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Ombak Bagusse – Haras Clark Leite

Natural Champion – Coudelaria Jessica

Jorge Cassas – Ronaldo Cramer Moraes Veiga

Bebê Francês – Stud Ilse

Kurdish – Stud Capitão

Mem Cade Ce – Stud Verde

Muguruza Bunny – Haras do Morro

Danger Love – Stud Palura

Verso e Prosa – Stud Ilse

Johnny Blue – Stud Elle et Moi

Hammana – Stud Verde

Bebe Belo Brummel – Stud Ilse

Mac Bol – Jorge Olympio Teixeira dos Santos

Hunter – Stud Everest

Natural Champion – Coudelaria Jéssica

Joka Tango – Stud Lagoa 26

Mem Cade Ce – Stud Verde

Gladiador Acteon – Stud HRN

Furacão – Stud Ilse

Maestro da Serra – Stud Cajuli

Jorge Cassas – Ronaldo Cramer Moraes Veiga

Ghoul – Stud Verde

Energia Istambul – Stud Ilse

Madame Renata – Stud Palura

Luigi Bros – Haras do Morro

Over–Mint – Ronaldo Cramer Moraes Veiga

Ghoul – Stud Verde

Mem Cade Ce – Stud Verde

Gladiador Acteon – Stud HRN

Joka Tango – Stud Lagoa 26








Novembro | 2018

Páreo Corrido, por Paulo Gama
07/11/2018 - 10h37min

A OSCILAÇÃO DO MOVIMENTO GERAL DE APOSTAS NO RIO

O assunto Movimento Geral de Apostas (MGA) no turfe carioca é tema bastante polêmico. E a sua queda gradativa, semana após semana, é atribuída a razões diferentes. Alguns apontam a influência negativa de fatores externos, como interesse das pessoas por outras atividades esportivas nos fins de semana, ou mesmo, investimento em outro tipo de jogos, sites de futebol, loterias diversas e etc. e tal. Há também a corrente formada por indivíduos que chamam a atenção para motivos internos, tais como resultados das corridas, como diversidade de performances dos cavalos, má organização das chamadas dos páreos, necessidade de outras opções de modalidades nas apostas, etc.

E ainda existem os mais pragmáticos, que argumentam com a crise financeira da cidade do Rio de Janeiro, a violência urbana que inibi as pessoas a sair de casa, as dificuldades econômicas dos cidadãos, que precisam dar prioridade a outras necessidades das suas famílias, entre outras coisas. Nesta semana, mais uma vez, foi sacramentado o fato que ninguém discute ou discorda, a reunião de segunda-feira é a galinha dos ovos de ouro do JCB. Com apenas nove páreos, o MGA foi o maior da semana, com R$ 761.662,40, rotina que se repete semanalmente, com raríssimas exceções. Em contrapartida, o programa de domingo, segundo melhor da semana, com 10 páreos, dois clássicos atraentes, Ernani de Freitas e Octávio Dupont, faturou para os cofres do Jockey Club, R$ 719.555,66.

A corrida de sábado à tarde, também é fato consumado, sempre tem o pior MGA semanal. Este fato não fugiu à regra. Com apenas oito páreos e o engarrafamento entre o simulcasting com Cidade Jardim, e a exibição dos páreos espetaculares da Breeder’s Cup, o turfista só conseguiu acompanhar a reunião paulista até certo ponto. E, depois, com as imagens internacionais, São Paulo ficou à deriva. O resultado prático desta comédia pastelão foi um MGA de R$ 595.288,68 nas corridas da Gávea e a soma ridícula de R$ 147.684,92, com as de São Paulo. De imediato, não me recordo de MGA pior no simulcasting RJ/SP.

A reunião de terça-feira já faz por merecer maior carinho dos dirigentes cariocas. E eles, acertadamente, programaram nesta próxima semana, um páreo de 1.000 metros, na grama, aproveitando a claridade do horário de verão. A reunião menos qualificada da semana faturou R$ 690.409,75, com nove páreos. Ou seja, a terceira da semana, porém com um páreo a menos do que a de domingo. Os diretores do JCB já perceberam isso. E com certeza, a terça-feira merecerá muita atenção e investimento nos próximos conjuntos de programas semanais.

