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Mem Cade Ce – Stud Verde

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Dezembro | 2018

Páreo Corrido, por Paulo Gama
04/12/2018 - 08h57min

JORGE RICARDO, GLÓRIA DO TURFE NACIONAL

Todo cidadão tem o direito de ter opinião própria sobre qualquer assunto. Afinal, numa sociedade civil e democrática, este é o princípio básico para se conviver em harmonia, uns com os outros. Porém, a divergência na maneira de ver as coisas, deve ser respeitosa, coerente e, acima de tudo feita com isenção. Conhecer bem o assunto, ou o personagem, sobre o qual se discute, é indispensável para se debater com clareza e justiça o tema em questão. No Espaço de Leitor, sessão absolutamente democrática do nosso site, surgiu esta semana discussão acalorada sobre o recordista mundial de vitórias, Jorge Ricardo, sua carreira, os seus recordes, os seus números estatísticos, etc. e tal. O debate passou do ponto. Se faz necessário, portanto, esclarecer alguns pontos e tentar colaborar com o debate. Para o bem da verdade e também para a realidade dos fatos.

Surpreso com o ódio, a agressividade e a falta de respeito de um dos participantes para com um atleta exemplar, um homem honesto, um esportista de alto gabarito e um ídolo consagrado por uma legião de fãs, achei por bem tentar mostrar um pouco da trajetória deste fascinante personagem do esporte. Quanto a ser fã número um do Ricardinho, me sentiria orgulhoso se o fosse. Porém, seria injusto assumir esta condição. A maior fã de Jorge Antônio Ricardo é dona Maria Possamai Ricardo, sua mãe, viúva de Antônio Ricardo, pai do J. Ricardo, e um dos maiores freios do turfe brasileiro de todos os tempos. No distante ano de 1976, aos 15 anos, Ricardinho era um aprendiz desconhecido que debutava nas pistas. Naquele dia, ele era apenas o filho promissor do famoso Antônio Ricardo, que iria tentar a sorte na profissão. E, no dorso de Taim, propriedade de Israel Poyastro, o jovem estreou com vitória. A primeira, das 12.940, que ele possui hoje.

De lá para cá, muitas coisas aconteceram numa longa e inexorável caminhada. Foram 42 anos de dedicação absoluta e integral à profissão. Quedas, contusões graves e momentos de incerteza. Ricardinho abriu mão dos prazeres comuns aos cidadãos comuns. Dormiu cedo, acordou de madrugada, no frio, na chuva. Correu riscos nas competições e nos treinos. Venceu o câncer e foi em frente. Tudo por um amor sublime, puro, apaixonado pela arte de montar um cavalo de corrida. Será que o crítico tão severo a Ricardinho sabe que ele passou mais tempo de sua vida no dorso de um puro-sangue do que dormindo, andando ou em pé? E hoje, em 2.018, depois de tantas glórias, recordes, conquistas e a reverência de toda a comunidade turfística internacional, já pode ser considerado justo dizer que o saudoso Antônio Ricardo era apenas o pai de Ricardinho, e não o contrário. Acho, sinceramente que sim.

O aprendizado nos matinais da Gávea foi bastante duro. Antônio Ricardo, um fenômeno na arte de montar, era um homem boêmio, jogador de cartas inveterado, que trocava a noite pelo dia nas mesas da Zona Sul. Levava o garoto a tiracolo. E o menino, agarrado com o pai, dormia enquanto ele perdia dinheiro para os parceiros das noitadas. Antônio percebeu de imediato o talento do seu filho, mas não queria que ele jamais cometesse os mesmos erros fora da raia. Inteligente, observador e obcecado pelo trabalho, Jorge Ricardo cresceu e desenvolveu a sua aptidão sempre atento aos conhecimentos técnicos do pai. Aprendeu com ele o balanço característico na entrada da reta, que lhe rendeu inúmeras vitórias. A tocada ritmada, o uso moderado do chicote e a necessidade de se manter sempre no auge da forma atlética.

Ricardinho absorveu os ensinamentos geniais do pai, na parte técnica e tratou de abortar para sempre da sua vida particular, os seus defeitos da rotina de vida desregrada. Mas, poucos filhos amaram tanto um pai como Jorge Ricardo amou Antônio Alfredo Ricardo. E poucos pais, souberam corrigir tão bem os seus erros através de um filho e deixar através dele um enorme legado para a sociedade. Que saudade de Antônio Ricardo, o meu parceiro inseparável dos bons tempos de CODERE. Quando Ricardinho bateu o recorde mundial pela primeira vez, antes da doença que o afastou das pistas, por quase um ano, Antônio Ricardo vibrou ao meu lado com a satisfação de ver Ricardinho no topo do mundo.

