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Colunista: Jéssica Dannemann

Foi dada a largada, por Jéssica Dannemann
03/02/2012 - 13h05min

Eu acho que o “presidente” acabou pagando um preço muito alto por ter entrado de graça no trem que seguia para o JCB. Eu tenho pra mim que o destino que ele queria mesmo, lá no fundo, era o do Hipódromo de Campos, aliás, na verdade, a Bacia de Campos.
 
Como desceu no lugar errado ele tentou prospectar os solos barrosos nas proximidades do Piraquê, tentando encontrar algum tipo de tesouro submerso nas cocheiras. Ouvira falar de um tal Itajara, cobiçado por um tal sheik do petróleo, daí encheu–se de motivação movido, ardentemente, por um complexo desenfreado de um tal Batista.
 
O nosso personagem das profundezas do oceano, influenciado desde cedo por Julio Verne, acabou sonhando com um daqueles navios enormes ancorados na Lagoa Rodrigo de Freitas carregando, publicada na chaminé como logomarca, a nobre corruptela do seu nome, aquela que já lhe dera muita sorte na vida e que o fazia contorce–se desvairadamente cada vez que lia a revista Forbes e não a encontrava.
 
“E amanhã, se esse chão que eu beijei for meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor Brotar do impossível chão”.
 
Quando Chico Buarque escreveu a versão em português da canção de Joe Darion e Mitch Leigh, tinha em mente sonhos impossíveis como o do “presidente”, claro que o objetivo máximo da impossibilidade do poeta, não passava de Tom Jobim. De ser como Tom Jobim, de compor como Tom Jobim, nada daquelas alucinações com a letra “X”. Em outro trecho da letra, Chico escreveu:
 
“Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável, romper a incabível prisão
Voar num limite improvável, tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão, virar esse mundo, cravar esse chão”.
 
E assim seguiu ele na sua tentativa frustrada da prospecção monocrata que levava encravada no peito, delirante, como um culto ao impossível, uma chicotada no inspirado Itajara e em toda sua prole. O ‘presidente” da reeleição indireta distanciou–se do Sheik reeditando a escravatura no Brasil, rasgando a Lei Áurea, a Lei do Turfe, o Ernani e tudo mais a sua volta, quando transformou o direito de imagem dos jóqueis na visão de um imiscuído e suicida estacionamento.
 
O “presidente” ao procurar o fosso e serrilhar os silos encontrou a fossa.
 
O sonho virou pesadelo, o Boulevard permaneceu na maquete; O bilionário livrou dele uns cinqüenta bilhões de corpos de vantagem; A Odebrecht se transformou em dois ou três operários curiosos que cuidaram muito bem dos vazamentos do telhado da quadra; o transatlântico encalhou na areia; a CODERE foi parar na PF com escala em Curitiba, e hoje, até os vices, versam.  
 
No lugar da Pedra única, a chapa única!
 
O “presidente” conseguiu motivar contra ele todas as correntes do clube e o impossível acontece como na visão de Chico Buarque. Não importa o grau de importância já que juntou a aquarela inteira, o arco–íris todo. Do feio ao bonito, do remediado ao muito rico, do médico ao arquiteto, do advogado ao engenheiro: estão todos lá! Cerca de 2.798 cavalos dos 2.800 existentes, ficando de fora apenas aquela bela morena e aquele outro que não liga pra nada.
 
O “presidente” que pensou transformar o JCB num “páreo de amadores” acabou por profissionalizar a oposição, dando a ela, também, chanceler e ministro; unindo a Hípica, o Gávea o Country e porque não dizer o antigo JCB, aquele de vinte anos atrás, lá de 1992, ano em que o Collor descia do Palácio pela rampa dos fundos, sem que ninguém pudesse exibir uma única Nota Fiscal sacada contra a República Federativa do Brasil.
 
Dizem que passado o período de exílio, provavelmente em Montevidéu, o “presidente” vai repensar a sua estratégia e redirecionar o cano da sua metralhadora. Falam que o falso herdeiro político do JCB desistirá do ramo petrolífero em favor das Redes Sociais, enfurecido, como tem sido visto, pelas conquistas de um tal Zuckerberg, seu mais novo desafeto.

 



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