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Colunista: Jéssica Dannemann

Foi dada a Largada em Edição extraordinária, por Jéssica Dannemann
03/03/2012 - 10h51min

Demonstrativo Gerencial 2011 e Rede Globo na litigância contra os cavalos

O desbalanço

Embora ninguém tenha mais saco de ler isso, sou obrigada a escrever que o “presidente” LECCA por exatos R$ 93 mil reais mensais tem insistido em alienar a honra do Jockey Club Brasileiro. Este é o preço do aluguel da nossa Carta Patente, do direito dado a uma gente estranha ao turfe nacional para arrombar os cofres do clube, vulnerar seu patrimônio e violar a integridade da sociedade.

Tudo cresceu no país. Até as coisas menos trabalhadas se corrigem na inércia. A inflação faz crescer o valor do pepino no supermercado, a correção monetária faz aumentar o custo do suco de abacaxi no bar da esquina, o preço dos imóveis quase triplicou em quatro anos, e até as apostas em Cidade Jardim cresceram mais de 30% em 2011.

Tudo segue se defendendo da inflação, o salário mínimo, o bilhete do Metrô, a assinatura do Big Brother e até a feijoada do Amaral, que esse ano custou R$ 1.000,00 por casal (até rimou), menos o valor pago pela  CODERE ao JCB, que é o mesmo esse tempo todo, que continua como a “pedra única”: absolutamente parado no tempo! Tal como a foto do Rei Pelé, imortalizado, dando um soco no ar.

Sem qualquer controle ou auditoria, a contribuição do Simulcasting Internacional, observada no “Demonstrativo Gerencial de 2011”, conseguiu a proeza até de regredir diante do último exercício divulgado em 2010. A CODERE recebeu a benção da deflação, a CODERE recebeu até uma versão de amor a própria CODERE, intitulada de: A Verdade Sobre a CODERE.


O “presidente”, bem vivido do mercado financeiro, acostumado aos índices de correção (dos mais diversos), parece não se envergonhar dos números apáticos e estáticos da contribuição da CODERE para com o Turfe, aonde um mês de exploração das apostas internacionais rende menos do que um dia único dia de resultado do Simulcasting Nacional.

Isso mesmo:

O valor auferido pelo JCB para a venda de apostas no JCSP, numa segunda feira da vida, representa mais do que a CODERE paga pelo mês inteiro explorando os nossos apostadores no saguão do hipódromo, na tribuna social e na loja do centro que fpo disponibilizada a ela sem qualquer custo adicional.

O confronto dos números,
um verdadeiro exercício de frieza

Hoje o aluguel da Carta Patente representa menos de um terço do que o clube auferiu com os eventos destrambelhados que promove;

Até os parcos e despovoados camarotes contribuem com mais de um quarto do valor que o clube arrecada da banca internacional de apostas;

O simples “arredondamento” para baixo no cálculo dos rateios no JCB – aquilo que se retira compulsoriamente dos apostadores –, é quase o dobro do pagamento anual que faz a CODERE para poder apropriar–se do nosso MGA.

Repito isso, para ficar bem entendido pelos leitores:

Os apostadores no ato do recebimento de suas apostas vencedoras, na composição matemática do rateio final, pelos centavos que lhes são retirados do bolso para atingir o decimal, acabam contribuindo com quase duas vezes o que contribui o Simulcasting Internacional para com o Jockey Club Brasileiro. 

Juram que entenderam? (eu até agora ainda não consegui)

Acreditem os sócios da ACPCPSI, e demais proprietários de cavalos, que o simples pagamento de “forfait” contribui com mais de 10% do que o clube recebe para ser canibalizado dentro da sua própria casa;

Mesmo sendo sabido que a palavra patrocínio é proibida no JCB, ainda assim, até essa pobre e abandonada rubrica, rendeu ao clube quase 20% do que rendeu a existência dos espanhóis por aqui a exportar o nosso dinheiro;

Dos quase 15 milhões que o JCB arrecadou com aluguel de lojas, nenhum centavo vem da seção dos espaços destinados gratuitamente à banca estrangeira de apostas;

Acreditem, os proprietários de cavalo, que até o valor cobrado pela inscrição de seus animais junto ao JCB no ano de 2011 (o que deveria ser igual a zero), é maior do que o valor que a CODERE pagou no mesmo período para explorar as apostas dentro do clube.

