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Colunista:

Foi dada a largada, por Jéssica Dannemann
04/01/2012 - 14h53min

Lobby de Dornelles, um tiro pela culatra

Taxar como bravata a diminuição da contribuição para a CCCN é de uma burrice somente suplantada por aqueles que esvaziaram os propósitos e a própria CCCN.

O senador Dornelles talvez morra sem saber o mal que fez a equideocultura brasileira, assim como os ministros modernos, que passaram pela pasta da agricultura devem morrer sem entender – ou mesmo conhecer – a Lei do Turfe, diferentemente dos dois últimos “presidentes” do JCB, que certamente morrerão com a absoluta percepção de terem contribuído para afogar a atividade de corrida de cavalos na Lagoa Rodrigo de Freitas, que só não morrerá junto com eles, com o senador e os ministros, porque é protegida por Deus, bonita por natureza, e muito maior do que todos eles juntos elevados a quinta potência.

Na prática esta medida faz o efeito Hobin Wood ao contrário, ou seja: Tira dos pobres para dar aos ricos. Só pelo Rio de Janeiro, o “trabalho” do senador elimina três milhões por ano que deveriam ser aplicados na cultura da criação de cavalos de todas as raças para investir em piscinas, quadras de tênis, centros gastronômicos, honorários advocatícios, indenizações trabalhistas e sabe–se lá mais aonde!

O que eu quero dizer neste artigo é que a contribuição imposta aos clubes para fomentar a equideoculturea era o único SEGURO que o turfe e outras atividades não contempladas por intermédio de apostas possuíam contra os malfeitores; a garantia necessária de que a atividade resistiria aos mandatos interessados apenas em simulcasting internacional, demolição de armazém, caça–níqueis, pizzaria, sair na revista Caras, e outras barbaridades do gênero.

Um Presidente de verdade deveria ter vergonha de tentar isentar o clube das suas obrigações de fomento, já que a Carta Patente a ele concedida para venda de apostas previa determinadas contrapartidas indispensáveis.

Imaginem os leitores do Raia Leve se algum presidente de Longchamp resolvesse contratar um senador francês para diminuir a participação da France Galop nas apostas do hipódromo parisiense? Certamente o turfe naquele país não resistiria aos efeitos. Foi mais ou menos isso que aconteceu aqui, só não sendo pior porque aqui não tem nem France e muito menos Galop, ou seja, aqui não tem nada além de um vaidoso de plantão que entendeu de utilizar o JCB como escada social.

O papel de um senador da república, interessado efetivamente no estado do Rio de Janeiro, nas instituições federais e na nossa atividade (e não na coleção particular de votos) seria trabalhar para que o Ministério da Agricultura pudesse ter uma COMISSÃO plena, atuante, voltada a fortalecer a equideocultura, e não acabar de matá–la literalmente.

Mesmo acompanhando de longe esta questão da PATERNIDADE na mudança da lei que dará o direito para que o atual “presidente” (apenas no JCB) contrate um pouco mais de advogados para o buraco jurídico em que ele enfiou o Jockey Club Brasileiro, ou na concessão de um pouco mais de perdão nas dívidas da CODERE, gostaria de dar aqui a minha opinião:

Seja lá quem foi o PAI desta lambança, eu teria preferido a orfandade!

Caso possa comparecer ao Hipódromo da Gávea no dia do páreo em homenagem ao “senador” Francisco Dornelles (caso consiga entrar num acordo com o meu estomago pela possibilidade de me deparar com o “presidente” LECCA), além de uma sonora vaia, fiquem certos que eu direi a ele que a sua atuação contemplou apenas aqueles que imaginam o Brasil como espólio de alguma viúva!



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