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Colunista: Mário Rozano

De Turfe um pouco..., por Mário Rozano
01/12/2011 - 17h45min

TREINAMENTO DE CAVALOS DE CORRIDA – INTIMIDADES DE UM TREINADOR ANONIMO

Para começar a falar sobre o treinamento de cavalos de corridas, devemos conhecer primeiro de onde surge um treinador e que tipo de conhecimento deve possuir isto nos fará compreender melhor o tema.

A princípio o treinador tem origem no próprio meio, eles começam como peões e depois como jóqueis, etc., e baseados nesta experiência a questão é empregar este conhecimento como forma de treinar um cavalo, para assim assumir todas as demais funções. Colocar na pista um cavalo ao lado de outro, já servia de referência e a intuição era seu guia, na maioria dos casos.

Estes conhecimentos são a base da superioridade que “possuem” sobre os proprietários dos animais que cuidam e são passados aos seus descendentes como forma de garantir a continuidade de seu trabalho e da seu família. Há alguns anos, muitas vezes, alguns proprietários e até criadores, conduzidos pelo seu amor aos cavalos e seu contato direto com eles, se tornavam treinadores.

Mais recentemente têm surgido escolas de treinadores, começando pela Argentina, que tem contribuído para expandir uma profissão que estava, até então, limitada as pessoas nascidas no meio turfístico. As escolas de treinadores tem em alguns países, cursos oficiais que podem durar dois anos, seguidos de estágios, que duram meses, junto a um treinador com carreira consolidada e de respeitabilidade, que fará ao final do período a avaliação do desempenho do estagiário. Uma vez cumprido este curso, as autoridades hípicas  oficiais, habilitarão o candidato aprovado com a licença para exercer a profissão de Treinador de Cavalos de Corrida.

Na ausência de literatura especializada sobre o tema, que poderia servir de apoio de maneira complementar e cientifica e, levando–se em conta que a maioria dos grandes treinadores guardam zelosamente seus segredos acumulados pelos vários anos de experiência, é que se percebe o quanto é difícil poder adquirir tais conhecimentos na arte de preparar um cavalo de corridas.

Em alguns países onde a atividade prática, com no mínimo dois anos trabalhando com um treinador, é um dos requisitos essenciais para qualificar a licença profissional, em outros casos, o fato de o pretendente pertencer a atividades relacionadas com os cavalos, como os veterinários, estão isentos ao estágio, não a necessidade de passar por exame teórico.

Por outro lado, é fundamental ter o máximo de conhecimento possível sobre o cavalo como: anatomia, fisiologia, seu caráter, hábitos, suas enfermidades, lesões, etc., enfim, todas as informações que o ajude a conhecê–lo e assim poder tirar dele o melhor proveito possível.

Pelo que se apresenta nos dias de hoje no ofício de treinar cavalos, pode–se dizer que um veterinário, tem todas as condições de ser a melhor pessoa a ascender à condição de treinador, que não só lhe dará a oportunidade de trabalho, como da realização profissional.

1º Treinamento

O treinamento consiste, fundamentalmente, no método mediante o qual se prepara um animal para realizar um esforço determinado, de onde desenvolverá toda sua velocidade tentando cobrir uma distância sem cansar–se e sem chegar à exaustão que poderá colocar em risco sua integridade física.

Nos esportes humanos, o avanço é notável, os atletas se preparam sobre uma base científica, com sérios e completos estudos e análises de seus organismos. No curso do treinamento se realizam controles periódicos para se conhecer seu estado físico, inclusive psíquico, por intermédio de terapeutas especializados. Na veterinária se pode contar com trabalhos similares, mas em grau que poderá ser inconveniente. O que vem contra é a falta de limite racional, condição exclusiva do ser humano, que faz que seja determinado o topo da sua exigência e que, além disto, não tem ninguém que, energicamente, o estimule para que supere este limite.

Por este motivo, a percepção que deve se desenvolver no treinador, para que possa dirigir os exercícios de um cavalo, devem ser infinitamente maiores, e deve estar atento a qualquer sinal que indique que ele possa estar sendo obrigado a passar este limite. Em países onde o turfe está mais desenvolvido existem diferentes tipos de treinamento, com as variantes de que cada treinador possa colocar seu toque pessoal. Estas prerrogativas muitas vezes estão condicionadas pelas circunstâncias que surgem no dia a dia, como tipos de pista, horários, pesos, posição no partidor, etc.

