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Colunista: Jéssica Dannemann

Foi dada a largada, por Jéssica Dannemann
08/09/2011 - 16h36min

Foi dada a largada para escolha do novo presidente do Jockey Club Brasileiro!

A partir de algumas recomendações abaixo listadas, transformo a coluna hoje num caderno de classificados sob o título: “Procura–se”, bem aos moldes do antigo faroeste americano, tentando criar um “contrato” de identificação para um candidato que possa assumir a presidência do Jockey Club Brasileiro montado a cavalo como um cowboy, com direito a chicote e cartucheira.  

Como a próxima eleição parece ser uma barbada para a oposição, a responsabilidade da escolha aumenta muito, pois com isso vamos praticamente entregar a essa pessoa, antecipadamente, o direito de ser o nosso principal Presidente... Depois da Dilma, é claro.

Por falar nela, dizem que a presidenta ficou muito interessada em implantar no planalto a tal “governança corporativa” da era LECCA (já copiada pela era ERA) que tão bons resultados vem proporcionando ao JCB. Com isso a nossa chefa poderia livrar–se tanto dos ministros quanto do apelido indelicado de “Alibabá” que tem escutado vindo de uma “meia dúzia” de opositores, interessados apenas em tumultuar o governo dela.

Uma coisa é certa, essa tal fórmula inventada pelo atual “presidente”, seja lá como for, economizou bastante o trabalho da turma da limpeza, na proporção em que as “cagadas” ficam concentradas num único ambiente, disso ninguém pode divergir. E é pensando em não divergência que passo a enumerar os parágrafos daquilo que se espera do candidato.

Parágrafo único

Que seja turfista pelo amor da Santa Rita da Serra!

Primeiro parágrafo

Que entenda das Leis que regem o Direito nesse país. Não entrem naquela esparrela propagada pelo “presidente” LECCA quando então candidato, que defendia publicamente que “advogado não servia para administrar clube”. Vejam que ele tropeçou no próprio tijolo que lhe atingiu também a cabeça, e reparem que o destino tratou logo de desmoralizá–lo visto que o seu mandato mais parece hoje uma filial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Dizem que tem desembargador que até se mudou pro hipódromo, visando facilitar o trabalho do judiciário.

Segundo parágrafo

Que seja um tradicional criador de cavalos, proprietário de um importante haras, que por sua vez já tenha consumido muita grama do pasto. Cuidado que não serve Manga–larga, Quarto de milha ou Goela–grande (raça muito comum hoje em dia), pois seria muito perigoso para o atual estágio em que se encontra o turfe brasileiro. Só servem animais da raça PSI, aqueles que só não ganham mais páreos importantes ao redor do mundo, porque não possuem nenhum respaldo, assessoria, incentivo ou mesmo ajuda para tal. Dominar vários idiomas também será fundamental na avaliação, principalmente o espanhol e os dialetos mexicanos, que se ouve em Tijuana na fronteira com os EUA, pois assim o candidato poderá defender o clube de qualquer ataque marginal aos interesses da sociedade.

Terceiro parágrafo

Que tenha em seu currículo um destacado e reconhecido serviço prestado para o JCB (e ao turfe em geral). Não podemos nos dar ao “luxo” de realizar qualquer outra experiência. É terminantemente proibido o concurso de qualquer candidato que venha do mercado financeiro, com todo respeito, pois há casos de pessoas que tentaram de todas as formas fazer do clube uma espécie de bolsa de mercadorias pensando apenas no seu futuro. Aproveito para anunciar que será exigida do candidato assinatura em um “Acordo de Confidencialidade”, pelo qual ele irá garantir que nunca esconderá nada dos sócios do clube, assim como vem sendo o ponto de honra da atual administração. Afinal o que é bom precisa ser seguido.

Quarto parágrafo

Que possua o hábito de freqüentar continuamente o hipódromo, e que tenha assistido ininterruptamente as corridas de cavalo nos últimos quarenta anos (pelo menos) e que, portanto, tenha feito da Gávea, a sua segunda casa. O candidato que possuir escova de dente guardada no banheiro do hipódromo terá total simpatia do corpo julgador. Qualquer passagem por Feira de Santa no interior da Bahia, nem que seja a oitenta quilômetros por hora, será motivo de desclassificação automática.