Apostas estas, que por sinal, quando os apostadores chutam pra fora, ou quando tiram faísca da trave, ou mesmo quando acertam em cheio o travessão, a bola vai parar dentro do bolso da comunidade européia.

A anti–matéria prima

O segmento hípico que pôde contribuir um dia para a construção de milhares de metros de obras nos mais de 800 mil metros quadrados de terreno as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, que já ergueu prédios no centro da cidade, que implantou sedes sociais alternativas, que adquiriu varias propriedades pela cidade e até em outros estados, hoje, através da administração LECCA, amarga um prejuízo de R$ 31 milhões de reais ao ano.

O “presidente” que candidatou–se a presidência do clube inconformado com o prejuízo de R$ 18 milhões de reais assumidos e divulgados pelo seu antecessor, prometendo reverter essa página imoral da história do JCB (utilizando–se da “Governança Corporativa” e da maior gerência sobre os agentes credenciados) acabou morrendo na praia ao final de quatro anos, quando elevou a desgraça de uma administração desastrosa de R$ 18.000.000,00 de prejuízo no turfe, para R$ 31.000.000,00, um acinte a qualquer grau de inteligência, uma performance que conseguiu ser 80% mais indecorosa do que a anterior. Um autêntico desatino!

Um novo despautério

O “presidente” LECCA não parou por aí. Insatisfeito, mesmo após ter arriado as calças do clube para um grupo internacional de “maquineiros”, agora, por R$ 40 mil reais mensais entendeu de alugar a segurança, a integridade, a capacidade de armazenamento e o futuro das corridas de cavalo.

O “presidente”, que não conseguiu alugar o terreno que abriga as célebres cocheiras do hipódromo, resolveu sozinho alugar a “cozinha” do nosso restaurante, mesmo com o clube obrigado a cuidar de um salão tombado com todos as toalhas e talheres dispostos sobre as mesas, ao lado de um caco de pratos cada vez mais vazios de comida.

O “presidente” LECCA por R$ 40 mil mensais – por sinal o mesmo valor que o clube arrecada apenas com as poules não reclamadas no sistema oficial de apostas –, entendeu de violar a segurança dos cavalos de corrida e dos próprios redeadores.

Vou repetir isso de novo:

Pelo mesmo valor dos bilhetes premiados que são rasgados involuntariamente pelos apostadores, ou mesmo esquecidos dentro dos bolsos, a atual administração entendeu de alugar a integridade dos nossos cavalos para a Rede Globo, engessando, com isso, a possibilidade do próximo presidente de reconstruir o armazém e revitalizar as Vilas Hípicas. 

Foi isso que o “presidente” LECCA fez!

Um novo litigante

Mas não foi só isso que o “presidente” LECCA fez, o “presidente” agora, parece que está tentando trazer a Rede Globo para litigar como parte interessada numa ação judicial patrocinada pela ACPCPSI (e pela nossa família), que tem como único objetivo evitar que o clube seja atropelado por uma garagem mal erguida entre as artérias do seu próprio coração. 

O “presidente” tenta mostrar aos proprietários; sócios do clube; sócios da ACPCPSI, e principalmente para o judiciário, que os automóveis da Rede Globo de Televisão são mais importantes do que os cavalos.

Se isso for verdade mesmo, a Rede Globo vai amanhecer com dezenas de faixas de Protesto à sua porta; serão dezenas de profissionais protestando, sendo que o que resta da mídia carioca além dela – televisada e escrita –, será convidada a assistir o “elefante litigar com a formiguinha”.

