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Colunista: Mário Rozano

De Turfe um pouco..., por Mário Rozano
27/12/2011 - 13h06min

A DESCOBERTA DE UM PLATENSE REVOLUCIONA O TURFE MUNDIAL

Na Universidade de Bristol, no Reino Unido, o Dr. Domingo Tortonese descobriu que as alterações do ciclo da luz melhoram o rendimento dos cavalos

Ao contrário do que acontece com os seres humanos, que ao realizarem longos vôos transmeridionais sofrem os efeitos do fuso horário com fadiga e a  sensação de peso, os cavalos parecem se beneficiar destas mutações. Em estudo realizado pelo pesquisador platense Domingo Tortonese na Universidade de Bristol, demostrou que os cavalos não só recuperam seu ritmo biológico bem mais rápido que as pessoas, como esta capacidade os leva a melhorar seu rendimento físico no dia seguinte.

Mas além do impacto cientificio de revelar um mecanismo fisiológico distinto ao de outras espécies, a descoberta – publicada em novembro deste ano na capa do Journal of Neuroendocrinology e difundido pela BBC, CNN e Discovery, entre outras grandes cadeias – produziu  imenso efeito no  âmbito do turfe mundial. E apenas manipulando os ciclos da luz, o Dr. Tortonse concluiu que os cavalos de corrida podem correr a velocidade máxima durante 25 segundos a mais que o habitual.

O que fizemos foi simular as alterações do ciclo da luz de uma viagem de avião através de sete fusos horários na direção leste e estudar a reação dos cavalos; para os quais medimos os padrões de comportamento dos genes pelo relógio, e três hormônios: o cortisol, melatonina e proclactina. “Isto nos permitiu descobrir, em principio, que os cavalos se adaptam com uma rapidez assombrosa as mudanças de horário porque utilizam um mecanismo distinto das outras espécies”, explicou o Dr. Totonese, há duas semana em La Plata.

E que diferentemente do que acontece em homens ou em roedores "o ritmo biológico do cavalo não sofre com a lacuna na ausência de luz, em lugar disto, cessa imediatamente. Assim, eles não usam a luz para sincronizar seu ritmo biológico com ciclo de 24 horas, mas para reativá–lo, pelo qual sua recuperação é imediata”, detalha o pesquisador.

A verdade é que a primeira descoberta levou a uma ainda mais inesperada.  Submetendo os cavalos para testes de performance em esteiras, eles mostraram uma capacidade física significativamente maior da que tinham antes. “O dia seguinte a simulação do vôo, conseguiram manter o galope a velocidade máxima durante 25 segundos mais que antes. Contundo, não só atingiram seu ponto de fadiga muito depois, como para alcançar uma maior velocidade”, diz Totonese

Como se explica isto? “Através do aumento da prolactina que atinge o seu pico no dia seguinte a simulação do vôo – assinala o pesquisador. Sabe–se que este hormônio tem um efeito ansiolítico, portanto, ao acalmar os cavalos, podem estar contribuindo para melhorar seu desempenho. Todavia, estudos recentes mostram também uma correlação entre os efeitos da prolactina na atividade locomotora dos animais, o que se enquadra perfeitamente com a nossa descoberta”, conclui o Dr. Domingo.

FIM DE UMA DISPUTA

Nascido em La Plata e formado pela Faculdade de Ciências Veterinárias da UNLP, onde ingressou em 1980, Domingo Tortonese tem trajetória de grande parte de sua carreira no exterior. Com especialização em endocrinologia reprodutiva e uma breve experiência de trabalho na INTA de Balcarce, em 1987 emigrou para os Estados Unidos para pós–doutorado em endocrinologia na Universidade de West Virginia e, desde então, não voltou a manter residência na Argentina.

Atualmente radicado em Bristol, onde desempenha as funções de professor na universidade local, Domingo Tortonese tem se dedicado nos últimos dez anos de sua vida a estudar os efeitos do “Jet lag” nos cavalos. Deste trabalho, publicou recentemente “uma parcela mínima dos estudos feitos”, disse Tortonese.

Como nasceu o seu interesse por um tema tão estranho? “É que não se trata de algo tão estranho, explica; o cavalo é o único animal exposto ao Jet lag, porque como os atletas, eles viajam em aviões para competir em diversas partes do mundo. Além do que os efeitos do fuso horário sobre o desempenho dos cavalos é algo que vários treinadores de Newmarket – o coração do turfe inglês –, já haviam percebido empiricamente, e eu tenho muito respeito sobre o valor empírico”.

O problema, acrescenta – foi que quando os treinadores notaram esta questão, no entanto, não houve um consenso entre eles. Enquanto alguns disseram que os cavalos corriam melhor quando viajavam no dia anterior da corrida, outros afirmavam que se trata de um disparate, que o melhor era levar os animais uma semana antes da competição. De certa forma resultou que ambos tinham razão: Por enquanto a melhor performance é obtida um dia depois da viagem, a alternativa, demora 14 dias para a adaptação total do cavalo”.



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