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Colunista: Mário Rozano

De Turfe um pouco..., por Mário Rozano
22/08/2011 - 13h15min

OS QUATRO HIPÓDROMOS DE PORTO ALEGRE E AS MULHERES MAIS BELAS DO MUNDO

Interessante a chamada no site do Jockey Club de São Paulo convidando seus associados para a festa que vai homenagear, com todo o requinte característico da entidade –, as mulheres mais belas do Mundo, que vão participar do “prestigioso” concurso Miss Universo. O convite acena com a divulgação para os 90 países da “força da instituição em escala global”.  Seguindo com a política de prestigiar eventos; estimular a entrada de novos associados com o simbólico valor de R$30.000,00 pelo título e oferecer equipamentos na sede social, como SPA, tênis, futebol, e até parque aquático, logo os turfistas associados poderão participar nas dependências do clube de corridas paulistano, aos sábados e domingos à tarde de shows de variedades, competições de tênis e futebol, além de desfrutar das piscinas para os dias de calor intenso. Afinal, parece que corridas de cavalo são coisas do passado e sem rentabilidade.

Já na Cidade Maravilhosa, parece que as idéias de prosperidade andam percorrendo os caminhos de um patrimônio com 85 anos, com inspiração e instigando o processo criativo para novos e rentáveis empreendimentos no interior do hipódromo mais charmoso do mundo.

Sobre corridas de cavalos e hipódromos; a provinciana capital de todos os gaúchos no final do século XIX, com seus 50.000 habitantes, possuía quatro hipódromos em simultânea atividade e concorrência. Um pouco desta história para os turfistas saudosistas:

A corrida de cavalos era a diversão do campeiro rio–grandense –, e em Porto Alegre desde meados do século XIX, ocupava um lugar de destaque na preferência da população. Um cronista do jornal O Mercantil, que se subscrevia como “O Estudante”, escreveu em 1852, a descrição de uma corrida entre um parelheiro de Porto Alegre e outro de Viamão. Mas nada diferia, então, das pencas da zona rural. Conforme o cronista “foi uma carreira conturbada”.

Em 1872, esteve em Porto Alegre o então famoso e apaixonado hipólogo e professor de equitação Capitão Luis Jácome de Abreu e Souza, com o objetivo de despertar o interesse pela criação do cavalo puro sangue inglês e pelo turfe, promoveu algumas corridas no Campo da Redenção, provisoriamente transformado em hipódromo, no entanto, a iniciativa não prosperou. Jácome escreveu vários livros sobre o assunto, e seus discípulos criaram no Rio de Janeiro, em 1867, o Club Jácome, porém de duração efêmera.

Alguns anos após, em 1877, por iniciativa do Cel. Pedro Jobim Ferreira Porto – considerado o primeiro importador de um puro sangue inglês para o Estado –, e o médico Dr. Ramiro Barcelos, fundaram o Hipódromo Porto–Alegrense, que funcionou por curto lapso de tempo.

Seu sucessor o Prado Boa Vista, também Hipódromo Porto–Alegrense, foi inaugurado em 23 de maio de 1880, com um programa de quatro páreos, acrescidos de uma corrida especial, “a pé, em três quadras, com inscrição gratuita”, como se pode ler na Gazeta de Porto Alegre de 15/5/1880: “Era realmente o tempo que Porto Alegre imitasse o exemplo da Corte de São Paulo, de Pelotas, que todos possuem clubes de corridas em completa florescência”. Provavelmente foi a primeira ação de Marketing do setor para atração de novos turfistas no Brasil. Continua a matéria da Gazeta: “Tivemos aqui uma iniciativa: foi a feita no tempo em que aqui se achava o hipólogo brasileiro Luis Jácome, que fundou um Jockey Club, mas com sua retirada da província adormeceu o útil instituto”.

O Prado Boa Vista estava localizado no atual bairro Partenon, sua inauguração logo repercutiu no desenvolvimento de seu entorno. Em 1885, quando de sua visita a Porto Alegre, a Princesa Isabel compareceu às corridas, deixando menção em seu diário de viagem. As plantas municipais de 1888, 1896 e 1906, registram a existência desse hipódromo, que funcionou até o segundo semestre de 1907. Pode–se ver no Jornal do Comércio de 8/10/1907 o programa de 10 páreos para as corridas do dia 13/10. Nessa época o Prado Boa Vista já era considerado o “velho e pitoresco hipódromo do arrabalde do Partenon”.

O segundo hipódromo fundado em Porto Alegre foi denominado Rio–Grandense, ou do Menino Deus. A partir de uma sociedade em comandita organizada em 1880, sob a razão social de Pereira, Guimarães & Cia., implantou–se esse novo Prado. Sua inauguração ocorreu em 6 de fevereiro de 1881, noticiado pelo Jornal do Comércio de 8 de fevereiro: “Inaugurou–se anteontem o Pardo Rio–Grandense. As arquibancadas dos sócios e do público estavam cheias, havendo muita gente dispersa e envolvida no movimento das corridas. Estas se efetuaram pela ordem anunciada, sendo avultadas as quantias de apostas. O Prado estava embandeirado, e acha–se preparado com gosto e comodidades para os frequentadores”.