Duas maneiras de nortear o treinamento baseado nos costumes de diferentes países se torna importante descrever: o treinamento nos Estados Unidos, onde a pista para treinar é a mesma em que horas depois se compete, existem limitações de horários, de tal forma que o tempo permitido para que os cavalos realizem seus exercícios é mínimo, por isto, se completa o trabalho caminhando – por bom período de tempo – tanto pela mão do peão, como em piscinas especiais para esta finalidade. O trabalho é controlado rigorosamente pelo relógio, do mesmo modo que o lugar escolhido onde se marca o tempo gasto, ter boa visibilidade, no caso, as balizas indicativas na pista. Nos hipódromos americanos, tanto do norte como nos do hemisfério sul – Argentina, Brasil, Chile, Uruguai –, onde prevalece a velocidade em relação a resistência, os trabalhos dependem sempre dos cronômetros.

Uma vez na pista, o normal é o floreio entre 600 e 800 metros, quando param, fazem a volta e iniciam o trabalho indicado que pode consistir em um galope de 2.400 metros, ou sair a galope para fazer 2.000 metros, porém finalizando nos últimos 600 em velocidade de corrida. Concluído o trabalho, o animal retorna ao paddock  e após ser desencilhado, dependendo das condições de clima existente, o peão procederá a ducha e logo o coloca a caminhar para que se seque e termine de recuperar–se do esforço realizado. .

Na Europa, onde o horário da pista não é tão reduzido, porque se realizam corridas uma vez por semana, ou a pista de treinamento não é mesma da utilizada em competições, se realiza um trabalho distinto, permanecendo o cavalo por mais tempo na raia, não apenas antes, como depois de haver realizado o trabalho. Terminado este, voltam aos boxes caminhando em círculos até que todos os demais do lote tenham realizados seus exercícios e, em algumas ocasiões os treinadores mantém seus animais caminhando até a recuperação total.

O cavalo é um animal que permanece fechado a maior parte do tempo em um boxe de aproximadamente 4m2. É um animal cheio de energia que, de alguma maneira deve descarregá–la, por isto deve ser utilizado no mínimo uma hora por dia para retirá–lo da rotina, sempre que seja possível é necessário adotar esta prática. Se por alguma circunstância o animal não pode ir a pista, deve–se fazer com que ele caminhe na mão do peão ou utilizando–se de outros recursos.

Todos os métodos de realizar exercícios são válidos; o que é mais importante é encontrar o ideal para todos os cavalos, em geral, assim como o mais adequado para cada um em particular. O fim que determina estes métodos é o mesmo: ter o cavalo preparado fisicamente para intervir em uma distância estabelecida, com a máxima velocidade que posso desenvolver.

Ter o cavalo preparado fisicamente quer dizer que ele não se canse antes de cruzar o vencedor e que não lhe provoque lesões que possam se tornar irreversíveis. A velocidade é o único fim, tanto para corridas em curtas como em longas distâncias, no final vencerá aquele cavalo que, estando bem treinado, possa cobrir a distância da corrida em um tempo inferior aos de seus adversários. O treinador capaz e com experiência em um modo de treinar rígido e dogmático, deve eleger, em cada caso, o que mais se adapta ao cavalo que tenha sob sua responsabilidade no momento; se é verdade que a base de todos os sistemas de treinamento, de um mesmo treinador geralmente serem iguais. Existem diferentes tipos de exercícios. Para começar a conversar sobre treinamento se deve diferenciar as distintas aptidões que vão desenvolver os animais de cada treinador. Em diferentes países existem distintas terminologias para sinalizar estas aptidões, que são muito variadas e, inclusive, todos os treinadores as interpretam iguais.

“Para melhor orientação, selecionei alguns casos extraídos do escopo da Escola de Treinadores da Argentina, que, para muitos, é uma das melhores do mundo, que assimilei perfeitamente e adotei em meu tempo de treinador na Espanha. Não importa que os outros adotem os mesmo critérios, o importante é que os jóqueis saibam interpretar a hora que devem colocar em prática as instruções do exercício que vão executar. Existem exercícios suaves como o passo, trote, galope e galope alegre, descontraído. E exercícios mais movimentados, como os leves, floreios longos e partidas”.

