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Colunista: Mário Rozano

De turfe um pouco, por Mário Rozano
24/01/2012 - 14h16min

Chico, um distante associado do Jockey Club de Pelotas

O turfe brasileiro vive um momento de angustia e de orações diante da gravidade do quadro clínico do notável turfista, e nas horas vagas, humorista, ator, escritor, compositor, pintor, Chico Anysio, que por direito pertence ao patrimônio cultural da principal entidade hípica nacional, o Jockey Club Brasileiro.  Chico desde o longínquo ano de 1954, quando em parceria com o jornalista, humorista e poeta, Haroldo Barbosa, possuíam animais, jamais deixou de freqüentar o hipódromo da Gávea, tanto como proprietário de animais alojados em seus vários studs ao longo dos anos na tombada Vila Hípica, como mero aficionado pelas carreiras de cavalo.

O JCB não conhece na sua história recente uma personagem como a empatia pelo esporte, e a paixão pelo cavalo como o Chico Anysio. É sem nenhuma dívida o maior divulgador da Gávea. É o Chico que atrai ao Jockey Club pessoas anônimas e alheias ao turfe para conhecer de perto seu ídolo e seus cavalos vencedores. É o Chico da Rede Globo, do teatro, do cinema, da música e de seus personagens inesquecíveis, das revistas com a foto da Gávea estampada graciosamente em suas páginas. O Chico que está presente no circo do Jardim Botânico em todos os momentos, mesmo hospitalizado.


Se fosse possível mensurar o valor da centimetragem de divulgação que o JCB recebeu e recebe na mídia graças a pessoa e ao artista Chico Anysio, chegará à conclusão que o turfe carioca flutua em águas calmas e agradáveis da lagoa, sobre a sombra do Corcovado.

A homenagem prestada ao Chico no ano passado pelo Jockey Club Brasileiro, deve se tornar permanente, com a instituição e inclusão no calendário nobre da entidade do GP Francisco Anísio de Oliveira Paula Filho, e o mais importante, em vida, porque a imortalidade do Chico é realidade desde 1954.

CHICO EM PORTO ALEGRE

A presença do Chico no Hipódromo do Cristal na década de 70 era constante, desde os leilões no Tatersal na Vila Hípica as cocheiras e, no famoso Bar Luiz Alberto do seu amigo Dezoito, sempre acompanhado de seleto grupo, entre eles o Fernando Jorge Schneider, Júlio Andreatta, Archimedes Audi, e o mais próximo, o jornalista Benito Berutti. O Benito era um intelectual, de muitas leituras e vivências em situações pitorescas, que o fizeram desenvolver o seu lado de psicólogo,  utilizando do humor refinado e verdadeiro para expor as fraquezas e ridículos alheios, sem dar importância aos seus próprios e muitos equívocos, dos quais era o mais generoso e divertido cronista e narrador.  A identificação foi imediata com o Chico. É o Benito não deixou passar a oportunidade, do alto de sua genialidade “burrera”, escreveu uma crônica dedicada aos amigos:

“Não vem ao caso como eles se encontraram para formar a pequena “gang”: Pedro Lasmar Junior, comerciante com firma de importação e exportação em São Cristovão, no Rio; Cláudio Fernandes Vieira, industrial estabelecido em Gravataí, logo ali, Luiz Alberto Kindleyn, o célebre Dezoito, advogado, e Chico Anysio Show, mais conhecido como Francisco Anísio de Oliveira Paula Filho.


O Pedro Lasmar e o Dezoito, turfistas desde a primeira infância, os outros dois, o Cláudio e o Chico se ensaiando para começar. Seria o ano da graça de 1975, um pouco mais, um pouco menos.

Fora o Chico Anysio, os outros já eram sócios do Jockey Club do Rio Grande do Sul, proprietários de cavalos e tudo o mais. Porém, para integrar melhor, sem gastar exageradamente, o Chico foi levado a se associar ao Jockey Club de Pelotas. Um título custando cinco vezes menos do que o do Jockey do Rio Grande do Sul e vinte vezes menos que um do Rio ou e São Paulo.
Com o que economizou na compra do título, Chico Anysio adquiriu logo trinta animais. Eu vos falo de trinta equídeos de puro sangue inglês...

O Jockey Club Brasileiro cresceu o olho em cima do novel proprietário e, de cara, liberou uma área para que ele construísse suas cocheiras. Não era para menos, pois, se em um mês o homem transformou–se de simples curioso no maior proprietário individual do turfe brasileiro. Proprietário, eu disse; criador de cavalos é outra história.

Teria durado como cinco ou seis anos a aventura turfística do genial humorista de Maranguape. Se não me engano ele ainda tem um cavalo de parceria com o doutor Kindleyn, seu amigo Dezoito e só. Um tordilho chamado Big Leal que não é ruim, mas que também não é bom; meia boca.

Quando o seu treinador, o Beto Morgado, se aposentou, foi que ele parou de vez. Se bem que ficou mordido, e segundo consta ainda sente falta...

Quanto ao Pedro Lasmar, ele comprou um sítio no Rio e está criando – tem um cavalo seu, ganhador aqui no Cristal, o Macaon, filho de Dusit Thani. O Cláudio e o Dezoito, e sociedade com os pecuaristas Gilberto Santos e Luiz Fernando Azambuja, também viraram criadores, adquirindo ao doutor Breno Caldas, todo o casco do grande Haras do Arado. Compraram a marca consagrada e até as cores rosa e preto da blusa, que eu estou certo, vão começar a honrar, de verdade, a partir do segundo semestre de 1988. No dizer do Dezoito, eles estão com muito café no bule; o reprodutor Despacito mandando ver...

E sabe que é que deveria tomar conto do novo Haras do Arado? Isso mesmo, o Beto Morgado que estava até procurando apartamento para morar em Porto Alegre, quando faleceu.
Benito Berutti (1926–2007)

Crônica publica em 1988, no livro De turfe um pouco...

Benito foi um dos maiores expoentes do jornalismo de turfe no Rio Grane do Sul na metade do século XX, quando o esporte era a grande atração popular e arrastava multidões aos hipódromos dos Moinhos de Vento e do Cristal em Porto Alegre. Começou no Diário de Notícias, em 1946 e, no Correio do Povo, a partir de 1948. Pelo amor aos cavalos, transformou–se num dos repórteres mais próximos do dono do jornal, Breno Caldas, grande criador de cavalos de corrida PSI e proprietário do lendário Haras do Arado. Em 1958, em parceria com seu irmão, René Berutti, lançou a revista Turfe de Bolso, que estabeleceu um marco na imprensa turfística do Brasil. Benito faleceu aos 81 anos.

Conforme seu grande e inseparável amigo, ex–presidente do Jockey Club do Rio Grande do Sul, Dr. Prof. Fernando Jorge Schneider (1926/1999)... ”Os contos e crônicas do Benito, os primeiros que se publicam refletem, em especial o caleidoscópio do mundo do turfe, grandioso e surpreendente em seus planos, onde se mistura garra, rivalidade, respeito, elegância e a invencível ironia que iguala derrotas e vitórias dos homens (e dos cavalos)...

A todo o cronista é dado o direito do lúdico, abstraindo o adjetivo que se faz presente na crônica do Benito, o conteúdo é absolutamente verdadeiro e que transmite além da paixão pelos cavalos, a amizade irrestrita com valores que somam muitas recompensas por vitórias em grandes prêmios, de pessoas com o mesmo ideal... o turfe!

Mário Rozano

 



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