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Colunista:

A HORA E A VEZ DA CRIAÇÃO BRASILEIRA
02/09/2009 - 10h10min

A HORA E A VEZ DA CRIAÇÃO BRASILEIRA

I – INTRODUÇÃO

Sábado passado me senti como se estivesse três a quatro décadas antes, quando freqüentava o Hipódromo da Gávea e presenciava emocionantes Provas comuns, eliminatórias normais, mas repletas de emoção, pela quantidade e qualidade dos animais que disputavam esses páreos.

O Programa de sábado me fez reviver, ainda que na frente da TV, um Programa de Provas Comuns, mas com animais da Geração 2006 (3 anos) de ótima qualidade, reunidos em 4 páreos para perdedores, 3 páreos até 1 vitória, todos realizados em 1 600 m, na pista de grama, além de um Grupo 3 em 1 000 m, num total de 10 páreos.

Acompanhado de um bom Programa em Cidade Jardim, onde apenas as duas últimas Provas foram disputadas na pista de grama.

Este fato vem assinalar que se encontra em marcha uma gradual mudança nos rumos da Criação brasileira do PSI pontuada na atual Temporada de Monta, como citei em Artigo anterior, graças à chegada de alguns Reprodutores de muito bom nível na Criação mundial, confirmando e certificando que essa tendência para elevar o nível médio da qualidade de nossa Criação, teve início alguns anos antes e vem se aprimorando a cada nova Temporada de Monta.

Em outros Artigos anteriores, também citei que na Temporada de Monta de 1987 / 88, foram nominadas cerca de 9 500 Matrizes e 906 Reprodutores e menos de 10 anos após, a redução na quantidade de Matrizes e Reprodutores registrados pelo Stud Book Brasileiro foi, simplesmente, drástica, culminando na Temporada de Monta 2008 / 2009, onde encontramos apenas 3 985 Matrizes e 277 Reprodutores, e o Índice de Concentração (IC), que serve como parâmetro para referência do número médio de Matrizes servidas por Reprodutor, que na Temporada de 1987 / 88 era de IC = 10, na Temporada de 2008 / 09 alcançou IC = 14, mostrando uma distribuição mais qualitativa.

Se por um lado podemos interpretar a drástica redução (70%) do número de Reprodutores em serviço como um movimento direcionado para uma melhor qualificação dos Reprodutores de nossa Criação, por outro lado, a drástica redução (58%) no número de Matrizes, evidencia uma efetiva retração da atividade criatória do PSI no Brasil, de forma incontestável.

 Usualmente, quando se fala em Criação, o foco está centrado nos Reprodutores, deixando em segundo plano as Matrizes que, em última análise, exercem um papel tão ou mais importante que os Reprodutores na Criação de um PSI. 

A necessidade maior da Criação brasileira, na procura de sua redenção e por seu reconhecimento a nível internacional, encontra–se, sobretudo, na recuperação de seu Plantel de Matrizes, seja sob o aspecto qualitativo, mas sobretudo, por seu aspecto quantitativo, tendo como objetivo primordial chegar ao nível do Plantel de Matrizes assinalado na Temporada de Monta de 1987 / 1988.

A recuperação sempre é mais penosa, difícil e demorada do que a perda do potencial de qualquer Atividade e, na Criação do PSI, não é diferente.

II – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES E PROPRIETÁRIOS DE CAVALOS DE CORRIDA – ABCPCC

O exemplo notável da execução de um Projeto de construção e implantação de uma Criação do PSI, em nível internacional, nos foi oferecido pela Criação do Japão, no fiel cumprimento de um Planejamento Estratégico consentido pelos Criadores japoneses, e comandado pela Associação de Criadores do PSI do Japão, que exerceu papel fundamental na Conscientização e União de seus Criadores em torno do mesmo objetivo, ou seja, a qualificação e o reconhecimento pela Criação internacional do PSI.

Julgo que, analogamente, a Associação Brasileira de Criadores e Proprietários do Cavalo de Corrida – ABCPCC – deveria capitanear um Projeto para manter a tendência da Recuperação da Criação Nacional do PSI, promovendo a União e o Consentimento dos Criadores em torno de um objetivo comum.

Espaço qualificado para a Criação do PSI, nós temos, incomparavelmente mais do que o Japão e, com os efeitos da Crise Internacional da Economia, a efetiva oportunidade para a aquisição de potencial genético melhor qualificado, se abriu para a Criação brasileira, para o Criador que acreditar que o PSI possa se constituir num efetivo e proveitoso investimento, no âmbito de uma Atividade pertinente a um promissor “business” de caráter e amplitude internacional que, novamente, se consolidará a curto prazo, tendo em vista que o momento crítico da crise começa a se desvanecer.