“Também são constantes os floreios, estendidos a distância, etc. O ponto de partida é pelo trote, que deve ser aplicado para que o potro possa desenvolvê–lo com amplitude dos movimentos e progredir a medida que avance. Pessoalmente gosto do trote, pois o considero um exercício sadio que tonifica os músculos; não se pode esquecer que é o caminhar natural dos cavalos, que é usado desde sempre para deslocamentos. Entre o galope normal, e o galope “alegre”, o leve, o longo a diferença se apóia na velocidade, mas, cuidado, isto não é matemático; o uso do cronometro nos ajudará dando nós uma orientação da velocidade que emprega o animal, pelo quantidade de metros marcados como diretriz do exercício. A palavra “cânter”, que se usa para definir galope, provém do Condado de Cantebury, na Inglaterra. Ao que parece, era o ritmo que era imposto pelos cavaleiros para passar na frente das damas e ser notado”

“A experiência e o lugar onde estamos acostumados a treinar, vou definir os ritmos diferentes, é claro, com as variações individuais que possam existir entre os diferentes tipos de movimento de cada cavalo. Como mero exemplo, tomando por base os 500 metros; um galope alegre pode–se passar em 38/40 segundos; ou seja, a uma velocidade de 12/13 m/s. Um galope leve, entre 34/36s, para 14/15 m/s. Já um galope longo entre 31/32s para15/16 m/s. Insisto que este é uma diretriz e sempre está exposta a variações, de caráter individual ou por fatores externos, como o estado da pista, a hora do trabalho (que não é o mesmo de usar uma pista a primeira hora, recém passado o trilho, que depois de ter passado duzentos cavalos ou mais cavalos, revolvendo–a), ou por condições climáticas, chuvas, etc”.

“Partidas (breezes nos Estados Unidos): são exercícios que se desenvolvem no ritmo de carreira, sobre distâncias que variam de 200m e de 50% da distância que o cavalo vai correr. Estas podem se desenvolverem a vontade do cavalo; ou seja, “em mano” ou com a máxima exigência, onde o jóquei força energicamente o animal, e inclusive faz uso do chicote como estimulo em partes do percurso. Floreio: assim se denomina o trabalho de percorrer a distância da carreira que se vai disputar, a um ritmo cômodo. Por exemplo, um galope leve, ainda que nem sempre seja uma preparatória para o seguinte passo. Estender a distância, ou fazer a distância, já é um trabalho vigoroso onde o cavalo cobrirá o mesmo percurso que disputará na próxima atuação, no ritmo de carreira. Este trabalho serve de teste que comprova o estado do cavalo e possibilitará saber qual será seu comportamento na próxima corrida. A maioria dos treinadores não usam diversos tipos de galope para dirigir seus pupilos. Nos Estados Unidos, por regra geral, pode se observar que normalmente usam somente um tipo de galope e logo o de partida”.

“Treinamentos progressivos e continuados (interval trainning. A finalidade de todo os métodos de treinamento é que o organismo dos cavalos se adaptam de forma progressiva, para realizar exercícios passando pelos mais suaves aos mais enérgicos, sem causar danos ao organismo e, ao mesmo tempo, desenvolverem velocidade e resistência a fadiga. O controle do ritmo respiratório, assim como a freqüência cardíaca, são ajudas úteis, ainda que não determinantes, na hora de conhecer o estado de treinamento do cavalo. Devemos conhecer os valores nominais e individuais para controlar, depois de um exercício vigoroso, a volta a normalidade destes parâmetros”.

“Ainda que todas as formas de treinar começam de uma forma progressiva, de acordo com as faculdades que vão se desenvolvendo em cada animal, em um momento determinado se pode seguir utilizando o método progressivo como norma, ou bem realizar um contínuo ou de algum outro tipo. O treinamento progressivo precisa de muito mais tempo para por em forma um animal, pois este deverá ir passado de etapa em etapa; ou seja, de um exercício mais suava a outro mais enérgico, com a mesma fadiga. Por exemplo, um cavalo não passará de um galope alegre, sobre 1.400 metros, a leve, sobre a mesma distancia, enquanto este exercício não se desenvolver com comunidade e sem fadiga e em todos os demais casos”.