As noturnas, sem sombra de dúvida, são preferência absoluta do turfista carioca. Não considero este assunto fácil para ninguém. E acredito que sugestões e ideias novas podem ajudar a definir melhor o perfil dos programas, de acordo com os dias. Talvez a opção de realizar alguns páreos de areia nos sábados e domingos, uns três em cada dia, e fazer o mesmo e colocar dois ou três de grama na terça possa poupar a raia de grama, diminuir o pisoteio diário e ainda qualificar mais as noturnas. A minha intenção não é ser dono da verdade. Pelo contrário. Apenas acho fascinante decifrar teoremas difíceis como é este dilema semanal do MGA.

PERSONAGEM

Acedenir Gulart, 37 anos, gaúcho de Carazinho, tem sido assunto polêmico nas últimas semanas, sobretudo aqui, no “Espaço do Leitor”, do Raia Leve. Alguns turfistas condenam a sua conduta de excessivo rigor no dorso dos cavalos e o uso abusivo do chicote. Outros, o defendem com unhas e dentes, por considerar que ele que ele vai até últimas consequências para salvar as suas pules. Eu não sou de ficar em cima do muro. Todos sabem disso. Mas antes de julgar e dar um veredicto, talvez seja útil para todos conhecer melhor A. Gulart, de quem fui agente de montarias quando ele saiu da escolinha de aprendizes do Jockey Club, ainda com 18 para 19 anos.

Acedenir e a joqueta, Josiane Gulart são filhos de Nego Zé, um dos mais conceituados treinadores de cancha reta do interior do Rio Grande do Sul. Nem mesmo os maiores amigos e admiradores de Nego Zé, um homem trabalhador, sério e honesto, poderão negar, entretanto, que ele sempre foi um sujeito severo, rude e disciplinador. Desde os seis a sete anos de idade, os dois irmãos foram criados entre a raia e a cocheira, no árduo trabalho de galopar, exercitar e depois limpar e cuidar dos cavalos do pai. Qualquer deslize era punido com uma bela surra. Acedenir, e posteriormente Josiane, vieram tentar a sorte no Rio de Janeiro sem o polimento no modo de falar e na maneira de se comportar. Como a gente diz na gíria do turfe, eles chegaram “xucros” por aqui.

Eu tinha acabado de desfazer parceria de agente de montarias com um jóquei, que não me recordo do nome certo. Recebi vários convites de pilotos consagrados e fiquei indeciso. Decidi perguntar ao Ricardinho qual seria a minha melhor opção. Éramos apenas amigos e ainda faltava algum tempo para trabalharmos juntos profissionalmente. Ele então me surpreendeu. “Pega este aprendiz, A. Gulart. Ele é o único cara que conheci no turfe que trabalha mais do que eu. De manhã, até faço frente a ele por causa da grande procura dos treinadores. Mas ele vem ao Jóquei Club à tarde e tira os cavalos do “Seu” Alcides Morales da cocheira para caminhar. Isso eu nunca vi um jóquei fazer. Com o seu trabalho, o dele e a descarga, vocês vão enjoar de ganhar corridas”, ensinou o mestre.

Decidi refletir sobre a sugestão do Ricardinho. No matinal do dia seguinte desabou um temporal. Todos correram para debaixo da marquise do Bar do Padoque. Não dava nem para ver a pista. De repente, despontou na saída da raia o vulto de um homem em cima de um cavalo. Alguém gritou. “Quem será este maluco? ”. E o treinador Edson Alexandre, sempre com uma resposta inteligente e espirituosa na ponta da língua, respondeu de brincadeira. ”Deve ser o A. Gulart”. Todos sorriram. A sua fama de pé de boi já existia. Quando finalmente o vulto ficou visível para todos, a surpresa. Era o próprio Acedenir todo ensopado. Naquele momento não tive dúvida. Já tinha feito a minha escolha.