Para tanto, a ABCPCC deve convocar os Criadores, efetivamente, comprometidos com o aprimoramento e valorização da Criação Nacional, para a elaboração e discussão de um Projeto delineado a partir das seguintes etapas primordiais:

1ª – Conscientizando e obtendo o consentimento dos Criadores para o cumprimento do Projeto elaborado em comum acordo.

2ª – Aquisição de Matrizes qualificadas e na quantidade possível, de forma a contribuir, decisivamente, para elevar o nível médio do potencial genético de nosso “Bloodstock” e, conseqüentemente, de nossa Criação. 

3ª – Seleção dos Reprodutores que venham a servir, definitivamente ou no regime de “shuttle” nas próximas Temporadas de Monta no Brasil.

4ª – Elaboração de um Diretório de Reprodutores, diferenciado, em moldes inéditos, com “lay out” racional e de fácil visualização e entendimento, com apresentação de aproveitamento e atualização contínua, com material de boa qualidade e com versão em inglês para que seja distribuído e divulgado em âmbito internacional.

5ª – Observar o Eixo Geográfico determinado pelas extensas distâncias que separam os Núcleos da Criação do PSI no Brasil, orientando, mas não interferindo na iniciativa da aquisição dos Reprodutores pelos Criadores que integram esses Núcleos de Criação, assim como, na seleção da vinda dos Reprodutores em regime de “shuttle”.

6ª – Promoção da valorização do Reprodutor brasileiro.

7ª – Envolver os diversos Agentes do Turfe, nacionais e internacionais, no Projeto de importação de Reprodutores e Matrizes, para a Criação nacional.

8ª – Promover a interação e integração com as diversas Associações Regionais de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida.

III – LEILÕES

Com o advento da Crise Internacional da Economia que eclodiu nos USA, com grande repercussão na Europa, respingando em outras regiões do mundo e com pouca intensidade no Brasil, abriram–se as portas dos dois Mercados mais desenvolvidos na Criação do PSI, com ofertas de boa qualidade ao alcance da Criação brasileira, sobretudo, no que se refere às Matrizes, devido a uma certa retração da Criação do PSI nesses dois Mercados.  

Para a aquisição de "Yearlings" com potencial genético qualificado, a oferta se materializa no próximo mês de setembro no Leilão de Keeneland (“September Sales”), nos USA, que terá início no dia 14, com conclusão no dia 28 de setembro.

Já na Europa, será realizado o Leilão Arqana Saint–Cloud (“Autumm Mixed Sale”), nos dias 16 e 17 de novembro e o Arqana Deauville (“Breeding Stock Sales”), do dia 5 a 7 de dezembro, devendo–se ressaltar que no Leilão Arqana Deauville (“Mixed Sale”), realizado em 17 de fevereiro deste ano, foram oferecidas e vendidas Matrizes de excelente potencial genético, a preços muito acessíveis para a nossa Criação.

Em razão dessas observações, é que assinalo que chegou “A Vez e a Hora” da Criação brasileira para reforçar o seu “Bloodstock”, para os Criadores que estejam comprometidos em reforçar seus respectivos Plantéis de Matrizes o que, com maior ou menor intensidade, irá refletir, positivamente, na Criação brasileira do PSI.

IV – PROJETO DE CRIAÇÃO NO EXTERIOR

Na medida do possível e que as condições econômico–financeiras sejam favoráveis, uma possibilidade efetiva para qualificar, expressivamente, o potencial genético das eventuais aquisições que venham a ser realizadas no Exterior, encontra–se no aproveitamento de características sazonais, aproveitando o fato da Temporada de Monta do hemisfério Norte (USA e Europa) ser realizada em período diferente da Temporada de Monta no hemisfério Sul (Brasil):

A – Se a Matriz adquirida estiver prenha, terá seu Produto no período entre janeiro e junho de 2010, deixando para ser servida a partir de 15 de agosto, por um Reprodutor da região / país onde estiver sediada.

Constatada a prenhez, a Matriz viria para o Brasil com um Produto ao pé de nascimento no hemisfério Norte e prenha de um Reprodutor selecionado deste hemisfério, para nascimento no período ajustado ao hemisfério Sul.

B – Se a Matriz estiver vazia ou sendo virgem, aguardaria para ser servida no período compatível com o hemisfério Sul e, constatada a prenhez, viria para o Brasil prenha de um Reprodutor selecionado do hemisfério Norte.