“Um treinamento continuo é aquele onde os exercícios passam de um galope protocolar, que podem ter o tipo que cada treinador queira dar nas partidas ou breezes. Estas partidas, são normalmente realizadas duas vezes por semana, são exigentes e extenuantes; porém o animal chega a fadiga cada vez menos, a medida que se sucedem umas a outras, para assim a encontrar o melhor grau de sua forma. Nos esportes humanos podemos dizer que existem métodos similares de treinamento e que seus defensores aceitam a teoria de é possível conviver com a dor que trás fadiga e que quanto mais se acostumar a ele, melhor poderá superar na competição o esforço que vai realizar. Este método se pode aplicar nos cavalos, mas deve ser feita uma reserva, o homem dentro de seu raciocínio conhece o limite, o animal não, a não ser quando ele tem em seu comando um jóquei que usa o chicote que o obriga a superar este limite”

“Ambos os métodos são válidos para vencer corridas e quem sabe o mais adequado seria adaptá–los a categoria de cada cavalo e as suas particularidades. Por último, se faz necessário uma breve menção sobre o “interval trainning” de que se tem falado e escrito muito. Existem livros interessantes que se pode consultar sem querer se aprofundar neste tema. É mais técnico e cientifico que os métodos de treinamento. Se inicio foi com atletas que corriam sobre curtas e médias distâncias, porém, nunca em maratonas; logo migrou a outros esportes que o adaptaram, aplicando–lhe modificações personalizadas, mas sem desvirtuar da sua essência; é o caso dos ciclistas sprinter ou dos boxeadores. É muito fácil de por em prática, pois consiste em uma séria de exercícios medianos ou intensos, separados entre si por breves períodos de recuperação ou descanso”.

“A maioria dos textos que já li, se referem a preparação de cavalos quarto de milha (velocidade em curtas distâncias), ainda que existam treinadores que tem adaptado este método para utilizá–lo em cavalos que correm distâncias acima de 1.600 metros, com diferentes resultados. Em termos gerais, se supõe que na prática, são partidas com intervalos de descanso e recuperação entre elas, que devemos utilizar para controlar o pulso e a respiração do animal. Em suma, se trata de uma série aquecimentos sobre distâncias mais curtas que as de competição, a uma velocidade similar a da carreira com intervalos de repouso, que serão mais curtos quanto mais velozes forem os realizados. As várias partidas só permitem tempos parciais de recuperação, o que produz um efeito de condição anaeróbica/aeróbica de resistência, tanto como de velocidade”.

“O Interval Trainning” é um treinamento bastante rigoroso, está ao alcance de todos os animais, porém, somente os mais fortes e resistentes são capazes de assimilar, no meu entender. Um treinamento eficiente conduz ao stress físico; este deve acionar os sistemas biológicos do corpo (cardiovascular, muscular, etc) que respondem as mudanças capazes de superar o treinamento seguinte e, em consequência, o seguinte stress. Porém, não se deve abusar, com muitos treinamentos estressantes podem resultar em lesões e dores agudas, mas, mesmo em níveis baixos de treinamento com stress, produzem pequenas contraturas y desgastes musculares com as conseqüentes infamações e dormência que causam mal estar e provocam dores intensas”.

“Para entrar na matéria do treinamento propriamente dito, devemos ter em conta que treinar um potro de dois anos que está iniciando, não é mesmo que um animal de 3–4 para um prova especial ou para uma reaparição; como tampouco, para manter o animal correndo com periodicidade. Treinamento de um potro: Para assimilar corretamente os sistemas de treinamento, o melhor é começar com os potros de dois anos, porque será significativo como base, para logo após, passar ao treinamento de cavalos adultos. É necessário um prazo entre 90 a 150 dias para ter um potro pronta para debutar em competição. Por tanto, dependerá das características genéticas e físicas de cada cavalo e da doma que tenha sido realizada por responsabilidade do treinador ou se já chegarem domados de um centro de treinamento. Normalmente, durante o primeiro mês, com o potro já domado, pode–se aproveitar para ir aperfeiçoando aspectos de adestramento, tais como rédeas, parar, etc, obrigando–lhe a exercícios suaves de trote sobre distâncias de 2.800 a 3.000 metros. Se for boa a evolução, e já no inicio do segundo mês, se aconselham exercícios combinados de trote e galope, na primeira e segunda metade do percurso, respectivamente”.

