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Colunista: Jéssica Dannemann

Foi dada a largada, por Jéssica Dannemann
04/10/2012 - 13h36min

Algumas versões para a nossa falta de fatos

Primeiro Capítulo:

INTRODUÇÃO

Dizem que conselho é uma coisa perigosa de se dar, pois algumas pessoas, que se acham muito preparadas, os recebem muito mal, ainda mais vindo de uma principiante na arte de viver com apenas 25 anos decorridos do seu nascimento. Portanto não quero despertar nesta série de capítulos, que tendem apenas a disponibilizar idéias honestas para o JCB, a ira dos anglo–saxões, avisando, desde já, que sou adepta também ao paganismo, religião que cultua as forças da natureza, algo que o JCB deveria começar a pensar em respeitar.
 
Se a gente não fizer alguma coisa, e rápido, o turfe brasileiro vai pro espaço mesmo, vai acabar, e isso eu posso garantir aos turfistas bastando olhar para a curva descendente nos números da criação brasileira, reflexo do deserto que se transformou o hipódromo que teve origem na ausência de políticas que despertassem o interesse pela atividade de turfe.
 
Rápido histórico
 
Parte do encolhimento do Jockey Club Brasileiro pode ser atribuído à falta de continuidade dos studs tradicionais, falo daqueles ativos entre os anos 20 aos 70 (cinqüenta anos), algo de fácil constatação, numa atividade em que os sócios que escreveram suas fardas na história do clube, sempre dificultaram a presença de suas famílias no hipódromo, uns dizem que para evitar testemunho no exercício das apostas, outros defendem a tese a partir de um fenômeno cultural e comportamental. 
 
Por conta disso nunca houve qualquer preocupação em propagar o JCB enquanto instituição, e com isso a falta de sucessão e renovação passou a ser o principal agente negativo, autêntico diafragma invertido a inviabilizar uma rotina de promoção e publicidade que nunca existiu de fato no JCB.
 
Se fizermos um estudo das primeiras 50 fardas constantes da estatística do ano de 1970, vamos perceber que 32 estavam presentes no ano de 1960 e 26 em 1950; enquanto 12 se perpetuaram de 1970 até o ano de 1980 e apenas três em 1990; sendo que destas, só uma delas figura hoje entre as 50 primeiras colocadas, dados auto–explicativos.
  
As Vilas Hípicas, por sua vez, sempre atuaram na contra–mão deste conceito dominante de “clube do Bolinha” que tanto norteou a atividade neste longo período, já que, ao contrário do hipódromo, as cocheiras sempre foram palco das famílias, dos parentes e principalmente dos amigos, sendo que isto se constituía na única forma possível de sucessão e renovação, elementos estes, que com o advento dos centros de treinamento – alastrado nos últimos 12 anos –, ficaram seriamente prejudicados.
 
O curioso é que as demais tribunas do hipódromo, muito a exemplo do que ocorria nas cocheiras, sempre serviram como pulmão do turfe, como mola propulsora da atividade na formação de público novo, já que, ao contrário dos sócios tradicionais, os frequentadores ditos: turfistas comuns, por assim dizer, sempre se fizeram acompanhar de seus parentes e amigos, o que sempre proporcionou garantia automática de renovação, e assim foi percebido por várias décadas de tribunas absolutamente lotadas.
 
Neste ponto o JCB – que se valia de três agências próprias de apoio aos apostadores em transito ao hipódromo: Centro, Copacabana e Niterói –, resolveu abrir uma rede de agentes credenciados espalhados por vários bairros, iniciando ali um processo de esvaziamento das demais tribunas, com conseqüências dramáticas para a atividade de turfe como se observa hoje.
 
A reboque do processo de encolhimento, com o desaparecimento natural e paulatino de público, veio a canibalização dos serviços, sendo que o JCB terceirizou (jogou pelo ralo da pia) a sua secular cozinha da tribuna social, servida por dedicados funcionários do próprio clube, tradicional “fabricante” de pratos da culinária francesa, regados com uma exuberante pâtisserie e sorvetes caseiros; mates e sucos especiais – batidos na hora –, e ainda uma seleta carta de vinhos, desfigurando também a ambiência, tipicamente inglesa, do seu bar da social – dizem que muito concorrido –, tudo isso colaborando para esvaziar ainda mais a principal tribuna, perdendo–se, de uma ora pra outra, uma ferramenta primordial.
 
Neste ponto, com o MGA dando mostras de ratear nas pistas, os responsáveis pela Casa de Aposta partiram para a ampliação do cardápio dos jogos com a introdução de algumas modalidades, ditas exóticas (trifetas e quadrifetas), cuja intenção era a de aumentar o percentual de retirada do clube nas apostas, fazendo–o faturar mais com menos demanda, fato que contribuiu muito para arruinar ainda mais o MGA no longo prazo, matando pouco a pouco a galinha dos ovos de ouro: os apostadores. Dizem os especialistas consultados que qualquer coisa que represe na fonte 40% dos recursos não resiste no tempo, e assim está sendo consumado nos dias de hoje.
 
