva, para a formação de um padrão cromossomático de alto nível qualitativo para a formação do Produto Planejado, reunindo as características genéticas e físicas de melhor qualidade transmitidas por ambos os seus Pais.
Não é outra a razão pela qual, com certa frequência, um Reprodutor de reconhecida capacidade, bem posicionado nas Estatísticas, com grande apelo Comercial, servindo uma Matriz de ótima Configuração Genética (Genótipo), com excelente Campanha nas pistas, venha resultar num Produto bem sucedido nas pistas de corrida.
Em última análise, neste caso, não ocorreu o adequado “encaixe” genético entre os Genótipos do Reprodutor e da Matriz, independentemente do “encaixe” físico e das reconhecidas qualidades genéticas de cada um deles.
Apenas para ilustrar essa situação de capital importância, e para que seja efetivamente entendida, podemos citar um PSI ainda em atividade, com Campanha invicta nas pistas, que acaba de emplacar sua 23ª vitória consecutiva, a fenomenal “sprinter” australiana, BLACK CAVIAR, Filha de BEL ESPRIT, Reprodutor de pouco relevo, mas Filho do excelente ROYAL ACADEMY, na Matriz HELSINGE, que não chegou a correr, Filha do desconhecido DESERT SUN, mas por sua vez, Filho do excelente Reprodutor GREEN DESERT.
No que compete ao seu Segmento Materno, BLACK CAVIAR é mais um exemplo diferenciado de que uma valiosa Matriz, no caso, sua Mãe, HELSINGE, que não chegou a correr, não precisa, necessariamente, ter sido uma ótima “racemare” nas pistas de corrida, referendando uma tendência atual pela qual a maior parte das Matrizes mais eficientes, usualmente, não chegou a desenvolver importantes Campanhas nas pistas.

BLACK CAVIAR
Já dizia o fundamental Criador italiano, Federico Tesio: “Na Criação do PSI devemos distinguir as Éguas de Pista e as Éguas de Haras”.
No Turfe da atualidade, torna–se cada vez mais difícil encontrar uma Matriz bem sucedida em sua função reprodutiva, que também tenha sido bem sucedida, como “racemare” nas pistas de corrida, embora reconhecendo que as “racemares” com Campanha de alto nível nas pistas se apresentem em número muito menor do que as que cumpriram Campanhas inexpressivas nas pistas.
Pelo lado do Reprodutor, tudo se modifica, pois usualmente, com raras exceções, seu desempenho nas pistas de corrida é um parâmetro de fundamental importância para avaliar seu aproveitamento como Reprodutor.
A Criação brasileira tem se comportado de forma heroica, no âmbito de um ambiente refratário, quase hostil, refletido em valores ridículos concedidos à boas Matrizes PSI, que vêm sendo colocadas à venda nos Leilões, até mesmo em Leilões de liquidação, com raras exceções.
Esta posição do Mercado reflete uma expressão inequívoca da queda radical do número de Matrizes registradas no Stud Book Brasileiro (SBB), bastando lembrar que na Temporada de Monta de 1987 /88, o SBB registrou cerca de 9.500 Matrizes, enquanto na Temporada de Monta de 2011 / 12, estavam registradas cerca de 3.500 Matrizes, ou seja, uma catastrófica queda da ordem de 67% no curto período de 25 anos.
O reflexo dessa queda na Produção do PSI no Brasil é visível no número de participantes dos páreos comuns nos dois principais Hipódromos do País, observando–se com grande frequência, páreos com 4, 5 e 6 animais, quando nas décadas de 60, 70 e 80, os páreos comuns se apresentavam, com expressiva frequência, com 10 a 15 animais, ou seja, uma efetiva queda da ordem de 60% no contingente de participantes nos páreos comuns da atualidade de nosso Turfe.
Citei anteriormente que os Criadores brasileiros que persistem nesta fascinante, mas ingrata Atividade, são autênticos Heróis, movidos por pura Paixão, tendo em vista que o Mercado Interno não responde com Preços, no mínimo satisfatórios, enquanto o Mercado Externo, a partir do final de 2008, refletindo a Crise da Economia que se abateu sobre os USA e a Europa, praticamente, deixaram de importar o PSI brasileiro que, embora episodicamente, o faziam por valores compensadores àquela época.
Não se pode negar que o PSI brasileiro vem obtendo algum êxito no Exterior, sobretudo em pistas da África do Sul e dos USA mas especificamente neste País, o êxito costuma ocorrer em Provas graduadas realizadas na pista de grama e distâncias mais longas, características típicas do modelo de Turfe praticado no Brasil, mas que integram o Cenário Secundário no Calendário Nobre dos USA.
Sem que haja qualquer crítica ou desmerecimento do PSI brasileiro no Exterior, pois refletem o extraordinário e heroico empenho de alguns Criadores brasileiros, devemos ressaltar que, até hoje, nenhum PSI nascido e criado no Brasil, logrou vencer uma Prova de Grupo do Calendário Nobre da Europa (Itália, Alemanha, Inglaterra, Irlanda e França), cujo modelo de Turfe é o adotado no Brasil, ainda que, reconhecendo que as tentativas, neste sentido, foram raras.
Em 2005, HARD BUCK, nascido e criado no Brasil, tirou 2º lugar para o excelente DOYEN (Godolphin) num dos mais seletivos campos do King George VI and the Queen Elizabeth Stakes, a segunda Prova mais importante do Calendário Nobre europeu, reunindo 10 Vencedores de Provas de Grupo 1, numa expressiva demonstração que, embora difícil, não é impossível que um PSI brasileiro possa lograr êxito em Provas graduadas na Europa.