“É normal encontrar algum que outro animal rebelde e que necessite de mais tempo, porque lhe custa assimilar o adestramento. Neste caso, é conveniente separar por grupos os animais, segundo seu grau de aprendizagem. Sempre que seja possível, devemos levar um cavalo mais velho junto com os potros e posicioná–los à frente, para que os demais o sigam em fila; mais adiante, formar parelhas de dois em dois, deixando uma distância de dois a três corpos entre cada parelha. Também se pode incluir neste adestramento, colocá–los entre dois cavalos para que sintam o atrito entre eles, isto os leva a perder o medo de passar, lição esta que resultará de muita utilidade em suas futuras campanhas nas pistas”.

“Protocolo de treinamento de potros de dois anos: Ainda que não seja imprescindível, podemos tomar como base uma pista de 1.400 metros. Segunda–feira: 2.800 m de trote, caminhar 15 minutos de passo. Terça–feira: 1.400 m de trote, caminhar 10 m e uma volta a galope. Sempre caminhar um trecho depois de terminado o exercício. Quarta–feira: se repete o mesmo treinamento. Quinta–feira: 1.400 m de trote e caminhar 10 m. Logo após, 700 m de galope normal e outros 700 m a um galope mais rápido. Sexta–feira: repetimos o mesmo treinamento. Sábado: trote e passo igual, porém o galope dividimos em duas partes, e alargamos a 1.000 m a galope normal e os restantes 400 m o levamos leve. Domingo: normalmente um dia de descanso. Muitas vezes se reduzem a quantidade de alimentos concentrados e se aumenta a fibra (menos aveia e mais alfafa ou feno). No início do quarto mês, volto a recomendar o que foi dito – sic – continuem com aqueles potros e a pedido, quero qualificar esta declaração porque a percepção é muito difícil de expor didaticamente, para adquirir experiência do que está realizando com o potro é observar sua evolução, assimilando o exercício progressivamente de acordo com o que eles precisam a cada dia”.

“Desenvolvemos, ainda, outro tipo de semana: Segunda–feira: os 2.800 metros de trote e o passeio prescritivo. Um pequeno parênteses para ressaltar a importância dos dias seguintes a um domingo ou a um feriado, em que não saiam para exercícios. Devemos sempre fazer exercícios suaves para evitar problemas tão comuns como o enrijecimento, grau mais leve de uma rabdomiólise, que pode implicar em consequências fatais para um cavalo puro sangue. Se temos animais sensíveis a estas enfermidades é necessário que caminhem, ainda que dentro de limites possíveis, e se são muito nervosos ou impacientes antes de serem levados a pista, é necessário administrar lhes algum tranqüilizante ou sedativo. Terça–feira: desenvolver um exercício de aquecimento consistente em fazer 1.000 m de trote, seguidos de 400 m de galope e uma vez finalizados, dirigi–los a uma quadra ou espaço para caminhar por aproximadamente 10 minutos; se não houver disponibilidade deste espaço, devemos precisar onde será finalizado o trabalho de aquecimento para que entre este e o começo do seguinte exercício exista uma distância de pelo menos 1.000 m que serão percorridos a passo e a continuação, 1.400 m a galope. O exercício de aquecimento deve fazer–se sempre quando estamos em pleno treinamento e pode ser como já foi descrito ou simplesmente realizando 1.000 m de somente trote ou unicamente galope ao entrar na pista; em fim. É simplesmente um exercício para esticar os músculos e prepará–los para o exercício seguinte. Quarta–feira: aquecimento como no dia anterior, caminhar e galopar em duas partes iguais, a primeira a galope normal e a segunda a galope alegre (solto). Logo após caminhar. Quinta–feira: aquecimento, caminhar e galope alegre (solto) toda a volta: ou seja, 1.400 m, logo caminhar. Sexta–feira: aquecimento, caminhar e galopar em duas partes: os primeiros 1.000 m a galope alegre e os 400 m restantes a galope leve. Sábado: aquecimento, caminhar em duas partes: os primeiros 900 m a galope alegre e os 500 restantes a galope longo. Domingo: descanso. Neste momento haverá de ter os potros “precoces” que somente necessitam realizar um par de partidas sobre 600 metros para competir sobre 800 metros”.