Em rápidas pinceladas, podemos concluir que a falta quase voluntária de continuidade e freqüência na tribuna social, somado ao afastamento dos turfistas que lotavam as demais tribunas, aliado a falta de um critério inteligente para a formatação das apostas (fora à desativação de algumas ferramentas do hipódromo) resultaram neste deserto que atende pelo nome de Hipódromo da Gávea.

Primeiro conselho – Revitalização das Vilas Hípicas
 
Revitalizar as Vilas Hípicas (pela décima segunda vez) implica em criar páreos para animais ali estabulados com a adoção de Programação Clássica específica de ótima bolsa (páreos patrocinados obviamente), anunciados antecipadamente. Eu conheço uma pessoa que já se comprometeu com cinco patrocínios de 100 mil cada um, mas parece que entrou num ouvido e saiu pelo outro o seu peculiar oferecimento. Vilas hípicas cheias significa a esperança de uma visitação num local por onde chegamos todos nós, sem exceção.
 
 
Segundo conselho – Promoções especiais para o hipódromo

O JCB precisa descer a biblioteca para inverter a mão desta estrada iniciada nos anos 80 e trazer de volta o público dispersado a partir de bonificações especiais para poules adquiridas no hipódromo entre outras promoções de fácil execução. A Califórnia, através de seus hipódromos, possui um celeiro de idéias promocionais que podem ser aproveitadas imediatamente no JCB, e que serão sugeridas num outro capítulo desta série iniciada hoje.
 
 
Terceiro conselho – Estatização do Restaurante da Tribuna Social
 
Fazendo uma pesquisa tomando por base o Iate Clube do Rio de Janeiro (que possui um quadro social muito parecido com o nosso), posso afirmar aqui, sem medo de errar, que a manutenção de uma estrutura própria de restaurante naquele clube, é um dos maiores elementos para a continuidade da atividade náutica: Excelente comida + aprazível local + ótimo serviço + bom preço = garantia de público em torno da marina, diante, em volta e dentro dos barcos.
 
Meu terceiro conselho para o JCB é  no sentido que restabeleça o comando e a propriedade do restaurante da Tribuna Social – não importa a que custo for –, pois esta “caixa d’água”, bem erguida, vai proporcionar uma quantidade de água cada vez mais límpida e acentuada nas torneiras do clube, e isso é promessa de escoteira.

Neste ponto não importa se teremos, aberto ao público, um ótimo restaurante na Tribuna C (como parece que vamos ter), pois o que precisamos dispor é de um espaço próprio na Tribuna Social durante os páreos, que atenda também as mesas e camarotes, tudo muito bem servido, com amplo cardápio e rapidez.
 
 
Quarto conselho – Carteiras de sócios sendo entregues no hipódromo
 
Vou insistir nisso também pela décima segunda vez: O JCB, apesar de ter tido a disposição dele, estes anos todos, uma espécie de “fonte da juventude”, representada pelo ingresso expressivo de novos sócios (nos últimos 15 anos mais de 60% do quadro social foi renovado) deixou escapar a poção mágica que a natureza lhe reservara, jogando na lata do lixo a chance de levar ao Hipódromo da Gávea, em condições privilegiadíssimas, mais de 15 mil pessoas (sócios e dependentes) apenas neste período.
 
Não importa o fato motivador da compra do título já que o JCB precisa apresentar, necessariamente, o turfe aos novos sócios (seis eventos anuais) constando do “cardápio” um almoço no Salão das Rosas, GP comemorativo, poule promocional, e um DVD especial mostrando o que vem a ser o turfe, tudo isso com direito a presença no winner circle e envio posterior da fotografia, pois esta é a ferramenta de marketing mais econômica e agressiva que podemos dispor hoje.
 
Para tal – é lógico –, o preço do imposto para aquisição do título (Taxa de transferência de 60 mi reais) precisa ser revisto não fosse ainda uma promessa de campanha. Disseram–me que na última reunião de conselho – antigamente eram 40 –, dos oito títulos apresentados para aprovação, apenas um pertencia a um novo associado, o resto era mudança de propriedade na mesma família.
 
 
Quinto conselho – Site oficial do JCB
 
O site do JCB, no meu modo de entender, deveria concentrar–se nas notícias que fossem pertinentes aos apostadores e ao MGA, tais como Resoluções da CC; Resultado dos páreos; Programas; Prognósticos; Entrevistas com profissionais sobre as chances de seus animais; e etc. O atual e exagerado complexo de jornalismo por parte de algumas pessoas que possuem a senha do espaço deveria ser desviado para o Raia Leve em forma de coluna internacional.
 