Quinto parágrafo

Dá–se preferência absoluta também a quem seja comodatário de cocheira, e que, a partir dela contribua para as corridas do JCB, pois assim, o candidato saberá perfeitamente distinguir a importância das Vilas Hípicas no contexto institucional do turfe. O candidato que porventura tiver sido agraciado com a famosa comenda LECCA, representada por uma “Carta de Despejo” assinada pelo próprio (sem rasuras), nem precisa passar no departamento pessoal, pode sentar direto na cadeira de presidente. Se o candidato prometer acabar com a proibição da transferência dos contratos de comodato e programar páreos específicos para animais alojados nas vilas hípicas, vai ganhar uma poltrona de couro no lugar da cadeira.

Sexto parágrafo

O candidato não pode ter a pretensão de se achar uma estrela, pois no turfe quem brilha é o cavalo. Ao novo Presidente se exige possuir muitos amigos no quadro social, pois só assim poderá dispor de pessoas ilustres para dividir com ele a delicada missão de administrar o principal hipódromo da América do sul. Dispensa–se a investidura de pessoas vaidosas, prepotentes, ambiciosas ou acometidas de qualquer outro mal comportamental que possa representar risco a sociedade. Se durante a campanha eleitoral, surgir alguma foto do candidato junto a uma maquete de um empreendimento imobiliário qualquer, mesmo que tenha sido flagrado no colo da mãe quando pequeno, ainda assim, o candidato será imediatamente retirado da chapa, passando a ser representado pelo vice, e assim por diante.

Sétimo parágrafo

O candidato precisa ter amplo conhecimento das corridas internacionais, de preferência ter tido animais de sua propriedade disputando páreos em hipódromos ao redor mundo, o que será muito bem avaliado. O candidato que prometer implantar uma vice–presidência voltada para a representação dos interesses do JCB no exterior, receberá um mandato de 40 anos. Proibi–se peremptoriamente o concurso de quem tenha o mau hábito de utilizar determinados pensamentos durante os discursos, tal como aquele que fala que “não existe como fazer omelete sem quebrar ovo”, frase que ninguém agüenta mais ouvir por aqui. Chamar todas as pessoas de “meu grande amigo” (mesmo as desconhecidas, ou aquelas que sabidamente não gostam dele) fica também vetado durante o mandato. Um outro defeito que seguramente irá inibir a escolha do candidato é o hábito de rir continuamente. Rir nem sempre é o melhor remédio, no JCB tem se mostrado até um veneno. Essa medida tem por objetivo também garantir que o novo presidente jamais seja flagrado com os dentes amarelos durante a entrega dos prêmios do GP Brasil.

Oitavo parágrafo

Como nasci alvinegra, daria preferência a um candidato botafoguense, e que assim apresentasse sinais claros de equilíbrio personalidade e tradição, tendo no álbum de fotografias à cabeceira da cama, exemplos brilhantes de glória, como: Leônidas da Silva, Heleno de Freitas, Paulo Valentim, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Zagallo, Gérson, Jairzinho, (o furacão da copa de 70) dentre muitos outros expoentes do esporte. Nesse pensamento, a única relação que se pode permitir ao candidato ter com o Uruguai (terra já invadida pelos caça–níqueis da CODERE) é a simpatia pelo Loco Abreu.

Nono parágrafo

Falando sério agora, o candidato a Presidente do Jockey Club Brasileiro deve ser uma pessoa simples, de gestos simples, e que conheça profundamente os bastidores de uma comissão de corridas, que é por onde “caminha a humanidade”. O novo Presidente do clube deve saber honrar as sedes sociais, que apesar de distantes do foco principal do clube, fazem parte de uma realidade que precisa ser bem observada, fora de qualquer conotação política. O candidato que conseguir revitalizar a sede do centro terá uma estátua de corpo inteiro no saguão dos elevadores com direito a banda de música na inauguração; agora, aquele que devolver a CODERE para o seu “fabricante”, por erro no fornecimento, terá o busto de toda a sua família eternizado. Por falar nisso, alguém sabe dizer se a CODERE está na garantia?