HARD BUCK
A vitória de um PSI brasileiro numa Prova graduada do Calendário Nobre europeu abrirá definitivamente as portas para que a Criação brasileira do PSI seja efetivamente inserida e reconhecida pela Comunidade Internacional da Criação do PSI.
Na realidade, é perfeitamente factível que algum PSI brasileiro possa vencer uma Prova de Grupo na Europa, desde que observados os aspectos essenciais para uma Criação de elevado padrão de qualidade, mas julgo que, para se aumentar a probabilidade do êxito, deveria ser seguido um Procedimento especificamente direcionado para este Objetivo, um dos quais se encontra detalhado no meu Artigo exibido em 27.04.2011 pelo RAIA LEVE, sob o título “O DESAFIO”.
Nesta altura dos acontecimentos, envolvendo uma séria crise do Turfe no Brasil, devemos perseverar e manter a Esperança que venha a ser devidamente solucionada, como já ocorreu em vários outros países, mais do que nunca, vislumbro uma efetiva e oportuna ocasião para que Criadores brasileiros venham a se reunir para vencer esse desafio e, desta forma, com uma emblemática vitória do PSI brasileiro em pistas europeias, sinalizassem, efetivamente, com a redenção do Turfe no Brasil e, consequentemente, com a inserção definitiva e reconhecida da Criação brasileira no âmbito da Criação internacional do PSI.
Observo, com grande preocupação, que um sério problema está se instalando, progressivamente, no âmbito da Criação nacional do PSI.
Problema diretamente relacionado, em primeiro lugar, com o reduzido Plantel de Matrizes que integra o “Bloodstock” do Brasil e, em segundo lugar, a idade média, efetiva e progressivamente avançada da maior parte dos melhores Reprodutores sediados definitivamente no Brasil, sem que haja, sem que haja a fundamental e necessária renovação do Plantel de Reprodutores estrangeiros, sobretudos dos europeus, sediados no Brasil, nos Polos mais desenvolvidos da Criação brasileira do PSI.
O Procedimento da importação provisória pelo Sistema de “Shuttle”, é legítimo,. oportuno e saudável, contribuindo para elevar o padrão de qualidade da Criação nacional, como atestam as Campanhas de Reprodutores como ROYAL ACADEMY, SPEND A BUCK, SULAMANI, NORTHERN AFLEET, entre outros cujos Produtos estão em início de Campanha ou ainda não estrearam nas pistas, mas não suficiente, a ponto de dispensar a vinda em definitivo de Reprodutores que se apresentem como Prospectos de excelente potencial genético que irão contribuir, definitiva e efetivamente, para elevar a média da qualidade do PSI brasileiro.