Não existe perímetro neste diminuto turfe para dois sitios de notícias, e a diretoria do JCB deveria entender (de uma vez por todas) que o Raia Leve é exatamente o braço de noticias do turfe carioca, e que qualquer outra iniciativa a língua portuguesa vai tratar como sendo pleonasmo.
 
Um fato que me chama atenção, de forma muito negativa e surpreendente, é que as matérias são assinadas pela “Gerência de Turfe”. Ora, se os “Gerentes do Turfe” passam a maior parte do tempo navegando pela Internet atrás de notícias internacionais (!?), isso implica em dizer que o turfe, propriamente dito, passa a ser relegado – pelos seus gerentes – a um segundo plano, e isso explica muita coisa por aqui.
 
Penso ainda mais longe, acho que o Raia Leve deveria ser aproveitado como um Agente Credenciado do JCB, até porque, pertencendo a uma associação de proprietários – e já passando as corridas ao vivo –, sua contribuição para o MGA pode ser ainda mais representativa do que já o é.
 
 
Sexto conselho – Patrocinadores
 
Turfe é uma palavra maldita e abençoada, o JCB consegue ser um “antro de perdição” ao mesmo tempo em que é tido como o “esporte dos reis”. Meu pai disse que conseguir um patrocinador para o clube é ainda mais fácil do que seria tirar doce da boca de uma criança indefesa, e isso, exatamente, porque ele chegava no escritório das empresas portando uma coroa real na cabeça e o sangue azul nas veias.
 
O conselho seria no sentido do clube identificar e investir num time de “pequenos” patrocinadores. Optei por escrever a palavra – pequeno – porque na verdade não é que devam ser os “pequenos”, é porque quanto maior, mais difícil de ser arregimentado.
 
Uma marca de carro (pode ser uma empresa multi–marcas); uma cerveja; um refrigerante; uma empresa de telefonia; um plano de saúde; um banco; uma seguradora; uma água mineral; uma marca de cigarro (ainda tem gente que faz uso disso); uma rede de supermercados; um shopping center (ou uma rede); uma companhia aérea (nacional ou internacional); uma resort cassino de Las Vegas; uma grife de roupa (masculina ou feminina); uma marca de Whisky; uma marca de Café;  um canal de televisão (não será a rede Globo); uma vinícola brasileira; uma marca de relógios (os suíços gostam mais de turfe do que os milionários brasileiros gostam da Suíça); uma operadora de Cartão de Crédito; e também (porque não) uma rede de cinemas.
 
Destes exemplos acima nasceriam cinco ou seis parceiros exclusivos, dedicados ao clube e o clube dedicando–se a eles com todas as suas forças concentradas.
 
 
Sétimo conselho – Plano diretor de marketing
 
O JCB desenharia uma espécie de Plano diretor de Marketing que consistem em identificar oportunidades para os patrocinadores, que vão desde o mapeamento de espaços internos e externos, passando pelos pontos de venda existentes, caminhando até a adoção de campanhas específicas utilizando o Quadro Social como ancora.
 
Exemplos:
 
A imensa Caixa d’água pode se transformar numa lata gigante da cerveja Stella Artois;
 
Na parede da balança dos jóqueis (a TV focaliza todos os páreos) um pequeno luminoso da Pepsi diet;
 
Uma barra de tecido preto (abaixo das mantas coloridas) trazendo na cor branca a inscrição: Wynn Las Vegas;
 
Placas e banners permanentes nas pistas, partidor de largada, muros, site, garagem do centro e sede da Lagoa;
 
Um Smart com a marca Jokey Club exclusivo para sócios do JCB (efetivos e esportivos) em condições especiais;
 
Pontos de vendas do clube (sedes e hipódromo) apoiando as marcas de consumo.
 
Malas diretas, e por aí vai...
 
O JCB pode criar espaços exclusivos para convidados de patrocinadores nas tribunas, podendo desenhar e implantar novos camarotes (auto–sustentados) investindo em convites semanais.
 
Uma promoção que pode dar certo seria identificar um parceiro proprietário de salas de cinema que por sua vez ofertaria, para cada ingresso vendido, um convite para a social do JCB (neste caso o mote seria um Grande Prêmio específico da semana seguinte).
 
Outro espaço a ser explorado em favor dos patrocinadores é o programa diário dos páreos que são distribuídos no hipódromo e agentes credenciados; assim como a TV, completamente marginalizada no próprio sistema NET.
 
Fundamental um trabalho junto aos concierges dos principais hotéis da cidade, isso passa pela produção de uma folheteria bilíngüe que custa uma porcaria. Poderíamos pensar até num display para cima do balcão disponibilizando convites semanais aos hospedes.
 