“Quinto mês: Segunda–feira: duas voltas no trote; ou seja, 2.800 metros. Terça–feira: aquecimento, caminhar, um volta a galope. Quarta–feira: aquecimento, caminhar, uma volta a galope alegre. Quinta–feira: aquecimento, caminhar e galope, em duas partes iguais, a primeira a galope alegre e a segunda a galope leve. Sexta–feira: aquecimento, passo e 900 metros de galope alegre, logo 500 metros de galope longo. Sábado: aquecimento, caminhar e um floreio sobre a distância que o animal vai correr. A segunda semana repetimos todos os procedimentos iguais, menos na sábado que faremos o aquecimento na distância em ritmo de competição, sabendo que a carreira será na próxima semana. Domingo: descanso, embora, muitas vezes é conveniente sair com o cavalo para caminhar na mão do peão. Este passeio vai cair–lhe bem para esticar os músculos, mas, também vai servir para observar seus movimentos e assim poder detectar qualquer grau de dificuldade que possa existir como uma incipiente lesão. Quando estamos na segunda semana da carreira, de segunda a sexta–feira, realizamos o mesmo que na semana anterior e no sábado aproveitamos para um trote de 2.00 metros e 15 minutos de passeio. Domingo: o dia esperado, devemos ter muito cuidado em relação a hora que está programada a carreira, para assim coordenar as atividades deste dia. Procuraremos, a princípio, trabalhar os potros em grupos, colocá–los na frente, passar entre os cavalos, ir atrás, receber areia nos olhos (muito importante se for correr na areia) etc. Ir dando–lhes a experiência necessária para enfrentar a primeira corrida de sua vida. Aqui, concluímos a missão quanto ao treinamento. Resta estudar as instruções que serão passadas ao jóquei e, que serão retiradas do conhecimento do potro, através de todo o processo de seu treinamento, logo resta esperar o resultado da carreira para confirmar ou não as esperanças depositados no cavalo”.

“Até aqui mostramos uma forma de treinamento absolutamente teórico. Tomará fosse tão simples. Mas, infelizmente, poucas vezes podemos fazê–lo tão restrito, e temos que ter em conta que o treinamento aqui desenvolvido é destinado para potros que vão estrear em distâncias de 1.400 m ou inferiores. Vamos colocar um exemplo de treinamento, retirado da escola norte americana, para que seja possível conhecê–lo e assim, cada qual pode adotar as opções de método que mais lhes convencer. Partindo da base que já são transcorridos entre 90 e 150 dias, dos quais os potros mais precoces se encontram em condições de trabalhar forte, podemos iniciar as primeiras duas partidas que serão suaves e sempre sobre a distância não superior a 400 metros”.

“Um tipo de semana que poderia ser assim: Primeiro dia: partida sobre 400 metros. Segundo dia: Caminhar de trinta a sessenta minutos; Terceiro dia: galope sobre 1.600 metros. Quarto dia: galope sobre 3.200 metros. Quinto dia: igual ao anterior. Sexto dia: partida sobre 400 metros. Se o potro vai correr sobre 800 metros, e está bem ensinado, não vai se assustar ao passar por outros cavalos, nem com a terra nos olhos, e se os tempos que marca são normais, seguramente com um par de partidas a mais, sobre 600 metros, estará pronto para debutar. Se a distância que vai correr é maior, então as partidas que precisam ser necessariamente mais longas, porém, como norma, até os 1.400 m (distância considerada ideal normal para os dois anos), as partidas serão sempre de duzentos metros menos a distância que vai correr. Se recomenda seguir esta norma, seja qual seja o método de treinamento que se vai seguir. Lembres–se que seu potro vai receber suas primeiras experiências e que estas vão marcar pelo resto da sua vida o seu desempenho em competições; tenha muita paciência como seu potro, não lhe submeta somente a exercícios extenuantes e, sobre tudo, que na sua estréia se encontre de treinamento e saúde. Se tivermos a sorte de continuar com o mesmo potro, até a sua idade adulta, a segunda fase será bem mais fácil, pois já se terá perfeito conhecimento do animal”.