ROYAL ACADEMY – SULAMANI – NORTHERN AFLEET
Além da vinda definitiva de Reprodutores estrangeiros de potencial genético reconhecido que fiquem sediados no Brasil, torna–se de fundamental importância que, também sejam aproveitados como Reprodutores, “racehorses” nascidos e criados no Brasil que apresentem Campanhas nas pistas de ótimo padrão de classicismo e efetiva consistência, tendo como grande vantagem o fato de já se encontrarem integralmente aclimatados ao Meio Ambiente onde servirão como Reprodutores.
Por seu lado, a operação de “Shuttle” para ser concretizada, necessariamente, precisa ser viável sob o ponto de vista econômico–financeiro, limitando o seu acesso a Criadores privilegiados, neste sentido, em decorrência de um “FEE” (valor da cobertura), usualmente, elevado, inacessível a uma grande parte dos Criadores brasileiros.
Além disso, devido ao reduzido número de Matrizes do Plantel brasileiro, os Reprodutores sob o regime de “Shuttle” atuam como autênticos imãs, atraindo as Matrizes de melhor qualidade genética, ainda que, eventualmente, grande parte delas não proporcione o “encaixe” genético adequado de seu Genótipo com o do Reprodutor em “Shuttle”, certamente uma das causas da razão pela qual a grande maioria dos Produtos resultantes desses cruzamentos não chegam a apresentar boas Campanhas nas pistas dos principais Hipódromos brasileiros.
Como consequência natural, cada vez mais, menos Matrizes de potencial genético mais elevado são destinadas aos Reprodutores estrangeiros sediados no Brasil e, menos ainda, aos Reprodutores brasileiros, usualmente desprezados pela Criação nacional, muitos dos quais com excelentes Campanhas nas pistas.
Em meu julgamento, a solução mais plausível e adequada para prosseguir na necessária elevação da média da qualidade do PSI brasileiro, converge para a formação de Grupos de Criadores, nas respectivas Regiões onde se encontrem sediados seus Haras, que reunidos venham a importar, em definitivo, Reprodutores que efetivamente possam contribuir para elevar o padrão genético de nossa Criação do PSI, além de formarem Condomínios para o aproveitamento do “racehorse” brasileiro que tenha apresentado uma Campanha diferenciada nas pistas de corrida, como Reprodutores.
De forma alguma pretendo desconsiderar ou denegrir o procedimento da importação de Reprodutores pelo Sistema de “Shuttle”, pois independentemente do resultado alcançado por seus Produtos nas pistas, deixarão um legado da maior importância refletido em suas Filhas que servirão como futuras Matrizes. Devo ressaltar que a fundamental importância para a Criação nacional de importantes Reprodutores trazidos sob o Sistema de “Shuttle”, está delineada, ilustrada e explicada no magnífico Artigo “Nacionais e Internacionais” de Milton Lodi, nada havendo a acrescentar neste sentido.
Contudo, torna–se de fundamental importância ressaltar e repetir sobre a necessidade da renovação do Plantel de Reprodutores estrangeiros sediados definitivamente no Brasil, assim como, o aproveitamento do “racehorse” brasileiro diferenciado nas pistas de corrida como futuros Reprodutores no âmbito da Criação nacional!
Só para que não caia no esquecimento do Criador brasileiro, lembro que os dois melhores Reprodutores nas últimas décadas da Criação nacional, foram o francês GHADEER e o brasileiro CLACKSON, ambos cumprindo toda a sua Campanha como Reprodutores sediados em território brasileiro!

GHADEER – CLACKSON
Voltando à fundamental questão da UNIÃO dos Criadores brasileiros, inclusive situados em Regiões distintas, devo citar o recente exemplo do Reprodutor SILENT TIMES, trazido em definitivo para o Brasil, por iniciativa do Haras INTERLAGOS de São Paulo e do Haras SANTA RITA DA SERRA do Paraná, alternando, sucessivamente, sua sede, a cada Temporada de Monta, Reprodutor sobre o qual repousa fundadas esperanças para reforçar a capital importância da participação do fenomenal DANEHILL em nossa Criação, ao lado de AMIGONI e RED ROCK CANYON.

SILENT TIMES
Outro exemplo bem sucedido de importação definitiva refere–se a CRIMSON TIDE, trazido para o Brasil pelo olho clínico do notável Criador, Luiz Antonio Ribeiro Pinto, trazendo os Benefícios já comprovados do extraordinário SADLER’S WELLS e que, já no Brasil, formou um Condomínio, estendendo os Benefícios deste excelente Reprodutor a diversos Criadores que acreditaram em seu potencial.

CRIMSON TIDE
Estaria cometendo uma grande injustiça, se não citasse, também, com trajetória similar a de CRIMSON TIDE, a importação definitiva do excelente Reprodutor PUBLIC PURSE, lamentavelmente, um dos raros descendentes da Linhagem do fenomenal TEDDY, que se encaminha, a passos largos, para a extinção por seu Segmento Paterno.