 
Oitavo conselho – Sócio Esportivo
 
A categoria “Sócio Esportivo” pode ser uma nova e utilíssima ferramenta de marketing a ser implantada imediatamente no JCB visando atrair novos adeptos de forma rápida e agressiva.
 
Como pode ser feito isso:
 
O JCB desenharia um stand/quiosque para ser instalado em alguns shoppings da cidade (zona sul, oeste e norte) visando aplicar instantaneamente carteiras de sócio esportivo por 12 meses que dariam ingresso ao hipódromo. Com isso o clube teria  a possibilidade ainda de estudar a cobrança de um valor simbólico anual para a Tribuna Social e aplicar gratuitamente para a tribuna A, por exemplo, criando duas categorias distintas de associado (cores diferentes de carteira).
 
Nos pontos seriam distribuídos folders explicando como jogar em corrida de cavalo e até de como adquirir um PSI desenhando a sua própria farda, sendo que televisores mostrariam as retas de chegada de páreos emocionantes, visíveis ao público passante.Uma promoção dessas pode ajudar muito a quebrar a barreira de ingresso ao turfe. Aposto que 80% das pessoas de classe média e classe média alta (Target) nem sabem como acessar o hipódromo.
 
Após uma rápida pesquisa pude constatar que o JCB pode conseguir fazer esta promoção pagando uma parcela ridícula por mês (uns 15 mil dá pra negociar fácil), sobretudo se utilizarmos uma rede que seja uma destas “parceiras do clube” que eu proponho aqui, tipo uma Aliance, proprietária do Shopping Leblon e do “Via Parque” na Barra, ou os Rio Design (Barra e Leblon), Barra Shopping, Rio Sul e ainda o Norte Shopping.
 
Creio que durante seis meses de campanha, em dois, três ou quatro locais da cidade, cerca de 20 mil famílias (60 mil pessoas em média) poderiam se tornar sócias esportivas do JCB. Se deste número 2% se interessarem em conhecer o hipódromo, teríamos 1.200 pessoas completamente novas frequentando as corridas de cavalo; e se deste número 5% se interessarem em confeccionar uma farda, nós conseguiríamos – em rápidos galões –, 60 novos studs prestigiando os leilões.
 
 
Nono Conselho – Revitalização das Tribunas
 
É fundamental, num projeto escalonado e auto–sustentado, o up–grade das tribunas, nada sofisticado. No turfe moderno os bancos horizontais deram lugar às cadeiras de plástico, uma espécie de camarote para quatro e seis lugares, muito simples, sendo alguns deles, na carreira de cima, com mesa para refeição, sendo perfeitamente negociáveis com o grupo de patrocinadores que viabilizaria a pequena transformação do espaço existente.
 
Neste novo hipódromo alguns parceiros teriam espaços para divulgação de seus produtos como telefonia, plano de saúde, exposição de carros e etc. Aonde tem cinto (público) terá correia; e aonde tiver correia (patrocinadores) vamos voltar a ter um turfe de verdade.
 
 
Uma observação final para encerrar o Primeiro Capítulo
 
Eu sugiro uma “vaquinha” para trazer da América o mestre Daniel Jay Millman (mais conhecido como Dan Millman), autor de vários livros e um dos principais palestrantes sobre auto–ajuda que se tem notícia no mundo, pois o que mais o JCB precisa, nos dias de hoje, é da valorização do seu potencial humano.

Isso mesmo, o JCB precisa saber que a ajuda começa a vir dele próprio, do seu quadro social, de pessoas muito boas, capazes, aptas a proporcionar elementos chaves para a nossa recuperação. O futuro do clube depende ainda do "estacionamento" num lixão qualquer, desta dose cavalar de vaidade entranhada na alma de alguns representantes que ascendem a cargos de comando no JCB, uma doença que nem Freud explica.

Abaixo reproduzo uma passagem de Dan Millman que possui uma relação muito intrínseca com o que se vive hoje no JCB, no meu modesto modo de enxergar o principal problema do turfe:

...Logo após o nascimento de seu irmão, a pequena Sachi começou a pedir a seus pais que a deixassem a sós com o bebê. Temendo que, como a maioria das crianças de quatro anos, ela pudesse sentir ciúmes e o quisesse machucar, eles disseram não.

Porém, ela não mostrava sinais de ciúmes. Ela tratava o bebê com carinho e seus apelos para que fosse deixada a sós com ele começaram a se intensificar. Eles decidiram permitir.

Alvoroçada, ela entrou no quarto do bebê e fechou a porta; mas uma fresta se abriu – o suficiente para que seus curiosos pais espiassem e ouvissem. Eles viram a pequena Sachi andar devagarzinho até seu irmãozinho, aproximar seu rosto para bem junto do dele e dizer baixinho:

– Bebê, diga–me como é Deus. Estou começando a me esquecer.

Fim do primeiro Capítulo



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