A grande vantagem na importação de uma Matriz do hemisfério Norte, além do preço acessível, do ajuste ao parâmetro do Custo / Benefício favorável e da boa qualidade genética, encontra–se na efetiva possibilidade de se usar um Reprodutor de qualidade comprovada a preço acessível, por estar sendo utilizado no período ajustado ao hemisfério Sul, período em que não estará sendo utilizado no país em que está sediado.

A viabilidade econômico–financeira para a consecução deste Projeto deverá levar em consideração, além do preço da aquisição, os custos de manutenção da Matriz no Exterior, do transporte para o Brasil e dos impostos de importação usualmente pagos.

Considero este Projeto como um dos mais propícios para elevar a qualidade do padrão genético de nosso “Bloodstock”, em condições acessíveis para nossos Criadores, neste período em que, ainda, se faz sentir os efeitos da Crise Internacional da Economia, nesses países que refletem a primeira linha da Criação mundial do PSI.  

V – PLANEJAMENTO GENÉTICO

Como tive oportunidade de assinalar anteriormente, está evidente para mim que a Criação brasileira, gradativamente, vem evoluindo, favoravelmente, no nível médio de sua qualificação genética, refletida em Reprodutores, nacionais e importados, definitivamente ou em “shuttle”, que vêm servindo nas últimas Temporadas de Monta.

O único problema que deve ser contornado, com urgência, para dar continuidade a esse progresso de nossa Criação, encontra–se no excessivo número de Reprodutores, descendentes, pelo Alinhamento Paterno, de apenas duas “Bloodlines”, pontuadas por NORTHERN DANCER e Mr. PROSPECTOR, o que nos está conduzindo, inexoravelmente, para um perigoso estágio de Consangüinidade, que culminará com  seus efeitos nefastos para o PSI brasileiro.

Entendo perfeitamente que os aspectos comerciais influenciam decisivamente na importação de tais Reprodutores, mas não se pode ignorar os problemas que a concentração do uso, quase que exclusivo, de Reprodutores dessas duas “Bloodlines”, acarretará para a nossa Criação.

O equilíbrio com o uso de Reprodutores descendentes de outras Linhagens / “Bloodlines” e a possibilidade da adoção, com maior freqüência, do sistema “outcross”, resgatando o Vigor Híbrido próprio do PSI, torna–se imprescindível e urgente, o que só poderá ser alcançado através de um criterioso e estudado Planejamento Genético.

Assim sendo, é imperioso que paralelamente à continuidade na importação de Reprodutores descendentes dessas duas “Bloodlines”, também sejam importados Reprodutores descendentes de Linhagens / “Bloodlines” pontuadas por:

• TOURBILLON / INDIAN RIDGE e INCHINOR;
• HYPERION / CADEAUX GENEREUX e EFISIO;
• BLANDFORD / MONSUN;
• DARK RONALD / ACATENANGO;
• HIMYAR / BROAD BRUSH e HOLY BULL;
• TEDDY / DAMASCUS e seus descendentes (PRIVATE ACCOUNT, TIMELESS MOMENT, etc);
• NATIVE DANCER / SHARPEN UP e descendentes (DIESISe KRIS);
• St. SIMON / RIBOT via PLEASANT COLONY / PLEASANT TAP; além de:
• SADLER’S WELLS; DANEHILL; BLUSHING GROOM; HALO; ROBERTO; GONE WEST, entre os descendentes das Linhagens / “Bloodlines” de maior destaque.

Com providências tomadas nesta direção, levando–se em conta características originais de nosso “Bloodstock” (Plantel de Matrizes), teríamos uma sadia diversificação das Linhagens e respectivas “Bloodlines”, qualificadas por “strains” norte americanos e europeus de bom nível de qualidade genética, possibilitando o “Blending” (mistura) que preside o Planejamento Genético da atual Criação européia, compatível com o modelo europeu de Turfe, sobre o qual foi montada e desenvolvida a Criação brasileira.

Não custa lembrar que o Calendário Clássico de nossos dois principais Hipódromos, como não poderia deixar de ser, praticamente, refletem diretamente a mesma composição do Calendário Clássico europeu.

A importação definitiva de Reprodutores de alto potencial genético, de capital importância para a consolidação e aprimoramento genético de nossa Criação, passa necessariamente pela UNIÃO de nossos Criadores, refletida em Condomínios formados por Grupos de Criadores para aquisição de Reprodutores melhor credenciados.

Orlando Lima – omlima@infolink.com.br



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