“Treinamentos para distintas idades e circunstâncias: Em princípio se deve diferenciar entre preparar para um carreira de distância curta, media ou longa e, de acordo com as características de um cavalo de maneira certa, se é um sprinter, um miler ou um stayer. Se entende por distância curta, para um sprinter, que seja entre os 1.000 e os 1.400 metros, media para um miler, já que é próxima a milha (1.600 metros), e a longa para um stayer (resistência), desde os 2.200 aos 2.400 metros. Existem variações, dentro de cada categoria: os super velocistas que não passam de 1.000 metros ou dos milheiros que correm entre 1.600 metros e dos fundistas que cobrem distâncias superiores aos 2.500 metros. Como diferença fundamental, em um treinamento clássico, um sprinter nunca deve ultrapassar, em seu treinamento, os 1.600 metros; elo contrário, estes devem intensificar as distâncias curtas de 400 metros. A medida que aumentam as distâncias de competição, se realizam mais estendidas sobre a distância acorrer e aumentando os floreios e repetindo as paridas curtas. Para um cavalo que vai reaparecer, depois de ficar inativo certo tempo, é conveniente analisar a causa que o fez ficar alijado de competições. Se foi por problemas de locomotores, e dependendo da gravidade da lesão, o treinamento deverá ser encaminhado de forma a retirar o perigo de uma recaída. Sempre será mais conveniente gastar um tempo extra para chegar a uma carreira em boas condições. Também se pode adotar o critério de que correr pouco, mas bem preparado”

“Concluído as recomendações sobre os treinamentos com algumas considerações sobre a manutenção dos animais em plena competição. O normal é que depois de uma carreira, e se o animal cumpriu o que dele se esperava, e que tenha sido em boas condições, não sentiu o esforço, se alimenta normalmente e não apresentou dores musculares. Este descansando um ou dois dias, caminhando na mão do peão para, no terceiro dia, iniciar o treinamento de trote de dois dias, aquecimento e galope no seguinte, e completando ao sexto ou sétimo dia com um galope alegre de 400 a 800 metros, segundo as características do animal. A partir disto, tudo vai depender da próxima carreira, das atitudes do cavalo e do tipo de competição que tenha sido escolhida”.

“A comprovação dos tempos marcados, a realização de algumas análises de sangue e outras observações ajudam a conhecer melhor o animal. Tudo isto é válido se, como dissemos, o cavalo tenha cumprido com as expectativas que tinhas dele; e em caso de não ser assim, analisaremos a sua situação para determinar porque não ocorreu o estabelecido”.

“A opinião do jóquei é fundamental, quando do momento da orientação sobre o que pode ter ocorrido, e que nos diga que o cavalo cansou ao final, que se afogou ou emitia sons ao respirar e que sua ação não foi normal. Se o problema é de fadiga, teremos que nos questionar sobre o treinamento que aplicamos; quem sabe, poderia ter precisado maior carga de trabalho do que foi exigido, a origem do cansaço pode dever–se a outras causas, como podem ser problemas de condução (muitos cavalos “se peleiam” com seu jóquei durante uma boa parte do percurso, causando cansaço), de adestramento, de uma mudança de arreios ou alguma falha na cocheira, como haver permitido beber água antes da carreira, etc”.

“Se pode observar, ou se intui, o menor problema físico, após a corrida, devemos chamar o veterinário para que se realize um check–up e poder encontrar a causa de alguma anomalia. Alguma vezes é impossível determinar a causa porque um cavalo tenha atuado mal; todos sabemos que até os cracks podem ter um dia ruim, é necessário ter paciência extrema, tratando de não crer em bruxas, “embora saiba que elas existem” e ter a idéia que tudo isto é parte integrante da incerteza gloriosa das pistas”.



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