Um regulamento desse Prado, publicado em O Mercantil de 27 de abril de 1881, permite entrever que nos hipódromos porto–alegrenses de então ainda persistiam o costume de carreiras de cancha reta: eram permitidas corridas em desafios particulares, embora os desafiantes devessem aceitar as regras do Prado, no que diz respeito ao fornecimento de selins, balanças, pesos, sineta, etc.; se os desafios tivessem mais de dois cavalos, a gerência do Prado concederia prêmios; frisava–se a obrigação de prevenir os fiscal do Prado sobre as carreiras particulares, para que houvesse oportuna comunicação ao público e funcionasse a “Casa da Poule”; os jóqueis deveriam ser livres, ou seja, não escravos, e de bons costumes.

O Prado Rio–Grandense, marcando uma fase de expansão e crescimento do Bairro Menino Deus, chegou a ter grande movimento na década de 1890, que assinalou o auge do turfe porto–alegrense. Funcionou até o ano de 1909.

O Prado Navegantes funcionou no bairro e mesmo nome por mais de uma década. Foi hipódromo que teve um duplo nascimento; sua primeira inauguração ocorreu em 18 de janeiro de 1891, para parar de funcionar pouco tempo depois; e, após, reorganização e formação de uma sociedade anônima para a exploração de suas atividades, renasceu em 16/12/1894, no mesmo ano que começara a funcionar o Prado Independência.

Quando de sua primeira inauguração em 1891, o Jornal do Comércio frisou que haviam dado “muita animação às corridas grande numero de pessoas vindas de São Leopoldo”. E o mesmo diário escrevia em 4 de fevereiro de 1891: “O prado fica distante das linhas do bonde cerca de 500 metros, situado em terreno bastante plano, que com alguma despesa mais se poderia conseguir uma excelente canha, porém a presente, tal como se acha, não oferece condições precisas, já pelas grande curvas que tem, já porque os aterros que fizeram não estão convenientemente batidos, pois os animais em certos lugares enterram–se muito e nas curvas precisam ser sofrenados para não rodarem, como aconteceu anteontem com dois (...). Quanto às mais dependências, achamos boas, especialmente o restaurante, que é bastante espaçoso e servido convenientemente”.

A partir de sua reinauguração em 1894, o Prado Navegantes entrou no rodízio regular com que os quatro hipódromos então existentes programavam as corridas dominicais. Segundo dados do jornal A Federação em 1898, sobre as sociedades anônimas existentes em Porto Alegre, o Prado Navegantes possuía um capital de 85 contos de réis, dividido em 850 ações com valor nominal de 100$000. Não se equipararia ao Prado Independência, cujo capital alcançava 140 contos de réis, nem ao Prado Boa Vista, com um capital de 100 contos de réis. Mas era superior ao Prado Rio–Grandense, do Menino Deus, cujo capital social subia apenas a 80 contos de réis.

Em 1897, o Prado Navegantes proporcionou doze reuniões, com um movimento global de apostas de 422 contos de réis, o menor entre o dos demais hipódromos (Jornal do Comércio, 3/10/1897). Mas em 1898, no conjunto do ano, proporcionou quinze reuniões, com movimento total de 448 contos de réis, ficando na terceira posição e superando em movimento o hipódromo do Menino Deus (Gazeta da Tarde, 4/1/1899).

Antes da segunda inauguração do Prado Navegantes, surgiria em Porto Alegre outro hipódromo destinado a tornar–se o único durante muito tempo e centralizar decisivamente as atividades turfísticas da cidade. Trata–se do Prado Independência, inaugurado em 25 de março de 1894. No preciso momento em que no interior do Estado, as duas facções rivais da política estadual – pica–paus e maragatos –, se dilaceravam em lutas na Revolução Federalista, o porto–alegrense organizava associações turfísticas e caia na jogatina.

O Jornal do Comércio registrou a inauguração do Prado Independência: “Este novo hipódromo, que se acha colocado em ótimo lugar, junto à estação da Companhia Carris Urbanos, dará hoje as suas corridas de estréia. O seu pavilhão, com espaçosas arquibancadas, pode dar acomodação para milhares de pessoas. Daí, bem como de qualquer lugar dentro do recinto do Prado, se poderá apreciar perfeitamente as corridas. A cancha, construída sobre belo chapadão e tendo circunferência de 1.000 metros, prestar–se–á ao fim que é destinada, mesmo depois de fortes chuvas, porque houve o cuidado da construção de largos escoadouros para as águas”. O programa de inauguração teve doze páreos, a partir de 10 horas da manhã.

Era habitual, na época, a formação de sociedades turfísticas, que organizavam corridas e concursos de apostas, podendo funcionar em um ou outro dos hipódromos existentes. Uma dessas entidades foi o Derby Club, que passou a operar no Prado Independência a partir de 1º/10/1899, assim como mais tarde organizaria corridas também no Prado Boa Vista ou no Prado Rio–Grandense.

O Prado Independência, que, a partir de 1909, eliminou pela concorrência todos os demais, foi o hipódromo da Associação Protectora do Turf, que, em 1944, se transformou no Jockey Club do Rio Grande do Sul.



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