A temporada foi maravilhosa, acima de qualquer expectativa. Jorge Ricardo mais uma vez foi campeão da estatística. E a minha dupla com Acedenir deu muito certo. Chegamos em segundo lugar, à frente de Alex Mota, Carlos Lavor, Ilson Correa, Jorge Leme, Marcelo Cardoso, entre outros. Gulart terminou a temporada contratado pela Fazenda Mondesir e com preferência dos cavalos do Stud Raça, treinados por Mário Campos. Um monte de vitórias e de sucessos na esfera clássica, com prioridade também dos animais do Haras Fátima e Márcio, treinados por Víctor Paim.

De volta ao nosso tempo. A. Gulart trava duríssima batalha com a balança. Cometeu erros e acertos. Ontem à tarde, orgulhoso por estar dando a volta por cima depois de ter ido, segundo ele mesmo me afirmou, ao fundo do poço, desabafou. “Seu Paulo, como eu gostaria de saber naquela época tudo que aprendi com a vida. Tive tantas oportunidades e não soube aproveitar. Tem sido difícil manter o peso. Mas as vitórias motivam a gente e enchem o coração de alegria”. O que eu penso da polêmica? Bem, não posso dizer que me agrada ver um jóquei espancar um cavalo. E Gulart as vezes passa do ponto. Porém, dos nove anos até os 16, quando saiu do interior, Acedenir aprendeu com Nego Zé, que era preciso ser respeitado pelos cavalos. Gulart já superou tantos problemas. Talvez possa corrigir esta conduta inadequada também. Torço por ele. É pessoa rude, severa, mas quer se levantar.

PURO-SANGUE MELHOR APRESENTADO

Luís Esteves brilhou no preparo do potro Leviatan, do Stud Eternamente Rio, ganhador do Clássico Ernani de Freitas. Treinador em fase espetacular, os seus cavalos se apresentam sempre naquele estado atlético que a gente chama de último furo. E por isso quase sempre ganham ou vendem muito caro a derrota.

JOQUEADA DA SEMANA

Waldomiro Blandi atravessa um momento muito bom em sua carreira. E a sua direção no dorso de Galdina, do Haras São Quirino, e preparo de Roberto Solanês, foi uma das mais belas dos últimos tempos. Correu na última posição, junto à cerca interna, e aproveitou cada centímetro de terreno. Fez a curva ainda por dentro e arrancou a sua pilotada por fora, aos poucos, para fazer partida curta e mortal. Noção perfeita de percurso. O “Manivela “, que parece bem à vontade na raia carioca.

PESO PLUMA

As vitórias de With Pride, treinado por Sérgio Luís Silva, e Tina Cameron, preparada por Daniel Peres, duas pules astronômicas da joqueta Victória Mota, demonstram o acerto na decisão da Comissão de Corridas de liberar os dois quilos de descarga para as mulheres. Basta ter chance, e a filha de Alex Mota mostra sua boa condição técnica. A descarga vai lhe proporcionar boas montarias e as boas montarias proporcionam sucesso. Esta equação é bem simples do turfe. Quando tinha descarga de aprendiz, Victoria ganhou mais de 100 corridas em sua primeira temporada profissional. Porém, no turfe, quase sempre a memória é curta. Dá-lhe Vic!




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12.844

















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Coudelaria FBL

Coudelaria Intimate Friends

Coudelaria Jessica

Coudelaria Pelotense

Haras Clark Leite

Haras Iposeiras

Haras Depigua

Haras do Morro

Haras Old Friends

Haras Planície

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Stud Cajuli

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Stud Cariri do Recife

Stud Elle Et Moi

Stud Everest

Stud Gold Black

Stud H & R

Stud Hulk

Stud Ilse

Stud La Nave Va

Stud Palura

Stud Quando Será?

Stud Recanto do Derby

Stud Rotterdam

Stud Spumao

Stud Terceira Margem

Stud Turfe

Stud Verde

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  Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês