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Colunista: Mário Rozano

De Turfe um pouco..., por Mário Rozano
30/03/2012 - 14h16min

O DOUTOR DEIXOU DINHEIRO…

Para todo o “burrero” que se preze apostar é uma celebração, talvez um dever inadiável e saudável estimulante para o espírito, e em qualquer que seja a situação e meio. Muitas vezes a moeda sonante é substituída por uma lista interminável de objetos, e até mesmo de serviços, e esta prática vem desde a origem do turfe na Inglaterra.  O esporte das rédeas, diferente dos jogos de azar se propõe a reflexão, ao estudo e as relações pessoais, forma amizades e interage diretamente com os atores, torna–se intima entre os pares, estimula as disputas paralelas que, sem nenhum prejuízo as instituições, se apropriam do acontecimento e elevam momentos a altos picos de adrenalina, quer nas preliminares, como nos desfechos das contenda privadas... Trata–se de é um verdadeiro reality show... uma boa parada!


Rodolfo, de terno claro, na companhia de amigos no Hipódromo do
Cristal no final dos anos 90

E assim aqui está posta uma história, com o H maiúsculo  é de direito, e escrita por quem sabe e conheceu como poucos o “caminho das piedras”...

O Doutor deixou dinheiro...

Coisa de cumpincha saliente, qualquer um percebe á primeira vista. Provocação para aposta por fora, “o doutor deixou dinheiro, é tudo comigo, quem se habilita?” Uma bagaceirice simpática, enfim, que virou moda no prado, onde ninguém contesta mais ninguém a não ser na base do suposto dinheiro que o suposto doutor teria deixado para quem ousasse duvidar dele.


Adroaldo e Ricardo Martins Lino recepcionam
a égua Greiba

Na terça–feira da semana passada eu estava lá, Pedro Nunes batia seu serviço para a revista, na Secretaria do Jockey, enquanto o guri Guerra rodava por perto drapejando a bandeira do Uleanto. Ele falava, eu e os outros escutávamos, o Pedro Nunes seguia trabalhando quieto. Vocês sabem, perguntou o guri Guerra, quando é que o Uleanto vai perder de novo para o El Supremo? Ele mesmo esclareceu depois da pausa competente que a resposta era “nunca” e foi então que o Pedro Nunes, de olhos pregados na máquina, afetando um alheamento pelo qual eu não pagaria duzentos réis, falou: “o doutor deixou dinheiro”...

Êpa! Os circunstantes afastaram–se prudentemente e os dois “kids” se encararam. Como se esperava, o guri Guerra sacou primeiro: O que vai ser?

– Uma picanha no Barranco, aperitivo e chope até rachar o bico.

– Tá bom para mim.

– Se quiser mais, é só dizer...

Fui contar o episódio para um amigo meu, cara que não tem dois anos de prado e ainda há pouco, eu me lembro, falava naquela linguagem canhestra dos não iniciados, “joguei o marrom e entrou a dupla 42”. Mas quando manifestei que eu era mais Pedrinho na parada com o Guerra, “big suprise”; ele olhou para as pontas dos sapatos como se naquele momento tivesse notado que os calçara trocados e falou: “O doutor deixou dinheiro”...


Uleanto completa o cânter do Bento Gonçalves de 1976

Contei até dez. Mas será que nestas fitas eu devo ser sempre o irmão covarde da mocinha? Não desta vez!

Na falta de uma ideia melhor, olhei para os meus sapatos, que de resto estavam em ordem e acionei a partida: O dinheiro deste teu doutor dá para uma caixa de escocês?

– Dá pruma caixa.

– Caixa de seis?

– Tanto faz.

Parei para fazer minhas contas mentalmente, cento e sessenta, vezes seis... O Crápula que, segundo tudo indica, esteve lendo dentro da minha cabeça, acrescentou: de supermercado.

Então eu arranquei calmamente o punhal que ele acabava de me cravar no baixo ventre e respondi perguntando, num fio de voz: “De onde mais seria?”.

O dono do saloon que naquela altura estava vazio começou a empilhar cadeiras e apagar luzes. Duelo sacramentado, despedimo–nos em silêncio, duzentos e oitenta, vezes seis... seis vezes zero, zero, seis vezes oito, quarenta e oito, vão quatro, seis vezes dois, doze, com quatro dezesseis. Quase 1.700 cruzeiros, uma caixa, com quem fui me meter...

por Benito Berutti (1926–2007)


Esta crônica do Benito ilustra o imaginário e consagra o turfe.  Expõe o autor ao lado de notáveis escritores e artistas, empolgados pela inesgotável temática turfística, que transportam fatos reais para a ficção de maneira magistral, com estilo próprios, épocas distintas, mas peças que forma o mosaico da literatura universal.

Rodolfo Di Diego, falecido na primeira metade da década de 2000, o “Doutor em prognósticos” como concedia aos amigos, ou simplesmente “Doutor”. Personalidade marcante no turfe gaúcho e nos meios intelectuais e políticos de Porto Alegre. Honesto ao extremo emprestava sua solidariedade aos amigos em qualquer situação, sem qualquer vantagem pecuniária, sempre com disposição, um sorriso e uma frase espirituosa com requintes de erudição, muito embora sua formação escolar básica. Não dispensava a “fatiota”, mesmo que modesta. Romântico e sonhador desprezava o “achaque” e a vantagem vulgar.

Adroaldo Guerra Filho – carinhosamente tratado por Benito como “Guri Guerra”, é um protagonista do turfe gaúcho desde a infância; jornalista, foi editor de turfe do jornal Zero Hora durante os anos 80, atualmente é Colunista do jornal Diário Gaúcho, comentarista de futebol e integrante do programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, e do Bate–Bola da TVCOM, do Grupo RBS.

Uleanto, bicampeão do GP Bento Gonçalves 75/76, filho de Desert Call (FR) por Klairon (FR) ) em Flicka (BRZ) por Flamboyant de Fresnay (FR) por Pharis (FR)., de criação do Haras Jaú–Rio das Pedras.

El Supremo, Elpenor (FR) por (Owen Tudor (GB) em Estupenda (BRZ) por Estoc (FR) por Jock (FR), de criação do Haras do Arado de Breno Caldas.



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