A enxurrada de vitórias de Ricardinho escondeu de alguns pouco informados cidadãos, os incríveis números dele nas provas graduadas. É um erro grave afirmar que ele sempre foi ganhador de páreos comuns, contra jóqueis fracos e outras baboseiras afirmadas ao leu, sem nenhum fundamento ou pesquisa. Nos seus primeiros passos na profissão, ele teve que desbancar Juvenal Machado da Silva, no auge da forma. De 1976, ano da sua estreia nas pistas, até 1982, ano em que superou Juvenal e ganhou pela primeira vez o ranking carioca, foram cinco anos de reinado do alagoano. E até hoje, quando converso com o Nanau pelo telefone, em Delmiro Gouveia, ele demonstra enorme respeito por Jorge Ricardo e só tem elogios para ele. “Ricardinho merece tudo que conquistou. Foi uma honra ser o seu rival. Nunca conheci uma pessoa como ele. Leal, trabalhador e apaixonado pelo que faz”.

O inesquecível Juvenal é recordista com cinco triunfos no GP Brasil. Jorge Ricardo venceu apenas dois, com Falcon Jet e Much Better. Entretanto, Ricardinho ganhou sete vezes o GP Cruzeiro do Sul, o Derby, com Sandpit, Vernier, Gigli, Licence To Run, Herói do Bafra, Ivoire e Plenty of Kicks. Foram dois GPs São Paulo, com Much Better e Macbeth, três GPs Carlos Pellegrini, com Gorilla, Much Better e Ídolo Portenho. Cinco GP Latino-americanos, com Falcon Jet, Much Better, 2 vezes, JImwaki e Good Repórter. Além disso, também faturou a melhor prova do turfe uruguaio, o GP Ramirez, com Good Repórter, sem falar em centenas de vitórias clássicas do calendário turfístico brasileiro, argentino e uruguaio.

E quanto a enfrentar jóqueis limitados em sua época. Não me consta que Gonçalino Feijó de Almeida, Adail Oliveira, Gabriel Meneses, Juvenal Machado da Silva, Jorge Pinto, Albênzio Barroso e Ivan Quintana, entre outros, fossem limitados. Pelo contrário. E esta história de que a quantidade de vitórias esconde falta de qualidade é conversa para boi dormir. Se for assim, vale lembrar que no esporte nacional, apenas esportistas como Pelé, Oscar Schimdt e Ayrton Senna, têm currículo comparado a Jorge Ricardo. Todos ganharam muitas coisas e sempre flertaram com os números. Flertar com números e supera-los é sinônimo de sucesso. Se Jorge Ricardo fosse argentino teria uma estátua em sua homenagem de frente aos hipódromos de Palermo e San Isidro. E a sua popularidade nas ruas de Buenos Aires atesta isso. Nas bancas de jornal, postos de gasolina e restaurantes, Ricardinho distribui autógrafos com a popularidade de Ivete Sangalo ou Neymar. Aqui, no Brasil, precisamos saber valorizar mais os nossos ídolos em vez de criticá-los, como se o sucesso deles nos fizesse mal. Mais alegria, menos inveja e muito amor.

PSI MELHOR APRESENTADO

Galrito, do Stud Winchestar 45, do meu amigo Ricardo Bandeira, foi apresentado em forma exuberante por Bruno Ulloa, jovem treinador de ótima qualidade, e que faz as honras do sobrenome da tradicional família turfística.

JOQUEADA DA SEMANA

O aprendiz L.F. Henriques melhorou um bolão. Na noturna de segunda-feira deu direção de gente grande em Orangina, do Stud Danga, e treinamento do sempre competente Ildefonso Coelho Souza. O professor Marcelo Cardoso pode passar o filme na escolinha para a meninada. Percurso limpo, lúcido e boa tocada na hora decisiva.

PERSONAGEM

O treinador Luís Esteves atravessa momento mágico em sua carreira. Mem Cade Ce, do Stud Verde, obteve a quarta vitória consecutiva, desta vez no Clássico Ghadeer. E a apresentação da potranca Next Kowboy, parceria do Haras Fronteira com o Stud Embalagem também foi sensacional. Parabéns!



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12.844

















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