PUBLIC PURSE
Pelo lado do aproveitamento do Reprodutor brasileiro, temos que ressaltar a efetiva contribuição para elevar o nível de qualidade de nossa Criação, refletida nos resultados obtidos em pista de recentes Reprodutores como REDATTORE, ROMARIN, SIPHON, DURBAN THUNDER, entre outros.

ROMARIN – REDATTORE – SIPHON – DURBAN THUNDER
Sob o ponto de vista das Matrizes, sobretudo pelo fato da Europa ainda sentir os efeitos da Crise Internacional da Economia, ainda considero uma boa estratégia a aquisição de Éguas que estejam se retirando das pistas de corrida, com Campanhas de pouca intensidade e de resultados comuns, ou mesmo com resultados não satisfatórios, mas com bom potencial genético e boas Famílias Maternas, usualmente vendidas nos Leilões da ARQANA, por preços acessíveis e com amplas possibilidades de se tornarem ótimas Matrizes.
Recebo normalmente os Catálogos de Leilões promovidos pela ARQANA, sobretudo o “Vente d’Elevage realizado no início do mês dezembro de cada ano, mostrando excelentes oportunidades para aquisição dessas Éguas que se retiram das pistas, muitas das quais, a um Custo / Benefício compensador. Como procedimento ideal, considero que as Éguas / Potrancas adquiridas, sejam levadas a bons Pensionatos na França, preparadas e ajustadas para sua nova função como Matrizes, para serem servidas por Reprodutores sediados na Europa disponíveis no período da Temporada de Monta do Hemisfério Sul, a custos bem mais acessíveis, se comparados aos valores usualmente cobrados pelos seus Serviços na Temporada de Monta do Hemisfério Norte.
Confirmada a prenhez, essas Matrizes viriam para o Brasil, onde teriam seus Produtos por expressivos e adequados Reprodutores europeus, exatamente na Temporada de Monta do Hemisfério Sul. Essas Matrizes dariam sequência à suas funções reprodutivas no Brasil, onde prosseguiriam em sua Campanha como Matrizes, com amplas possibilidades para contribuir para elevar a média da qualidade de nossa Criação do PSI. Em meu julgamento, este procedimento será de capital importância para que possa criar Produtos que se apresentem como bons prospectos para atuarem, inclusive e com sucesso, em Provas graduadas do Calendário Nobre europeu. Além dessa estratégia para o aproveitamento de Matrizes estrangeiras, temos o natural e lógico aproveitamento das “racemares” brasileiras após a conclusão de suas Campanhas nas pistas de corrida e, de novo, recordo que para se tornarem expressivas Matrizes, não é essencial que tenham cumprido Campanhas nas pistas de alto nível, mas apresentem um promissor potencial genético refletido em seus Genótipos (Pedigrees) e equilibrado perfil físico refletido em seus Fenótipos. Desta forma, resumindo os aspectos primordiais para que se consiga elevar a média da qualidade de nossa Criação do PSI, devemos ressaltar as seguintes vertentes:
1ª – A importação de Reprodutores comprovados e bem sucedidos, sob o Sistema de “Shuttle”;
2ª – A importação definitiva de Reprodutores estrangeiros com efetivo potencial genético e físico, que fiquem sediados no Brasil;
3ª – O aproveitamento como Reprodutores, dos mais categorizados e bem sucedidos “racehorses” brasileiros nas pistas de corrida;
4ª – A importação de Matrizes, sobretudo de origem europeia, com reconhecido potencial genético e físico, servidas por adequados e expressivos Reprodutores da Criação europeia na Temporada de Monta do Hemisfério Sul;
5ª – O natural aproveitamento de “racemares” brasileiras como Matrizes, independentemente do nível da qualidade de suas Campanhas nas pistas, mas com Genótipos e Fenótipos que as credenciem como futuras Matrizes. Em última análise, para que a Criação brasileira alcance um elevado padrão de Qualidade essas cinco Vertentes devem ser observadas e cumpridas em conjunto e não isoladamente o que, para seu adequado aproveitamento, torna–se imprescindível a UNIÃO de nossos Criadores na busca por Produtos mais categorizados, assim como, para alcançar a definitiva e reconhecida inserção de nossa Criação, no contexto da Criação internacional do PSI e, particularmente, pela Criação europeia, cujo modelo de Turfe é o adotado pelo Brasil.
Autor: Orlando Lima
e.mail: omlimapsi@gmail.com
blog: www.goldblendconsultoria.blogspot.com

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