Em uma das faixas poderá ser lido:

“A memória do Dr. Roberto Marinho deveria ser respeitada pela emissora”

Destruindo possíveis ídolos

A Rede Globo por sua vez, que acaba de propagar a imagem de Jorge Ricardo no Jornal Nacional como algo super especial, parece que aceitou comprar a briga contra os outros jóqueis que ficaram por aqui, aqueles que não tiveram a mesma sorte do ídolo, e, que, talvez, não venham a ter (até por culpa dela) a chance de se transformar naquilo que se transformou Jorge Ricardo.

A Rede Globo investe os seus interesses contra o interesse do turfe.

Desprotegendo a cultura

Agora parece que não estamos brigando apenas com um “presidente” movido pela vingança, pelo ódio e pela maldade eterna – àquele que produziu o pior balanço da história do turfe ao final de quatro anos –, brigamos também contra a Rede Globo que se decide por tentar “defender” um direito absurdo de estacionar automóveis dentro de uma área que foi tombada pela Câmara de Vereadores, e pelo Prefeito da cidade, como sendo Área de Proteção do Ambiente Cultural do município (APAC).

A Rede Globo parece que entrou na briga ao lado do JCB para concorrer com ele – na pessoa de seu “presidente” –, pelo Oscar da Irresponsabilidade, pelo título de rainha da desigualdade.

Mas a briga parece boa:

A Rede Globo parece querer colocar em risco a sua própria imagem;

A Rede Globo parece querer violar os seus próprios padrões de qualidade;

A Rede Globo parece querer contraditar os Editoriais em defesa das instituições;

A Rede Globo parece querer virar as costas para o Patrimônio Artístico e Cultural;

A Rede Globo parece querer abandonar uma das maiores bandeiras do seu criador, que foi o amor pelo cavalo;

A Rede Globo parece querer rasgar as próprias folhas de constituição da Fundação Roberto Marinho.

Não é possível conceber que ninguém da cúpula da Rede Globo tenha percebido ainda que a administração LECCA estava lhes cedendo uma coisa que não poderia jamais ser cedida, e que agora pode estar instando a emissora a lutar por algo inegociável, a ser parte numa briga que pode deixar muito arranhada a imagem da Rede Globo, como assim percebeu aquele importante grupo empreiteiro que preferiu retirar–se das nossas trincheiras a levar tiros na alma.

A defesa continua

Já estamos calejados. Já nos acostumamos a brigar pela saúde das corridas de cavalo. Já enfrentamos gente muito poderosa para defender a integridade de uma nobre atividade e o direito dos nobres e indefesos profissionais que dela dependem para viver e criar seus filhos: Os filhos do turfe!

Vamos convocar os demais veículos de imprensa para cobrir os protestos contra os veículos da Rede Globo; para divulgar as cores de uma bandeira que propaga uma causa legitima e inquestionável.

Vamos abraçar os nossos terrenos e mostrar ao judiciário que o “J” de Jornal, é a mesma letra “J” que se utiliza para escrever a palavra Justiça! 

Vivemos pro cavalo. Somos criadores do cavalo, mantenedores do cavalo, amantes do cavalo e muito gratos a todos que cuidam do cavalo. Portanto não vamos nos curvar diante de mais esse desafio que se apresenta.

Quanto ao “presidente” LECCA ele jamais será suficiente capaz para entender, que aquilo que se esperava do seu mandato – já pela bola sete bem próxima da caçapa –, não era a luta intermitente por interesses alheios a sociedade, não era a defesa pelos empreiteiros, pela guerra dos caça–níqueis, pelos automóveis transbordantes da Rede Globo, pelos bailes do Ricardo Amaral, pelos dólares amargos da CODERE ou pelas tendas das feiras de moda no peão do prado que insistem em desafiar o cartão postal da cidade..

O que se esperava do mandato de um presidente do JCB era o mínimo de vergonha na cara e um relance de carinho pelo cavalo de corrida, símbolo máximo do clube, cuja logomarca que o distingue entre a população da cidade, trás o nome da sociedade imediatamente abaixo dos valentes animais da raça PSI.

Haverá de ter mais sangue em nossas veias e muito mais suor nos nossos rostos para combater novos inimigos.



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