Décimo e último parágrafo

Posto que uma pesquisa recente demonstrou, com larga margem, que os freqüentadores das sedes sociais reivindicam melhorias para o turfe, o novo Presidente do JCB deve encurtar a distância entre o hipódromo e a sede da lagoa, tentando percorrer o caminho inverso ao que tem sido feito, transformando lá na frente, estes novos sócios em antigos turfistas. Exige–se também do candidato um gosto requintado pela gastronomia, assim saberá escolher um ótimo cardápio para recepcionar os apostadores no hipódromo, sendo proibido desde agora qualquer prato da culinária espanhola, como: paella; gazpacho; chorizo; guisados e etc. Como forma de reciprocidade, para ser justo com o povo catalão, o nosso MGA também não mais será servido a eles.

Aviso Importante

Quem tiver conhecimento de alguém com esse perfil, favor entrar em contato com a redação do Raia Leve. A intenção do site é correr ao encontro dele e fazê–lo assinar imediatamente a ficha de filiação ao partido daqueles que querem trabalhar por um clube melhor.

Prometemos ao candidato que não haverá qualquer tipo de Nota Fiscal no caminho da sua gestão, tão pouco as mesas terão gaveta. Assumo aqui o compromisso de que as 171 catracas que estão sendo colocadas na Sede da Lagoa, serão imediatamente doadas ao prefeito de Feira de Santana, no interior da Bahia, que ainda se recente do sério risco que a população correu caso um antigo visitante tivesse resolvido assumir a presidência de um algum clube por lá. As catracas seriam exatamente para checar o ingresso das pessoas que se prestarem a cumprir algum tipo de estágio petroquímico na cidade.

Uma outra promessa que eu faço de público, agora voltada aos turfistas em geral, é que caso tenhamos um presidente com esses predicados, será definitivamente abolida do hipódromo qualquer manifestação de vaia, faixa de protesto, ou requerimento de impeachment. Com isso o medo e a insatisfação que reina no dia–a–dia dos profissionais também acabará, sendo restaurada a dignidade no clube.

De antemão pedimos desculpas a OAB por encerrar com a farra dos honorários advocatícios no JCB, desejando, contudo, sorte aos advogados que serão “demitidos”, torcendo para que o “presidente” LECCA encontre logo um clube para presidir, e que assim a “paz” volte a reinar na conta bancária desses fiéis parceiros da nossa tesouraria.

Fim (como nos filmes de faroeste)

Para fazer justiça a uma sacanagem que fizeram com o “presidente” LECCA, proponho ao novo presidente que faça um páreo especial destinado aos amadores, e que 8% da receita obtida nas apostas seja doada a ele, de sorte que possa recompor uma parte daquilo que gastou na campanha de 2008, não tendo assim nada mais a reclamar dos cavalos no futuro, pois afinal de contas, todos sabem que ter alguém rogando praga é uma m...droga!

Posto que o valente “Tonemaí” deverá ser mesmo abandonado em alguma cocheira do Vale do Itajara, proponho a adoção imediata do cavalo pelo novo presidente, que nesse ponto deverá mudar o nome dele no stud book para:

“Agoratemgenteresponsávelaqui”.

Eu sei que o nome é um pouco grande pro locutor falar... Mas vale a pena, depois de tudo que a gente passou... Se chamar o Ernani pra narrar os páreos dele, tanto melhor, assim a gente vai juntar o útil ao agradável, afinal de contas, o nosso eterno recordista de palavras por minuto, vai tirar de “letra” essas letras todas.

Como última homenagem ao “presidente” LECCA, que “oxalá” saia amparado ao menos por duas ou três palmas de apoio, será inaugurada, ao som do Olodum, uma escultura de bronze representando uma máquina caça–níquel, erguida ao lado da estrumeira da primeira cocheira da vila lagoa, tendo uma placa com os seguintes dizeres:

Aqui jaz um mandato ocorrido no clube durante os anos 2008 e 2012.

Amém!



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